A CIÊNCIA DA VIDÊNCIA                         A CIÊNCIA DA VIDÊNCIA

Esta notável obra compreende não apenas um registro de pesquisa clarividente sob condições de teste com homens da ciência em vários campos, como astronomia, bacteriologia, física, psicologia e diagnóstico médico; mas também informações práticas com relação à lógica, ao desenvolvimento e à utilidade dos poderes psíquicos superiores.

Com o limite da refinamento dos aparatos físicos se aproximando rapidamente, a ciência atual começa a sentir a necessidade de um novo instrumento de pesquisa.

O autor desta obra afirma que poderes de cognição insuspeitos jazem latentes em cada mente e, eventualmente, serão desenvolvidos por todos.

Os tópicos abordados incluem assuntos como psicometria, explorações dos níveis emocional, mental e espiritual da consciência, e clarividência no tempo, ou a leitura dos "registros akáshicos".  A CIÊNCIA DA VIDÊNCIA

Lista de obras de Geoffrey Hodson      FADAS NO TRABALHO E NO LAZER        O REINO DAS FADAS         O MILAGRE DO NASCIMENTO     SAÚDE E A VIDA ESPIRITUAL: UMA VISÃO OCULTA DA SAÚDE E DA DOENÇA        PRIMEIROS PASSOS NO CAMINHO          ASSIM EU OUVI A IRMANDADE DOS ANJOS E DOS HOMENS             SEDE PERFEITOS          AS HOSTES ANGÉLICAS       ANJOS E A NOVA RAÇA                       A CIÊNCIA                       DA VIDÊNCIA Um estudo da faculdade da clarividência, seu desenvolvimento e uso, juntamente com                       exemplos de pesquisa clarividente                                      por                           GEOFFREY HODSON

Diagramas por D. Kenrick

QUINTA IMPRESSÃO

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PATERNOSTER ROW, E.C.          Reimpresso                Por          Health Research           P.O. Box        Pomeroy, WA 99347

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A CIÊNCIA DA VIDÊNCIA                                 CAPÍTULO I

COGNIÇÃO SUPERNORMAL

O estudo dos poderes, atributos e faculdades da consciência humana tem feito progresso tão rápido durante o último quarto de século, que conceitos que teriam sido impossíveis de aceitar antes desse período agora estão gradualmente sendo aceitos como fatos demonstráveis.

A ciência da psicologia emergiu como resultado desse progresso, e promete acompanhar a notável evolução e o crescimento do conhecimento científico que é uma característica tão marcante do período pós-guerra.

Aqueles que têm acompanhado o desenvolvimento da psicologia nos últimos anos reconhecerão neste livro muito que lhes é familiar sob uma nomenclatura e sistema filosófico diferentes.

O leitor que aborda este assunto pela primeira vez, no entanto, poderá achar o conteúdo deste livro quase inacreditável.

Contudo, o autor pediria paciência, e que o julgamento seja reservado até que os capítulos conclusivos tenham sido lidos.

O fenômeno da cognição supranormal no homem tem se apresentado continuamente ao longo de toda a extensão da história humana.

A literatura das raças passadas da humanidade, das civilizações passadas, está repleta de relatos e incidentes concernentes à posse de faculdades que não são possuídas pela ordem geral da humanidade.

O mesmo fenômeno está conosco hoje, e aparentemente em um grau muito maior do que jamais foi o caso no passado.

O propósito deste livro é fazer um exame crítico do assunto da cognição supranormal: ilustrar esse estudo com uma série de exemplos extraídos da experiência do próprio autor; e finalmente oferecer uma explicação da lógica dos poderes psíquicos, juntamente com alguns pensamentos concernentes à sua relação com os cinco sentidos com os quais o homem é normalmente dotado.

O autor deseja deixar claro desde o início que sua abordagem ao assunto da clarividência não tem nada em comum com a do vidente profissional, do adivinho ou do médium espiritualista; que tais pessoas possuem certa forma de hipersensibilidade deve ser admitido, mas a atmosfera na qual suas faculdades são empregadas é, na maioria das vezes, de tal natureza que a mente científica é inevitavelmente repelida.

Se a clarividência existe e deve ser de real utilidade para seu possuidor e seus semelhantes, ela deve ser capaz de ser desenvolvida em uma faculdade positivamente controlada e tornar-se tão prontamente disponível quanto quaisquer outros dos cinco sentidos existentes.

É lamentável, portanto, que, com exceção dos registros da Sociedade de Pesquisas Psíquicas, a maioria dos relatos disponíveis sobre a posse e o emprego de faculdades supranormais, tanto por psíquicos antigos quanto modernos, refira-se a psiquismo esporádico e descontrolado, e sejam frequentemente relatados de uma maneira que os torna praticamente inúteis para fins de investigação científica.

Parece haver, contudo, um substrato de evidência, uma persistência de crença e uma recorrência de incidentes fenomenais que justificam, ao menos, uma investigação sobre o assunto.

Os povos antigos da Índia, por exemplo, são demonstrados, por suas escrituras e seus sistemas altamente desenvolvidos de Yoga,¹ terem estado familiarizados com as manifestações de faculdades supernormais, e até mesmo com leis que se supunha governarem seu desenvolvimento e uso.

Os antigos caldeus e babilônios tinham suas instituições para a instrução de astrólogos, adivinhos e leitores de sonhos, que eram mantidos em seus cargos como funcionários públicos.

Os povos judeus, segundo o Antigo Testamento, tinham suas escolas de profetas, destinadas a fornecer métodos especiais de treinamento para aqueles que assumiriam os ofícios sacerdotais, aos quais estava associado um poder muito definido de vidência e comunhão com Deus.

Diz-se que o rei Saul pertencera a tal escola.

Os povos do Egito e da Grécia também tiveram seus videntes, bem como seus mistérios, os maiores e os menores, onde aqueles que desejassem trilhar o caminho do rápido desabrochar podiam obter a instrução necessária.

A história da religião cristã, tanto em seu início quanto durante seu desenvolvimento posterior, contém muitos relatos da posse e uso de faculdades supernormais por seus seguidores, muitos dos quais foram desde então elevados à categoria de Santos.

Em nossos dias, parece haver o surgimento de um grande número de pessoas que possuem alguma forma de poderes peculiares e incomuns de cognição.

O seguinte relato de *The Medical World*, de 10 de maio de 1929, é de especial interesse nessa conexão.

A CRIANÇA COM OLHOS DE RAIOS ROENTGEN

UM MISTÉRIO INEXPLICÁVEL

O conhecido oculista, Dr. Pedro Niel, de Madri, não há muito tempo, surpreendeu o público com uma informação que, tanto dentro quanto fora dos círculos científicos, criou grande sensação.

Em uma reunião de especialistas em Paris, o Dr. Niel falou de seu conhecimento de uma criança maravilhosa que ele tem mantido sob observação por dezoito meses.

Esta criança notável, Benito Paz, é filho de um professor de escola rural que não havia notado nada de incomum no menino antes de seu quinto ano.

Quando o pequeno Benito atingiu a idade de quatro anos e meio, seu pai começou a ensinar-lhe leitura e escrita em sua própria casa.

Então, pela primeira vez, o menino surpreendeu seu pai ao exibir subitamente o misterioso poder de ser capaz de ler as letras em um livro de alfabeto fechado.

O menino colocou diante de si o livro fechado e procedeu a ler em voz alta, de seu modo desajeitado, através da grossa capa, como se o livro estivesse aberto.

Seu professor concluiu imediatamente que seu filho havia decorado tudo aquilo e ficou pasmo com sua perseverança.

Mas o caso tornou-se mais misterioso quando o pai procurava por toda parte um botão de punho perdido.

O pequeno Benito exclamou e disse que seu pai tinha o botão numa caixa de tabaco no bolso do colete.

O professor abriu a caixa de tabaco, e lá estava o botão.

Só então ele se lembrou de que no dia anterior havia colocado o botão ali por segurança.

Mas como diabos Benito poderia saber disso? Ao ser seriamente interrogado, o menino, bastante assustado, declarou que havia visto o botão na caixa de tabaco.

Ele também vira nela os nossos cigarros.

Seu pai então fez um teste.

Benito sabia contar até cinco.

Seu pai colocou três cigarros na caixa de tabaco, fechou-a e ordenou que Benito o informasse quantos cigarros ela continha.

O menino contou: um, dois, três.

Outros testes também deram resultados semelhantes.

Um mês depois, o pai viajou com seu filho para Madri e lá consultou o oculista, Dr. Niel.

Este senhor examinou cuidadosamente a criança e não encontrou nada de anormal nele.

Desde então, ele mantém o pequeno Benito em sua casa, a fim de poder fazer observações a qualquer momento.

Mais tarde, quando a criança tímida começou a perder os medos anteriores, o doutor continuou seus experimentos.

Ele descobriu que o menino podia ver e descrever claramente objetos encerrados em uma caixa de metal.

Ele podia ler facilmente cartas encerradas em três ou quatro invólucros.

Ele podia, sem dificuldade, declarar o que você tinha em seus vários bolsos.

Ele podia até indicar as cores dos objetos, e isso era talvez o maior enigma de todos.

Parece que essa visão poderosa pode atravessar metal, pano e papel.

Que nesse caso não se trata de clarividência, mas simplesmente de visão poderosa, é demonstrado pelo fato de que, embora Benito Paz, por exemplo, possa ler cartas entre duas placas de metal, ele nada podia fazer quando placas de madeira, em vez de metal, eram usadas.

Quando Benito descobriu isso, ficou terrivelmente perturbado.

Os experimentadores ainda se veem diante do enigma.

Traduzido do Heroldo de Esperanto por A. A. Hill, M.D.B.

Os volumes da Sociedade de Pesquisas Psíquicas estão repletos de exemplos de tais fenômenos e de relatos de reuniões nas quais médiuns foram testados sob condições científicas.

Exemplos destes poderiam ser aqui citados em grande número, mas contentar-me-ei em remeter o leitor aos muitos volumes publicados de seus procedimentos.

Ao encerrar estas observações introdutórias, o autor deseja dizer que ele próprio passou vários anos na investigação de tais fenômenos, e também na tentativa de desenvolver a faculdade da clarividência pela aplicação dos métodos delineados no capítulo conclusivo deste livro.

Há alguns anos ele vem se dedicando à pesquisa clarividente com homens de ciência. Nos primeiros capítulos deste livro, ele cita brevemente os registros de tais experimentos, não de modo algum para exibir seus próprios pequenos dons, mas para fornecer apoio às teorias apresentadas, para ilustrar vários tipos de cognição supranormal e para auxiliar o leitor a formar uma opinião sobre o assunto por si mesmo.

As experiências do autor em pesquisa clarividente, embora reconhecidamente ainda ligeiras, são suficientemente definidas para convencê-lo da existência de tal faculdade e para indicar que, desenvolvida e empregada cientificamente, ela eventualmente fornecerá o instrumento ideal para a futura investigação científica.

Dessa possibilidade, o leitor deve ser deixado a julgar por si mesmo.

O tempo parece estar se aproximando, se já não chegou, em que o progresso do conhecimento científico estará muito à frente do desenvolvimento de instrumentos suficientemente sensíveis para registrar e medir suas descobertas.

Quando esse tempo chegar, novos instrumentos terão de ser evoluídos.

O autor deseja, neste livro, apontar a possível direção na qual estes poderão ser encontrados; sugerir, de fato, que o homem pode desenvolver e usar poderes interiores de cognição que, embora supranormais no presente, podem se tornar normais no futuro.

Videntes, tanto antigos quanto modernos, disseram que o homem possui dentro de si mesmo todos os instrumentos de pesquisa de que jamais poderá necessitar, e que, no desenvolvimento progressivo de cada um de seus cinco sentidos atuais, ele está longe de ter esgotado as faculdades com as quais a Natureza o dotou.

Não haveria então um sexto, e até mesmo um sétimo sentido, ainda aguardando evolução? Não seria o presente e crescente interesse em todas as coisas psíquicas, e a existência, nesta época, de grande número de pessoas reivindicando a posse de poderes psíquicos, sinais do surgimento de um novo sentido a ser acrescentado aos cinco atuais? A ciência há muito passou do estudo da matéria para o estudo da força, e agora, mesmo nos últimos dez anos, a própria força está sendo subdividida e descoberta como granular em substância, consistindo, de fato, em minúsculos, porém definitivamente mensuráveis, "quanta" de energia.

Esta é, de fato, uma viagem rápida, e podemos muito bem perguntar para onde os próximos dez anos nos levarão. Uma resposta parece certa: "Para além do alcance de qualquer instrumento de pesquisa atualmente conhecido." Será o novo instrumento a clarividência? Tal é a questão à qual, neste livro, o autor deseja sugerir uma resposta.

Ele procura levar o leitor consigo para aqueles campos de pesquisa em que atualmente trabalha, e compartilhar com ele alguns dos resultados de suas investigações.

Ao final, ele oferece um relato sobre a natureza da clarividência, sobre o mecanismo da vidência, e os métodos pelos quais ela pode ser desenvolvida e empregada.

CAPÍTULO II

A CLARIVIDÊNCIA COMO INSTRUMENTO DE PESQUISA CIENTÍFICA

(a) Astronômica

O primeiro tipo de clarividência ao qual o leitor é apresentado é aquele ao qual foi dado o nome de Visão Magnética.

Investigações estão sendo atualmente realizadas por um grupo de pesquisadores sobre o tema da física e da astronomia por meio deste tipo de cognição.

Alguma explicação sobre o uso deste termo é devida ao leitor interessado nesses ramos da ciência.

Um dos membros do grupo, familiarizado com os mais recentes desenvolvimentos científicos, teve a gentileza de escrever as seguintes observações introdutórias para este capítulo: — "Para leitores não familiarizados com os poderes supranormais da consciência humana, poderes latentes em todos, mas desenvolvidos apenas em poucos, o primeiro efeito da leitura do conteúdo deste volume será provavelmente um sentimento de incredulidade; no entanto, o desenvolvimento desses poderes da consciência, conforme revelado durante o último meio século, tem sido plenamente tão notável quanto o desenvolvimento do conhecimento científico."

Uma compreensão do que foi revelado aos poucos que adquiriram esses poderes conscientes só pode ser satisfatoriamente obtida por aqueles que assimilaram o avanço correspondente no conhecimento científico; e isso se aplica mais particularmente àquela parte das ciências físicas que emergiu das investigações matemáticas dos últimos dois anos.

“Uma condição primária para a investigação confiável das forças da Natureza por uma consciência desenvolvida, como a usada nessas pesquisas, é que o observador não tenha noções preconcebidas sobre o caráter dos fenômenos que está observando; caso contrário, suas observações podem ser viciadas ou distorcidas.

Ele deve ser um observador puro e simples, e de modo algum um teórico.

Alguém treinado nas teorias científicas modernas, digamos, sobre a natureza do átomo ou da radiação, que também tivesse esses poderes desenvolvidos de consciência, estaria seriamente prejudicado e teria que limpar sua mente de todos esses conceitos antes que suas observações fossem confiáveis.

Um caso paralelo a este será encontrado nas recentes e mais bem-sucedidas realizações do físico e do matemático.

Em 1925, Heisenberg estabeleceu a ideia fundamental de que nada deveria entrar na formulação matemática, exceto aquilo que pudesse ser diretamente observado.

Isso teve consequências de longo alcance e parece apontar o caminho para uma solução completa do problema do átomo e da radiação.

(‘The Quantum’, Allen, p. 224.) Um estudo do trabalho de Heisenberg e sua escola durante os últimos dois anos é, talvez, a melhor preparação para a compreensão inteligente do trabalho do qual cinco observações são registradas aqui, e que será brevemente oferecido para publicação.

“Pode-se formar alguma estimativa da importância do trabalho de Heisenberg quando se percebe que ele encerra o conflito secular entre religião e ciência.

A esse respeito, o Prof. Eddington diz que, a partir do trabalho de Heisenberg, por volta do ano de 1927, a religião tornou-se possível pela primeira vez para o homem científico razoável, e não apenas a religião, mas também os aspectos comuns da vida.

De acordo com Eddington, o ano de 1927 certamente será classificado como uma das maiores épocas no desenvolvimento da filosofia científica.

(‘A Natureza do Mundo Físico’, p. 350.) “Os resultados do trabalho de Heisenberg são plenamente confirmados pela nova ‘Mecânica Ondulatória’, ou ‘Mecânica Quântica’, como desenvolvida por Schrödinger, de Broglie e outros, que se baseia em ondas ou ondulações, não no éter, sede das ondas de luz, etc., mas em um sub-éter, no qual há vibrações um milhão de vezes mais rápidas do que as da luz visível.

(ib. p. 211.) A interação dessas ondas no sub-éter causa batimentos ou respingos no éter familiar da ciência, e esses batimentos são os elétrons e átomos da matéria, que afetam nossa consciência grosseira, sendo as ondas do sub-éter rápidas demais para afetar a consciência física (ib. p. 215.) Mas essas ondas no sub-éter não são rápidas demais para afetar a consciência desenvolvida, tal como a que tem sido usada nessas observações.

De fato, a aquisição desse novo poder de observação é exatamente a arte de sintonizar a consciência com esses comprimentos de onda sub-etéricos.

“A natureza desse processo de sintonização da consciência pode ser melhor compreendida em conexão com os raios X e, por simplicidade, pode ser considerada como uma espécie de consciência de raios X.

Expresso em termos de diferença de potencial, a visão eletromagnética ordinária dos raios de luz corresponde a uma energia quântica de 2 volts.

Os raios X correspondem a uma diferença de potencial de algumas centenas de volts a 300.000 volts.

A frequência dos raios Y corresponde a 3 e 4 milhões de volts, enquanto os raios cósmicos recentemente descobertos são da ordem de 150 milhões de volts, e implicam um potencial em sua origem de cerca de 1.000 milhões de volts.

(‘Rutherford, Nature’, vol. 122, pp. 883-6.) A característica das vibrações dos raios X é que elas podem penetrar no interior dos corpos, e não são refletidas pelas superfícies, como geralmente é o caso dos raios eletromagnéticos.

Esta é também a característica do tipo de visão usado nessas investigações.

Quanto mais curto o comprimento de onda dos raios X, mais eles são capazes de penetrar na matéria, e há razão para acreditar que a visão usada em algumas dessas pesquisas é ainda mais penetrante do que os raios cósmicos, e corresponde a uma diferença de potencial de cerca de 120.000 milhões de volts, ou 800 vezes maior do que os raios cósmicos.

Nós lhe demos o nome de ‘Visão Magnética’. “Sir J. J. Thomson e outros mostraram que a massa do elétron pode ser de origem elétrica (‘Condução de Eletricidade Através de Gases’, vol.

I, p. 262), e pesquisas baseadas em observação por visão magnética levam à conclusão de que toda a massa da Terra, e provavelmente todas as outras massas, são de origem elétrica, e que a fórmula que conecta carga e massa para a Terra e os planetas é idêntica àquela para o elétron.

Isto implica que a energia associada à massa não está dentro da massa, mas nos espaços circundantes nos quais a massa se move.

Em 1905, Einstein mostrou que a energia de uma massa era igual à massa multiplicada pelo quadrado da velocidade da luz, e por cálculo verifica-se que a massa-energia de Einstein é idêntica ao fluxo de Poynting de energia no campo magnético clássico, conforme deduzido das equações clássicas de Maxwell.

Este enorme fluxo de energia é o que é observado pela visão magnética, e seu caráter é idêntico ao que as vibrações sub-etéricas reveladas pela mecânica ondulatória de Schrödinger.

Provas disto serão dadas na obra complementar, 'Astronomia e Astrofísica Magnéticas'. "Um importante resultado das recentes pesquisas dos físicos é que uma linha de força constituindo um raio de luz tem um núcleo ('The Quantum', Allen, p. 191), cuja velocidade é maior do que a das ondas circundantes.

('The New Quantum Mechanics', Birtwistle, p. 187; 'Wave-Mechanics', de Broglie e Brillouin, p. 116.) A matemática, no entanto, não parece determinar a direção desta velocidade do núcleo.

É aqui que a visão magnética vem em nosso auxílio, pois este núcleo do raio de luz é um núcleo magnético, e a observação mostra que a velocidade deste núcleo magnético é muito maior do que a das ondas circundantes, e é em direção oposta.

Assim, enquanto o fluxo externo de energia dissipa a massa-energia no espaço, o núcleo magnético retorna esta energia à massa.

Se a energia que retorna é exatamente igual àquela irradiada não pode ser determinado apenas pela observação, mas parece ser da mesma ordem de grandeza, e explica por que o fluxo de energia observado é tão muito maior do que a quantidade indicada por medições físicas.

"Como mostrado acima, o uso da matemática da mecânica ondulatória pelos físicos revelou a existência de um sub-éter que é plenamente confirmado pela visão magnética, mas esta visão magnética revela ainda uma série de tais sub-éteres, de modo que o sub-éter número 2 desempenha a mesma função para o sub-éter número 1, assim como o sub-éter número 1 desempenha para ondas eletromagnéticas comuns.

Agora, a diferença entre a visão comum e a visão desenvolvida reside na faculdade que a visão desenvolvida possui de sintonizar-se com as vibrações dos sub-éteres que subjazem ao éter eletromagnético comum.

É a diferença entre um aparelho receptor sem fio sintonizado em um único comprimento de onda, e um aparelho receptor que pode ser ajustado para qualquer comprimento de onda.

Esse poder de sintonizar a consciência com essas diferentes ordens de sistemas vibratórios está latente em todos e, eventualmente, será desenvolvido em todos.

É o próximo passo na evolução humana.

"Como o autor afirmou no Capítulo I, é o propósito deste volume fornecer ilustrações do uso desse novo poder de visão, tanto para a investigação física quanto para as ciências médicas.

Os exemplos a seguir são extraídos de registros de experimentos sobre eletricidade e sobre o átomo, e investigações médicas são registradas mais adiante.

Essas observações registradas são comparadas com fatos, na medida em que são conhecidos, e com teorias vigentes onde os fatos estão ausentes.

As observações relacionadas à física são prejudicadas por terem de ser amplamente comparadas com teorias, mas as teorias físicas mudaram tão rapidamente nos últimos anos que uma teoria é substituída por outra quase antes que a primeira possa ser publicada.

Por exemplo, Eddington publicou sua 'Constituição Interna das Estrelas' em 1926, e Jeans sua 'Astronomia e Cosmogonia' em 1928. Ora, ambos os escritores assumem a verdade da teoria de Bohr sobre o átomo, e muitas de suas conclusões mais importantes relacionadas às estrelas e à astrofísica baseiam-se na verdade da teoria de Bohr.

No entanto, o Prof.

Eddington, em sua obra mais recente, 'A Natureza do Mundo Físico' (p. 204), nos diz que por volta de 1925 o modelo de Bohr do átomo havia definitivamente entrado em colapso.

"É evidente pelo exposto que o teste da visão magnética, comparando-a com os resultados das teorias físicas, pode levar a incertezas, e o único teste confiável da visão magnética é compará-la com outras observações onde as teorias não intervêm.

"Muitas oportunidades surgiram para o grupo de investigadores testar a confiabilidade dessa visão de uma maneira que não deixasse brecha ou incerteza.

Essas observações consistiram em grande parte em explorar o sistema solar e observar as posições angulares dos planetas e suas distâncias relativas ao sol.

Antes da reunião, um plano do sistema solar foi elaborado por um de nós na forma de um mostrador de relógio, tomando-se a posição do sol como sendo ao meio-dia, e a da Terra como às seis horas."

As posições heliocêntricas dos planetas foram então distribuídas entre as horas do almanaque náutico para a data do encontro.

Isso também não foi mostrado ao observador, mas retido por um de nós. O observador então explorou o sistema solar por visão magnética e colocou os planetas na hora mais próxima do mostrador do relógio, indicando ao mesmo tempo uma indicação de distância.

Em nenhuma única instância encontramos um erro sério nas posições indicadas.

"O seguinte é uma ilustração deste método de observação, datado de 11h30 da manhã, 7 de dezembro de 1928: Observações das Posições Planetárias — Há um planeta por volta das 8h30 — Verificado: Urano; Um por volta das 3 horas — Verificado: Netuno; Um por volta da 1 hora — Verificado: Mercúrio; Um por volta das 6 horas — Verificado: Marte; Um por volta das 7 horas — Verificado: Júpiter." Registrador — G. E. Sutcliffe.

Apenas um exemplo típico deste trabalho específico é dado aqui, mas tais experimentos têm sido repetidos continuamente com o mesmo resultado.

Estas investigações astronômicas ainda estão em processo no momento da escrita deste livro, e muita informação já foi obtida sobre o assunto da astronomia magnética.

As energias eletromagnéticas do sistema solar estão sendo estudadas, e informações sobre a relação magnética entre os planetas e o sol, como também entre o sistema solar e o grupo maior do qual parece fazer parte, estão gradualmente sendo adquiridas.

Para os propósitos deste livro, contudo, apenas a pequena tabela de observações das posições planetárias é dada como evidência da existência da visão magnética.

(b) Pesquisa Bacteriológica

Um exemplo do uso prático da clarividência como auxílio à pesquisa médica é dado no seguinte relato de investigação experimental na esfera da bacteriologia.

Após muitos anos de pesquisa, alguns investigadores passaram a atribuir grande importância a um grupo de bactérias intestinais como causas de doenças crônicas.

Eles distinguem uma série de variedades desses organismos e fazem delas vacinas para tratamento.

As doses remediadoras feitas de culturas de cada bacilo, e administradas à pessoa de quem o original foi extraído, provaram-se notavelmente eficazes, e os resultados pareceriam indicar que grandes possibilidades existem neste método de tratamento.

Um estudo clarividente detalhado desses "nosódios" proporcionou informações sobre sua natureza e características, que se provaram precisas quando verificadas com outras fontes de informação.

As culturas de várias pessoas foram diluídas pelo processo homeopático até a 30ª potência.

O grau de diluição era tal que nenhum teste químico ou bacteriológico conhecido revelava a presença de qualquer coisa além de *aqua distillata*, com a qual a diluição foi feita.

Várias dessas amostras foram encerradas em pequenos tubos de vidro, sem outra marcação além de um único número de registro, e foram investigadas por clarividência.

Em todos os casos, embora a natureza da diluição fosse desconhecida para todos os presentes durante as investigações, os resultados foram inteiramente consistentes; os mesmos fenômenos e características foram descritos, com as variações provenientes do mesmo organismo.

Em geral, parecia que cada remédio possuía atributos distintos, peculiarmente individuais, transmitindo também a individualidade da pessoa de quem os germes originais haviam sido obtidos.

Em alguns casos, foi possível rastrear uma conexão com a fonte e descrever o sexo, a idade e outros detalhes do paciente.

Duas dessas observações, feitas em datas diferentes, serão suficientes para servir como evidência da confiabilidade e consistência das investigações clarividentes.

Nosódios investigados, entre outros, foram: Morgan; Proteus; Gaertner; Disenteria.

Extratos são fornecidos abaixo dos registros dos investigadores, nos quais a cor das emanações da diluição foi observada.

Apenas dois relatos são dados aqui, embora esses estudos tenham sido repetidos com muita frequência.

O conteúdo dos tubos era desconhecido para o observador, o controlador e o registrador.

Observações Diretas das Cores dos Nosódios, 29 de novembro de 1927. Presentes: E. B., G. H. e J. H.

D                    G                    P                    M

Índigo com névoa    Azul brilhante, céu   Verde murta a        Vermelho vivo a  de heliotrópio       a safira, com         garrafa.              vermelho opaco.

Sugestão de          tons de magenta       Levemente            Com prata          marrom turvo,        e esmeralda em        amarelo,            salpicado de         na superfície.        manchas.              vermelho vivo.        amarelo.

Observações Diretas das Cores dos Nosódios, 22 de novembro de 1927. Presentes: E. B., G. H. e J. H.

D                     G                   P                    M

Índigo (núcleo) e     Azul                Verde (garrafa a     Vermelho (pouco  lavanda (violeta).                        esmeralda)           amarelo, pouco                                            laranja)

Devido à sua simplicidade, o significado dessas tabelas pode não ser imediatamente claro para o leitor.

Eu, porém, ele construirá em sua mente as condições sob as quais foram feitas, para que o significado possa se apresentar a ele.

Que ele imagine nossos frascos, cada um contendo um líquido incolor, sem nada que os distinga uns dos outros, colocados diante do investigador clarividente, que procede a descrever suas características radioativas e suas emanações de cor.

Nenhum membro do grupo de pesquisadores sabia o conteúdo dos frascos, de modo que a transferência de pensamento ou a leitura mental não poderia de forma alguma ser invocada para explicar a consistência infalível com que as características dos frascos e de seu conteúdo foram descritas em diversas ocasiões diferentes.

Repetidas vezes, demonstrações convincentes foram dadas durante o curso das investigações bacteriológicas, dos registros das quais estas duas tabelas são extraídas.

Muitas informações foram obtidas sobre a natureza dos germes de doenças, da consciência vegetal e dos diferentes tipos de emanações emitidas por drogas e outras substâncias em doses tanto alopáticas quanto homeopáticas.

Essas informações pertencem legitimamente à esfera da pesquisa médica e, portanto, não estão incluídas nesta obra.

Um livro adicional, que as contém, está, no entanto, em preparação.

(c) O Elétron

Os relatos a seguir são dados como exemplos de clarividência como instrumento de pesquisa científica e não pretendem ser declarações completas ou autoritativas sobre os assuntos com os quais tratam.

Eles indicam, no entanto, as grandes possibilidades de estudo e investigação que a posse da clarividência abre para o estudante.

O Grupo Científico da Sociedade Teosófica na Inglaterra foi formado em janeiro de 1923, com o propósito de correlacionar as visões científicas modernas com a Teosofia.

O grupo está dividido em várias seções, estando cada seção relacionada a um ramo específico do pensamento científico, por exemplo, há seções de investigação psicológica, de cura, antropológica, geológica e psíquica.

Os experimentos aqui descritos faziam parte do trabalho da seção que lida com química e física.

Certos compostos radioativos e gases foram examinados clarividentemente pela autora, em colaboração com a seção e sob condições por ela organizadas.

Três ou quatro membros da seção estavam sempre presentes, e as observações foram registradas verbatim por dois deles à medida que eram feitas pela autora.

É interessante afirmar que o autor não tem conhecimento de química oculta ou de física; e, embora os membros presentes tenham frequentemente reconhecido suas descrições como aplicáveis à química oculta ou à física, era óbvio para eles que tais descrições eram inteiramente novas para ele.

Apesar das dificuldades do trabalho, que podem ser facilmente apreciadas quando se lembra que os elétrons sobre os quais o trabalho clarividente tinha de ser feito são partículas inconcebivelmente minúsculas, o Sr. Hodson foi capaz de dar valiosa confirmação da provável identidade do elétron e do átomo físico último positivo, e a seção gostaria de expressar sua gratidão a ele por sua cooperação e por sua disposição de se submeter a muitas repetições de trabalho considerado importante, e de realizar as investigações sob condições impostas pelos investigadores.

Nos experimentos, foi usado óxido de urânio.

Esta substância emite elétrons, bem como outras radiações, e o aparelho foi arranjado de modo que o fluxo de elétrons passasse entre os polos de um forte ímã em ferradura.

O Sr. Hodson foi solicitado a observar o fluxo sem o ímã em posição, e também com o ímã em posição de diferentes maneiras.

O ponto de primeira importância era determinar se as partículas que o clarividente via eram realmente elétrons.

O efeito de um ímã sobre um fluxo de elétrons é desviar o fluxo em uma direção ou na direção oposta, de acordo com a posição dos polos do ímã em relação à direção do fluxo.

Verificou-se que as partículas vistas pelo clarividente obedeciam a essa regra de deflexão, e a direção da deflexão podia ser observada por ele quando o ímã era colocado em posições variadas.

Nesses experimentos, teve-se o cuidado de que nem o clarividente nem qualquer um dos investigadores soubesse a posição do ímã até que o clarividente tivesse declarado a direção da deflexão.

Essa precaução foi tomada para evitar qualquer influência inconsciente dos pensamentos dos investigadores sobre o clarividente. Após alguns experimentos preliminares para estabelecer as condições mais satisfatórias de trabalho, verificou-se ser melhor realizar uma série de cinco ou sete testes, e então parar para permitir que o clarividente descansasse.

Duas dessas séries de testes são fornecidas: Série A.

No.         Posição do          Deflexão          Se correta de acordo com          Ímã.
            observada.          a ciência.

N—S                 Esquerda                 Correta.

S—N                  Direita                Correto.

N—S                  Esquerda                 Correto.

N—S                  Esquerda                 Correto.

N—S                  Direita                Errado.

Série B.

Nº         Posição o          Observado             I correto de acordo com              Ímã.

Ciência.

Deflexão.

S—N                  Direita                Correto.

N—S                  Esquerda                 Correto.

N—S                  Esquerda                 Correto.

N—S                  Direita                Errado.

S—N                  Direita                Correto.

Esses resultados foram suficientes para tornar muito provável que o Sr. Hodson estivesse realmente observando os elétrons, pois as partículas observadas obedeciam às leis de deflexão dos elétrons.

Perguntou-se então ao clarividente se ele considerava as partículas que observava como etéricas ou astrais; e ele respondeu definitivamente que eram etéricas e pertenciam ao subplano E1.

Consequentemente, tanto por considerações científicas ordinárias quanto por considerações clarividentes, é muito provável que o elétron seja o átomo físico último positivo E1.

Um estudo do elétron naturalmente nos leva à consideração do Éter.

Há pouco tempo, era moda considerar que o Éter do espaço foi completamente abolido; que possuía propriedades contraditórias e, portanto, não existia.

Alguns escritores, até mesmo sobre relatividade, no entanto, notavelmente L. H. Bolton, em "Teoria da Relatividade", dizem: "O éter, longe de estar morto, está em processo de nascimento", e essa visão merece consideração.

A relação do elétron com o éter foi declarada por vários escritores, por exemplo: (1) Poincaré fala do elétron como "buracos no éter ao redor dos quais o éter pressiona, como redemoinhos ao redor de um barco".

(2) Sir J.J. Thomson diz que as propriedades do elétron são as mesmas que as propriedades do limite do elétron.

(3) Richardson chega a ponto de dizer que “o elétron real, a parte que atua, é o éter circundante, e a teoria do elétron é a ciência das propriedades do éter do qual as cargas elétricas são modificações locais”. Não há muita diferença entre essas visões e a apresentada pelo Sr. Jinarajadasa, de que o elétron era uma espécie de turbina através da qual a força fluía, e a concepção similar do Sr. F. T. Peirce, de que os elétrons eram “‘fontes’ e ‘sumidouros’ tridimensionais através dos quais um fluido flui para dentro e para fora do nosso espaço físico”. É interessante, é claro, notar também a diferença, pois a atenção do cientista está fixada no limite (a forma), enquanto o Teosofista concentra-se na vida ou no ‘fluido’ que flui para dentro e para fora do nosso espaço físico.

É este passo — a aceitação de um fluido ou força, seja discreto ou não, que faz os buracos no éter — que não foi aceito pela ciência, e provavelmente não será aceito por algum tempo. O elétron, provavelmente, não está exatamente além das fronteiras do plano físico, mas o próximo passo da ciência deve levar até lá, pois atualmente ela está lidando com os níveis etéricos do físico — um avanço que só foi feito desde a descoberta da radioatividade — ou, em outras palavras, a ciência, no estudo da radioatividade, está realmente lidando com matéria etérica.

Relação Entre o Elétron e a Matéria Astral.

Há, no entanto, outra linha de avanço que o autor gostaria de recomendar para estudo.

Ela se impõe à atenção ao estudar a teoria quântica.

O exemplo mais simples dessa teoria é o efeito fotoelétrico, que pode ser assim enunciado: se uma substância é exposta à luz de frequência adequada, há uma emissão de elétrons.

Isso não depende da intensidade da luz.

A energia do elétron emitido é sempre em quanta, ou unidades, e similarmente a energia necessária para libertá-lo é sempre em unidades.

A consideração completa de tais atos sugere que, quando um corpo irradia energia, ele está na verdade disparando em todas as direções uma chuva de partículas invisíveis, pequenos pacotes de energia.

“A matéria,” diz Mills, “que originalmente aparecia à humanidade como contínua e infinitamente divisível, foi demonstrada ser atômica, e a eletricidade também foi demonstrada ser granular em estrutura.”

Por que então não deveríamos esperar que a energia também se mostre transmissível em quantidades infinitas?" O Sr. Peirce, em seu último artigo, vai ainda mais longe, ou ele diz, referindo-se ao elétron: "O fluxo através desses vórtices não é constante, mas intermitente, variando de um máximo a um mínimo em um ciclo de período constante.

Da fonte, ou elétron, então, as partículas jorram em pulsos em todas as direções, com uma velocidade de 3 X 10¹⁰ cm por segundo.

Os máximos dos pulsos são separados por uma distância que eu colocaria em cerca de 35 x 10⁻¹⁰ cm.

(mais provavelmente um pequeno submúltiplo) e um tempo de cerca de 10⁻¹⁹ segundos, que podemos considerar como o tanmattra e o tattva do plano físico." Se tentarmos obter alguma concepção geral do Éter do espaço e sua relação com E (o átomo físico último), a melhor descrição que posso encontrar, e uma que melhor expressa a concepção teosófica, é aquela dada pelo físico francês Nordmann, que diz: "Todo corpo material carrega consigo, como uma espécie de atmosfera, o éter, que está ligado a ele. Há, além disso, um éter estacionário no espaço interestelar, um éter insensível ao movimento dos corpos materiais que se movem nele, e que podemos, para distingui-lo do éter ligado aos corpos, chamar de Super-éter." Agora, o Sr. Hodson diz que o elétron fornece uma saída do plano astral para o plano físico.

A força parece vir de um alto plano cósmico através do átomo astral, e então, por um movimento rotatório, forma E.

Minha ideia no momento é que a pressão da vontade divina de se manifestar está em toda parte no "super-éter", mas só pode se mostrar quando entra em contato com a atmosfera astral ao redor de nossa Terra, onde está continuamente produzindo elétrons, que descem espiraladamente pelas linhas de força, ou surgem dentro de um átomo como o de Urânio.

Essa força em si, uma vez que se manifesta como uma corrente de partículas astrais, é portanto granular em estrutura e, em certo sentido, passa através do vórtice, que ela constrói em seu caminho, e sai novamente.

Como é granular ou atômica em estrutura, ela flui em quanta, unidades que são muito menores que o elétron.

Aqui temos uma possível solução para o problema de para onde vai a força quando emana do elétron, pois pode ser os quanta de energia da Ciência.

Os pontos principais das relações entre o Elétron e o E1 podem ser resumidos assim: (1) O Elétron é um Constituinte Universal da matéria. O Átomo Físico Último, E13, é a unidade física da qual todos os átomos são agregados.

(2) O Elétron está sempre associado a uma carga unitária de Eletricidade negativa.

A Eletricidade é uma das manifestações de Fohat que escava buracos no espaço, formando assim o E1.

(3) O Elétron tem uma massa ou inércia de 1/1848 de um Átomo de Hidrogênio.

Átomo de Hidrogênio = 18 E1 ou (88 2 + x) átomos Astrais.

Portanto, é necessário assumir que a massa inercial do E1 negativo é igual a 200 vezes a do E1 positivo (Elétron).

(4) Quando uma corrente de elétrons é submetida a um campo magnético, ela é desviada de acordo com leis conhecidas.

Uma corrente de E1 parece obedecer a essas leis.

(5) De acordo com a Teoria Quântica, quando um corpo irradia energia, ele está lançando uma chuva de partículas invisíveis, pequenos pacotes de energia.

O elétron ou E1 fornece uma saída para a força do plano Astral.

Essa força é discreta, pois é em si mesma uma corrente de átomos Astrais e, portanto, flui em quanta ou unidades que são menores que o elétron.

Assim, na Teoria Quântica, temos um prenúncio das leis que regem a manifestação da força Astral no plano Físico.

(d) Substâncias Radioativas

Para investigar mais a fundo a natureza do elétron e da radioatividade em geral, alguns grãos de óxido de urânio foram colocados sobre um pedaço de chumbo, e o autor se esforçou para descrever a aparência das radiações; ele encontrou quatro conjuntos destas, que são descritos a seguir.

As descrições do autor estão em tipo normal, e os comentários correspondentes do Grupo em tipo menor.

(1) Uma radiação lavanda rosada foi vista ao redor do UO1, como uma espécie de aura.

(2) Partículas que são descarregadas e viajam em linhas retas até uma distância de cerca de 1 polegada e então parecem perder sua carga e caem a uma distância de cerca de 2 x 1/2 polegadas do UO2. Estas são prontamente reconhecíveis do ponto de vista da ciência física como partículas alfa; o alcance no ar nas CNTP foi encontrado como sendo de pouco menos de 3 polegadas.

(3) Partículas muito dinâmicas que disparam com grande velocidade e penetram através do teto e parecem se perder no espaço.

Elas são amarelas, e cada partícula se assemelha a um pião; repelem-se mutuamente e são mais distintas sob visão astral; são desviadas por um ímã como seria o caso se carregassem uma carga negativa.

Estas se assemelham a partículas β, que são desviáveis por um ímã e possuem carga negativa.

Elas têm 1/1.800 da massa do átomo de H e são 100 vezes mais penetrantes que as partículas; são absorvidas por 1 mm de chumbo.

(4) Uma emanação de coloração acinzentada que é descarregada em todas as direções e até penetra 1/2 polegada de chumbo.

Os Raios γ são não-desviáveis e extremamente penetrantes, atravessando 200 mm de chumbo ou 2 pés de ferro.

O Sr. Hodson então se esforçou para estudar mais de perto a substância real, o óxido de urânio, e encontrou uma unidade que descreveu como semelhante a uma garrafa de água com gás do tipo antigo; no centro havia uma espécie de núcleo consistindo em um anel de partículas, e ao redor destas, movendo-se para cima, havia uma força disposta em espiral.

Esta figura parece representar o átomo de UO₁ descrito em "Química Oculta"⁵ e consistindo em duas serpentes de oxigênio com a unidade de urânio como o arranjo de garrafa, juntamente com o anel de elétrons.

O estanho também apresenta uma forma de garrafa.

A próxima substância a ser examinada foi o Brometo de Rádio RaBr₂; uma partícula dessa substância, encerrada em um frasco de vidro, foi dada ao Sr. Hodson, que descreveu cinco conjuntos de radiações como se segue: (1) Uma zona brilhante ao redor da partícula do sal de rádio.

Esta aparência parece ocorrer em todas as substâncias radioativas e não é descrita pela ciência.

(2) Partículas que não conseguem penetrar o recipiente de vidro e, sendo refletidas de suas laterais, zumbem ao redor e por dentro.

Estas também foram encontradas em conexão com o óxido de urânio e são provavelmente partículas α.

(3) Uma cor distinta amarelo-esverdeada dentro do recipiente de vidro.

Isto é provavelmente uma fluorescência devida a partículas descarregadas pela substância.

(4) Partículas que atravessam o vidro, mas não viajam em linhas retas.

Elas são descarregadas em todas as direções, mas têm uma trajetória curva e caem.

Os raios β e α do Rádio são complexos e são diferentes daqueles do Urânio e Tório.

Os raios β mais rápidos do Rádio têm uma velocidade tão alta quanto 170.000 milhas por segundo; há também raios β fracamente penetrantes que viajam lentamente.

Isto pareceria corroborar a descrição em "Química Oculta" — que as partículas descarregadas podem ser de qualquer um dos níveis etéricos.

(5) Radiações finas que atravessam o vidro em todas as direções; elas fazem um buraco ou cavidade no duplo etérico quando incidem sobre ele; elas deslocam uma área ao redor do ponto em que tocam a pele; movem-se a uma velocidade muito alta.

Embora, à visão etérica, sejam linhas retas de força, com a visão astral são vistos como compostos de partículas em movimento rápido, seguindo-se tão de perto que produzem a ilusão de uma linha no nível etérico, onde podem ser detectadas apenas como correntes de luz amarela viajando em linhas retas e desaparecendo na atmosfera etérica.

Astralmente, podem ser seguidos e são vistos atravessando as paredes, pisos e teto do aposento.

Ampliados, são vistos como partículas girando em duas direções, algumas no sentido horário e outras no sentido anti-horário.

Mesmo com a visão astral, o Sr. Hodson não consegue ver o fim de sua luz. Parece haver um centro, no coração da partícula, que mostra maior atividade que o restante; em alguns casos esse centro é esférico e, em outros, é alongado e forma uma espécie de núcleo; a forma, seja esférica ou alongada, é mantida pelo fluxo de finas linhas de força ao redor de um núcleo central interno, dando a aparência de uma pele ou película tênue.

O observador sentiu que, se a película fosse rompida, haveria uma tremenda explosão, pois as partículas contêm uma quantidade inconcebivelmente grande de energia.

Ampliando ainda mais a partícula e esforçando-se para colocar sua consciência dentro do coração central, o Sr. Hodson descobre que as correntes de bolhas que vêm do centro e viajam para a superfície são então descarregadas; ele percebe um som rítmico ou zumbido; Toda a massa, com exceção da película envolvente, consiste nessas bolhas, todas em movimento e tendendo a mover-se para fora.

De dentro, elas parecem separadas umas das outras, mas de fora, e com menos ampliação, parecem estar firmemente compactadas.

Essa descrição parece ser a de uma partícula B, mas também se aplica ao átomo físico último, visto do nível astral.

A partícula B não é muito complexa e está próxima, ou na fronteira do astral; essa descrição é muito complexa, e parece que o Sr. Hodson estava descrevendo a U.P.A. juntamente com os átomos astrais fluindo através dela.

Note a ideia de uma película e de um centro do qual a força está brotando. A atividade relativa do rádio, mesotório e urânio foi contrastada e verificou-se ser a seguinte: Mais ativo, Rádio; Menos ativo, Mesotório; Menos ativo, Urânio. Observações sobre Gases. Uma série adicional de experimentos foi feita com gases, que foram preparados, no estado mais puro possível, em tubos de vidro, numerados para referência.

Nem o Sr. Hodson nem os membros presentes sabiam, na ocasião, qual gás estava sendo examinado.

(1) O primeiro tubo continha oxigênio, e como o Sr. Hodson era totalmente novo neste trabalho, e nunca havia feito a tentativa de ver um átomo químico antes, passou-se um tempo considerável antes que ele começasse a descobrir a técnica desta forma de clarividência.

Ele primeiro descreveu uma forma ovoide ao redor da qual havia um fluxo espiral de força; a princípio esses ovoides pareciam se mover em associações de dois e quatro, mas, como se verá mais adiante, as investigações modificaram essa concepção.

Dentro do ovoide há um pilar, ocupando cerca de um quinto do diâmetro, e, fora deste, uma dupla espiral feita pela rápida revolução espiral de pequenos glóbulos de cerca de um sexagésimo do diâmetro do ovoide ao redor do pilar.

Dentro do pilar central aparece um foco dourado semelhante ao sol, através do qual um suprimento incalculável de energia está jorrando — ele pensou da quarta dimensão — para dentro do átomo.

Focalizando sua consciência dentro do átomo, ele experimenta uma sensação similar à de olhar para fora, para o sistema solar, a partir de um planeta, e fica impressionado com a similaridade de construção e a relatividade de magnitude; ele descobre que a mudança de consciência, resultante da altíssima ampliação, produz a ilusão de que, quando o átomo é examinado dessa maneira a partir de um ponto dentro dele, ele é tão imensuravelmente grande quanto um sistema solar.

Comparando esta e as observações que se seguem, ver-se-á que o Sr. Hodson descreveu corretamente o átomo de oxigênio conforme dado em "Química Oculta". (2) Foi entregue ao Sr. Hodson um tubo de cloro, sem que ele soubesse seu conteúdo.

Ele descreveu átomos esverdeados de forma curvada de haltere, com extremidades radiantes, que oscilam juntos em pares como se estivessem ligados, seus movimentos lembrando-o, diz ele, de dançarinos.

Novamente essa descrição corresponde àquela dada em "Química Oculta", onde o átomo de cloro é descrito como pertencente ao grupo dos halteres.

Em outras ocasiões, esses experimentos foram repetidos, e o Sr. Hodson agora diz que encontra sua observação anterior amplamente verificada, e acrescenta que a aparência de um fluxo espiral no exterior do átomo de oxigênio parece ser devida a ondulações, das quais havia cinco ou seis, na superfície da parede externa; ele descobre que essa parede externa é, relativamente, espessa e rígida.

Quando se observa o átomo astralmente, sua forma central é muito diminuída em tamanho, relativamente à força que emana, que aumenta em proeminência e tamanho e se espalha como uma flor; grande parte da força que sobe pelo centro é desviada pela espiral.

O Sr. Hodson detecta um átomo semelhante no ar, mas ele parece estar sozinho.

O cloro é novamente examinado, e novamente, à medida que a prática aperfeiçoa a técnica, modificações da primeira descrição são feitas.

Ele conclui que qualquer associação em pares é acidental, tanto no oxigênio quanto no cloro, pois observa grupos de dois, três e quatro, bem como átomos isolados; esses grupos estavam continuamente se desfazendo e se reformando.

Ele agora descreve doze funis em cada extremidade da barra de cloro, e diz que os lados dos funis devem ser descritos antes como áreas de fluxo de força do que como membranas rígidas.

Doze é o número de funis anotado em "Química Oculta", e devemos supor que os átomos de oxigênio e cloro, não se associando normalmente em pares, estão em um estado de equilíbrio dinâmico, continuamente se associando e se separando, e que qualquer proporção molecular será apenas um resultado médio de equilíbrio.

O valor da pesquisa acima reside em duas coisas: Primeiro, na confirmação real, ou não, das concepções químicas e físicas existentes, e segundo, na prova, que gradualmente se acumula, do valor e da utilidade da clarividência nas observações da matéria física, bem como da matéria superfísica.

(e) A Corrente Elétrica

Em toda pesquisa científica, o investigador começa com experimentos preliminares, e à medida que o trabalho prossegue, o problema se desdobra diante de seus olhos.

Ele detecta um fenômeno após outro e o rastreia até sua fonte, tanto quanto é capaz, até que possa, por fim, fazer uma imagem mental da reação em questão e formular uma teoria sobre ela. Na pesquisa clarividente de problemas científicos, a menos que o observador tenha poderes muito extraordinários, um processo semelhante ocorre.

O observador clarividente, neste caso, está usando um instrumento pouco conhecido e muito delicado, e portanto tem que dominar a técnica do instrumento e determinar sua faixa de precisão, bem como investigar o problema em questão.

Isso está bastante em conformidade com o uso científico, pois a primeira tarefa do químico pesquisador é determinar o erro percentual de seu aparato, a taxa de vazamento de seu eletroscópio ou a sensibilidade de sua balança, e o poder de ampliação de seu microscópio.

As observações feitas pelo Sr. Hodson sobre a corrente elétrica não foram concluídas em um único dia, e fazia parte do interesse do trabalho para os outros membros do Grupo descobrir como os experimentos de cada dia, ou assim podemos chamá-los, confirmavam ou ampliavam os fatos anteriormente verificados.

O problema de observar o que constitui uma corrente elétrica em um fio de cobre não é tão simples quanto pode parecer.

Não é possível, com os instrumentos atualmente disponíveis, simplesmente olhar para o fio e dar imediatamente uma descrição completa do que ocorre.

É necessário primeiro, como se verá, limpar o terreno obtendo um conhecimento do próprio fio em seu estado normal, sua condição e arredores, e nos próprios detalhes descritos no curso deste trabalho residem talvez as maiores "provas" da verdade das observações; pois embora um esforço da imaginação pudesse bastar para dar algum tipo de descrição de uma corrente, seria impossível fornecer, repetidamente, a riqueza de detalhes que se manifestava após um exame paciente, muito do qual é em si confirmado por outras fontes desconhecidas do clarividente.

Uma corrente de cerca de meio ampère foi passada através de um circuito consistindo em uma pequena bateria acumuladora em série com uma chave e uma resistência ajustável.

Parte do fio de cobre bastante grosso usado foi deixada descoberta para observação.

O Sr. Hodson examinou primeiro o fio de cobre sem corrente fluindo.

O fio foi encontrado com uma aura azul safira ao seu redor, estendendo-se a uma distância de cerca do dobro da espessura do fio.

Uma descarga contínua de partículas muito finas estava sendo emitida em ângulos retos em relação ao fio.

Nessa corrente, podiam ser vistos pontos de luz dourada como pequenas explosões.

Essa corrente era visível, etéricamente, por cerca de duas polegadas, e então se tornava tão tênue que se tornava invisível em meio às inúmeras radiações de outros objetos na sala.

Com a visão astral, essa corrente era vista como consistindo em minúsculas partículas brilhantes que se moviam tão rapidamente que pareciam formar uma linha e viajar uma grande distância no ar.

A corrente foi então ligada, e com a visão etérica as radiações recém-descritas não pareciam, a princípio, ser afetadas de qualquer maneira.

Experimentos posteriores levaram o Sr. Hodson a observar que, quando a corrente era ligada, havia uma tendência das partículas emitidas se curvarem em vez de saírem em linha reta, formando algo como uma espiral ao redor do fio.

Visto astralmente, o cobre parecia seda moiré, com as marcações nas cores do espectro.

O cobre parecia estar em um estado de vida, contendo inúmeras miríades de minúsculos pontos de luz que estavam em rápido movimento lateral ao longo do fio, enquanto havia uma impressão de extrema tensão ou compressão dentro do material.

Após repetidos experimentos com a corrente ora ligada, ora desligada, o Sr. Hodson confirmou a observação de que a direção do fluxo lateral dessas partículas astrais era em uma direção do polo negativo para o polo positivo da bateria, ou seja, oposta à convenção usual, da qual o Sr. Hodson não tinha ouvido falar, mas em concordância com o suposto movimento dos elétrons.

Ficou assim estabelecido que havia um fluxo definido ao longo do duplo astral do fio, sendo a impressão a de uma corrente de partículas em movimento rápido, de cor amarelo-azulada, que parava instantaneamente quando a corrente era desligada. É impossível dizer no momento se essas partículas eram recém-introduzidas quando a corrente era ligada ou não.

Os átomos do fio de cobre foram examinados em seguida.

Observou-se que esses átomos estavam empacotados de maneira ordenada e permaneciam relativamente imóveis quando a corrente era ligada, havendo a corrente de partículas muito menores através e entre os interstícios.

O Sr. Hodson descreveu o átomo de cobre como consistindo em uma barra vertical com uma força giratória subindo por ela e uma força irradiante no topo e na base.

Essa descrição é muito semelhante à do átomo de Sódio ou Cloro dada em "Química Oculta", e concorda com a teoria de que o cobre pertence ao grupo Haltere (Sódio), ou seja, os químicos consideram que o cobre pertence ao mesmo grupo da Tabela Periódica que o Sódio.

Os átomos de cobre foram vistos empacotados de maneira regular, o que sugeria o empacotamento dos átomos em um cristal.

Isso novamente está de acordo com a teoria, agora aceita pelos químicos, de que os metais são geralmente de estrutura cristalina.

Neste caso, os átomos de cobre estavam dispostos em longas linhas, e ao olhar para baixo entre eles aparecia uma vista de um longo corredor onde as barras dos átomos eram colunas majestosas e as forças irradiantes formavam uma abóbada.

No espaço entre os átomos de cobre havia matéria etérica mais ou menos sólida, consistindo em muitas pequenas partículas não relacionadas entre si e não empacotadas de nenhuma maneira especial.

Estas partículas tinham forma de coração e pareciam corresponder à descrição dos Átomos Físicos Últimos (E1). Quando a corrente foi aplicada, notou-se um estado súbito de tensão, e todo movimento no espaço intermediário pareceu cessar.

As partículas em forma de coração imediatamente se posicionaram lateralmente em linhas ao longo do fio, a ponta de uma sendo atraída pela cavidade da seguinte.

Ao longo da linha das partículas em forma de coração travadas, havia uma passagem contínua de partículas astrais muito menores.

Ao desligar a corrente, a condição anterior foi restabelecida.

Isto sugere que a corrente consiste dessas partículas astrais, e que os átomos E1 (elétrons) não são a eletricidade em si, mas são necessários para a transferência da corrente.

Deve-se sempre lembrar que uma força que se manifesta como um fluido homogêneo em um nível sempre será encontrada como granular em sua constituição, quando examinada com um poder de ampliação suficientemente alto.

Somos aqui inevitavelmente lembrados da descoberta da natureza aparentemente granular da eletricidade, em alguns aspectos, no elétron, e do recente reconhecimento da provável natureza granular da própria energia, conforme postulado na teoria quântica.

Que o quantum de energia possa ser o átomo último astral é uma teoria que foi anteriormente apresentada por um de nós, e parece ao menos ser uma explicação possível de certos fatos físicos; especialmente se lembrarmos que o astral, como um dos "planos de vida" da natureza, deveria estar especialmente conectado com a manifestação da energia.

Resumindo o que foi até agora alcançado, verificamos que:

1. A natureza e a direção da corrente foram observadas, ou seja, que uma corrente elétrica consiste em um fluxo de partículas últimas astrais ao longo de linhas de átomos E1 travados (partículas físicas últimas) do polo negativo ao polo positivo da bateria.

2. A descoberta do papel do cobre.

Vê-se que, no caso deste metal, pelo menos, o cobre atua como uma estrada ou tubo dentro do qual os outros fenômenos ocorrem, e a muito boa condutividade elétrica do cobre pode ser devida ao arranjo especial dos átomos que não oferece atrito ou oposição à passagem de tal corrente entre as "colunas".

Assim, um avanço considerável foi feito no estudo da corrente elétrica e, como deveria ser sempre o caso em trabalho de pesquisa verdadeiramente "vivo", muitos pontos de interesse se apresentam para solução.

CAPÍTULO III

DIAGNÓSTICO CLARIVIDENTE DE DOENÇAS

Como vimos nos capítulos anteriores, a posse da faculdade de clarividência positiva — não a impressionabilidade negativa que popularmente passa por esse nome, e é geralmente associada ao mediunismo e ao transe — permite ao seu possuidor responder a taxas de vibração que estão além da faixa normal humana.

Consequentemente, traz poderes adicionais ao alcance do vidente, entre os quais os seguintes são de especial interesse em conexão com a pesquisa médica:

1. Visão de raios X.
2. O poder de ampliação e de televisão.
3. O poder de ver os sentimentos e os pensamentos dos outros, bem como os veículos ou “corpos” nos quais esses aspectos da consciência normalmente funcionam.
4. Observar o “corpo” vital ou etérico.
5. Transcender, em graus variados, as limitações da matéria, do tempo e do espaço, no que diz respeito à visão.

A respeito de cada um desses cinco poderes, pode-se dizer:

1. A visão de raios X permite ao clarividente inspecionar o interior dos corpos sólidos e, portanto, examinar os órgãos internos do corpo e estudar suas funções.

2. A observação das emoções e do corpo emocional permite-lhe descobrir aqueles estados de consciência que o psicólogo chama de complexos, e do corpo mental, perceber erros e limitações mentais. A partir de tais observações, o curador é capaz de traçar a conexão entre as condições nessas regiões e a saúde ou a doença do corpo físico.

3. Como o corpo etérico⁷ é tanto o veículo das forças vitais quanto o princípio de conexão ou elo entre mente e corpo, o poder de examiná-lo e descobrir a condição vital geral do corpo e de suas partes é de grande auxílio no estudo e diagnóstico de doenças.

4. A transcendência do tempo e do espaço permite ao vidente traçar as vidas passadas dos pacientes e, assim, observar as transgressões das quais a doença particular é o Carma⁸. Também lhe permite estudar em poucas horas processos evolutivos naturais que ocuparam milhões de anos.

Essas capacidades adicionais são tornadas possíveis ao homem pelo fato de ele possuir um conjunto de órgãos que ainda não foram descobertos pela ciência física.

Embora ainda desconhecidos, eles têm, no entanto, funções definidas tanto na manutenção da saúde do corpo quanto em permitir que ele sirva como instrumento de cognição e ação.

Esses órgãos existem nos corpos mental e emocional, e também no duplo etérico do corpo físico — o veículo que foi descoberto pelo Dr. Kilner e tornado parcialmente visível por suas telas.

Eles são conhecidos pelos nomes de "chakras". A palavra sânscrita chakram significa uma "roda", e é aplicada dessa forma por causa da aparência de vórtices giratórios que esses órgãos psíquicos, ou centros de força, apresentam à visão clarividente.

Eles fornecem o material para um estudo separado, e um livro de C. W. Leadbeater, que é uma autoridade neste assunto, foi recentemente publicado pela Theosophical Publishing House, Ltd.

Eles são tratados com algum detalhe no Capítulo VIII deste volume, e para nossos propósitos atuais podemos apenas notar que os chakras estão situados da seguinte forma:

O Chakram Raiz ou Básico, na base da Espinha.

O Chakram Esplênico, sobre o Baço.

O Chakram Umbilical, sobre o Plexo Solar.

O Chakram Cardíaco, sobre o Coração.

O Chakram Laríngeo, na frente da Garganta.

O Chakram Frontal, no espaço entre e ligeiramente acima das Sobrancelhas.

O Chakram Coronário, no topo da Cabeça.

Além de sua função normal de transmitir vitalidade e energia entre os planos físico e superfísico, os chakras são capazes de ser especialmente vivificados para que conduzam as vibrações dos mundos superfísicos ao cérebro físico.

Sob essas condições, fenômenos superfísicos podem ser cognizados durante a consciência desperta.

O chakram frontal é de especial interesse, pois quando assim vivificado confere a faculdade da clarividência; isso traz os fenômenos dos mundos superfísicos ao alcance da consciência cerebral desperta em termos de visão.

Ele está associado à glândula pituitária, através da qual as vibrações mais sutis são transmitidas do chakram ao cérebro.

O chakram laríngeo transmite vibrações em termos de audição, e o chakram coronário, quando vivificado, dá memória das atividades superfísicas durante o sono físico.

A clarividência opera sob as mesmas leis que regem a visão comum, e é de fato uma extensão dos meios ordinários de cognição.

Em última análise, esta e outras faculdades relacionadas aos chakras serão desenvolvidas por toda a raça.

É possível, no entanto, despertá-los para a atividade antes do tempo normal de seu desenvolvimento pela prática do Yoga.

Não é este o lugar para considerar em detalhe a ciência do Yoga como é conhecida no Oriente, uma vez que informações consideráveis sobre o assunto são fornecidas no capítulo final deste livro.

Pode-se, no entanto, afirmar brevemente de antemão que, pela aplicação continuada dos princípios inculcados pela ciência do Yoga, a clarividência pode ser desenvolvida e empregada com a mesma exatidão e precisão que a visão dos olhos físicos; além disso, como é mostrado no Capítulo II, seus resultados podem ser verificados tão cuidadosa e satisfatoriamente quanto quaisquer outros obtidos por meios normais de pesquisa.

Tendo postulado a existência desses órgãos, e os meios supernormais de cognição que resultam de sua vivificação, examinemos alguns dos resultados de sua aplicação ao diagnóstico de doenças.

Os seis casos selecionados como ilustrações deste método de pesquisa médica não são aqui registrados como demonstrações da exatidão da clarividência.

Tal demonstração só seria possível por meio de exame post mortem e, como alguns dos pacientes ainda estão vivos e outros morreram desde que os diagnósticos foram feitos, autópsias não estão disponíveis como meio de verificar as descobertas clarividentes.

Os casos são apresentados meramente como exemplos de diagnóstico clarividente, e não como evidência de sua existência e confiabilidade como meio de pesquisa.

O reconhecimento da existência de cognição supernormal deste tipo diagnóstico é talvez mais geral do que no caso de qualquer outro tipo.

Muitos médicos admitiriam que, em certas ocasiões, pareceram ser possuídos por um poder de diagnóstico intuitivo que frequentemente se mostrou bastante confiável, e é até mesmo capaz de desenvolvimento após muitos anos de prática.

Os seis casos apresentados abaixo destinam-se a mostrar as possibilidades resultantes de tal desenvolvimento e a chamar a atenção para o amplo campo de pesquisa médica que seria imediatamente aberto àqueles investigadores que possuíssem poderes clarividentes treinados.

Caso A. Tumor cerebral.

Feminino, 21 anos.

Relatório Médico.

Este caso parecia ter uma constituição perfeitamente sadia, sem doença alguma, exceto que houve curtos períodos de fraqueza que ocorreram por volta dos treze anos.

Subitamente, em setembro de 1924, estranhos fenômenos visuais começaram; os objetos eram vistos em duplicidade ou divididos em dois, como se estivessem em planos diferentes.

Isso durou algumas semanas; então, fraqueza geral se instalou, a visão diminuiu e, por fim, desapareceu do olho esquerdo.

O olho direito seguiu o mesmo curso alguns meses depois.

A capacidade de equilíbrio também foi afetada, até que a paciente não conseguia mais ficar de pé.

Os médicos diagnosticaram tumor cerebral e tentaram extirpar o tumor, mas sem sucesso, devido a grave hemorragia.

Quatro meses depois, ocorreu um leve derrame apoplético, do qual a paciente se recuperou com grande dificuldade.

Ela agora recuperou o uso das pernas, mas não vê mais, ouve pouco e não consegue andar sem se apoiar; no entanto, levanta-se todos os dias, embora permaneça deitada a maior parte do tempo.

Em todos os momentos, a inteligência esteve lúcida e a memória perfeita.

Ela parece ter apresentado ligeira melhora; sua fé na recuperação agora está assegurada, mas não há mudança em sua cegueira.

Diagnóstico Clarividente.

Há um tumor do tamanho da falange terminal do dedo mínimo na posição do quiasma óptico.

É composto de tecido praticamente sólido, no centro do qual há um pequeno corpo de natureza irritante.

A direção de seu crescimento é para cima; em forma, assemelha-se a uma fava com a superfície convexa voltada para baixo, e a fonte central de irritação está no "hilo"¹⁰ da fava, ocupando um espaço de cerca de 1/6 de polegada de diâmetro; há um pouco de sangue coagulado na base do tumor, circundando essa área.

O tumor não parece maligno, inflamatório ou doentio; mas está aumentando de tamanho e é causado por uma impureza na corrente sanguínea que primeiro estabeleceu a irritação primária.

A única esperança reside na possibilidade de o irritante primário ser removido e a corrente sanguínea purificada.

A impureza parece estar presente desde o nascimento.

O karma¹¹ de ter infligido tortura parece ser a causa raiz.

Em uma vida anterior, como homem, sob ordens de um superior, com instrumentos de ferro em forma de Y, ela havia queimado os olhos de certas vítimas condenadas a essa forma particular de punição.

Foi em um período remoto, no distrito onde Cartago foi posteriormente construída, quando tais torturas não eram consideradas tão terríveis quanto seriam hoje, e eram o costume reconhecido do país.

No entanto, a dor era tão terrível para as vítimas que muitas delas morreram sob ela. Interiormente, a paciente se revoltava contra o ofício, e obedecia apenas por medo.

O karma físico é, portanto, pior do que o moral e espiritual; nesta vida, o karma físico provavelmente será exaurido.

As chances de recuperação são muito remotas, e um milagre seria necessário para efetivá-la.

As últimas notícias sobre este paciente confirmam esta última conclusão.

Caso B. Demência precoce.

Masculino, 18 anos. Diagnóstico Clarividente.

Degeneração do tecido está ocorrendo no cérebro.

Este processo é progressivo, e há muito pouco que possa ser feito; nos estágios iniciais, o duplo etérico do cérebro aparecia como que esburacado e "marcado por varíola", como uma área de terra fortemente bombardeada vista do ar.

A coroa da cabeça é a principal área afetada.

O resultado dessa condição é que o prana12 só alcança o cérebro com dificuldade, e o suprimento é bastante diminuído.

A causa, neste caso, parece ser puramente etérica, como se a ação da lei do karma atuasse diretamente sobre esse "princípio", surgindo os sintomas físicos quando sua ação atingisse certo estágio.

O duplo etérico começou a se tornar fino numa área que tem a fontanela anterior como centro.

Então, pequenas "marcas de varíola" apareceram, e a área fina começou a se espalhar.

O prana começou a fluir ao redor dessa área, em vez de através dela, e as células cerebrais, sendo assim privadas de "vida", funcionaram com dificuldade e começaram a degenerar.

O ego, notando isso, começou a retirar sua atenção do corpo, de modo que o cérebro foi privado das propriedades vitalizadoras dos pranas superfísicos.

O resultado é que a retirada completa do controle egóico, ou seja, a imbecilidade, é apenas uma questão de tempo.

O ego escolheu deliberadamente esse método rápido de resolver uma dívida kármica e está se retirando da personalidade, raramente voltando sua atenção para ela. Com o passar do tempo, essa ausência se tornará cada vez mais perceptível no nível físico, e há razão para a esperança que o ego alimenta de que a morte se seguirá dentro de cinco anos, pois o duplo etérico de todo o cérebro está se desintegrando.

Numa vida anterior, o ego parece ter cometido crueldades horríveis, torturando suas vítimas por meio de agulhas ou pontas pressionadas no topo da cabeça.

Ele ocupava a posição oficial de torturador em algum país oriental, entre um povo de pele morena.

É um fato curioso que seu próprio duplo etérico hoje seja afetado pela presença de pequenas depressões correspondentes às marcas das pontas das agulhas do instrumento de tortura que ele usava em suas vítimas.

Informações posteriores confirmam a natureza progressiva da doença.

Caso C. Mentalidade Subnormal.

Masculino, 12 anos.

Para citar um trecho de uma carta escrita pelo pai do paciente: "Quanto ao menino, ele era criptorquídico até ser operado em dezembro de 1923, no London Hospital.... Desde então, ele se desenvolveu muito rapidamente e tem gozado de saúde quase robusta.

Seus olhos, no entanto, têm sido uma fonte de problemas, e os óculos prescritos são inúteis para a leitura.

"Recentemente, seus tiques nervosos têm me causado alarme.

Ele faz caretas faciais, mas isso melhorou desde que passou a usar óculos.

Cerca de um mês atrás, ele machucou o joelho ao pular de um muro, desde então reclama de falta de firmeza em uma das mãos e de dor no braço e na perna desse lado.

Ele carrega o braço numa posição peculiarmente 'encurtada', e periodicamente é tomado por uma crise de tremores e tiques violentos tanto no braço quanto na perna.

Seu porte é desajeitado, ele arqueia os ombros e parece não ter controle sobre os pés e as mãos.

Estou inclinado a achar que ele exagera um pouco." Relatório Médico.

Ele tem sentido dor sobre o olho direito, em intervalos, há cerca de três anos.

A pupila direita está contraída e não reage à luz ou à acomodação.

A pupila esquerda reagiu muito lentamente à luz e não reagiu de forma alguma à acomodação.

Há movimentos clônicos no braço e na perna esquerdos quando ele tenta movê-los; os reflexos patelares são exagerados, especialmente no lado esquerdo.

A fala é lenta e levemente gaguejada.

Seu estado mental é subnormal, exceto no estudo da Natureza.

Ele é apaixonadamente afeiçoado a flores, jardinagem e livros que tratam desses assuntos.

Conforme o caso progrediu, a pupila direita tornou-se amplamente dilatada, e a ptose da pálpebra sobreveio, a fala tornou-se mais difícil e lenta, o lado direito do rosto ficou paralisado e úmido de suor, que era abundante por vezes.

A paralisia dos membros inferiores tornou-se quase completa, instalou-se pneumonia estática, ele foi incapaz de engolir e morreu na quinta-feira, 3 de junho de 1925. Diagnóstico Clarividente, feito antes de sua morte.

Este era um jovem ego que havia sido anteriormente encarnado em distritos rurais remotos, em meio a vastidões montanhosas.

Ele desenvolveu um certo grau de instinto natural e aprendeu a viver pelos sentidos e instintos animais e, consequentemente, o desenvolvimento da mente concreta era subnormal.

O corpo mental era apenas muito parcialmente desenvolvido e quase inteiramente destreinado, no que diz respeito às atividades concretas da mente.

O corpo emocional era em grande parte desenvolvido ao longo da linha dos instintos animais, e havia fortes indícios de paixões animais, que ele não estava acostumado a controlar.

Havia certos traços de amabilidade e refinamento inato, que eram o resultado dos esforços do ego para corrigir o desenvolvimento unilateral.

Em um acesso de raiva em uma vida passada, ele feriu gravemente um de seus companheiros, empurrando-o para fora da borda de um penhasco.

Ele, por sua vez, foi severamente maltratado, de acordo com as ideias primitivas de justiça da época, e naquela vida ele passou por grande sofrimento, tanto antes quanto depois de morrer. Seus veículos atuais nesta vida, especialmente o físico, carregavam a marca desse maltrato, embora o ego tenha feito um grande esforço para ajustar e harmonizar toda a natureza.

Ocorreu degeneração de tecido no cérebro e na medula espinhal.

Essa condição era progressiva e, de um ponto de vista clarividente, o caso parecia bastante sem esperança.

Essa visão foi confirmada pela morte do paciente dentro de um ano a partir do momento em que a investigação foi feita; sua vida pós-morte foi então examinada, e o registro incluído no Capítulo VI desta obra.

Caso D. Masculino, 13 anos.

Um de cinco filhos.

Primeiramente admitido no hospital por coreia; readmitido um ano depois por encefalite letárgica pós-infecciosa.

Extremamente destrutivo e incontrolável.

Diagnóstico Clarividente.

A investigação clarividente mostra que a doença do sono é uma doença etérica.

O veneno físico causador aloja-se em grande parte na cabeça, porque tem uma afinidade química com certos constituintes do cérebro.

Com estes, ele entra em combinações que, no nível sólido, causam deterioração de certos centros cerebrais.

Esses constituintes estão situados principalmente na porção do cérebro atrás de um plano que passa pelo vértice e pelo meato acústico externo.

As emanações da matéria venenosa produzem uma corrosão gradual do duplo etérico do cérebro, isolando o jogo da inteligência superior nas regiões através das quais a consciência superior funciona.

Isso resulta em uma falta de consciência moral.

No caso em consideração, o cérebro etérico está parcialmente, embora não inteiramente, isolado do resto do duplo etérico pelo efeito das emanações; portanto, apenas um suprimento muito limitado de prana atinge o cérebro físico.

O ego, em consequência, retira sua atenção do veículo agora quase inútil, pois se vê incapaz de conter as devastações causadas pela doença no cérebro etérico.

Uma cura teria de começar com a eliminação das emanações da matéria venenosa; esses venenos, que, combinando-se como descrito acima, formam um produto cujas emanações etéricas causam o dano.

A doença será progressiva.

O veneno etérico parece estar ligado ao sangue, embora o mecanismo que controla e mantém a quantidade de força que flui através dos átomos químicos que compõem o sangue esteja funcionando de forma inadequada.

O carma, agindo diretamente dos mundos interiores sobre o duplo etérico, é a causa da perturbação no ritmo da força vital que flui através dos átomos do sangue.

A doença, neste caso, surgiu espontaneamente no sangue, como resultado da ação direta de um efeito semelhante que pode, sem dúvida, ser produzido fisicamente pela introdução de veneno na corrente sanguínea.

Este caso é o resultado cármico de crueldade de caráter sangrento, na qual houve um refinamento mental da crueldade.

O sofrimento penetra profundamente na consciência interior, e o ego não consegue separar-se ou dissociar-se completamente do cérebro.

A condição doentia do duplo etérico do cérebro impede o ego de se retirar completamente durante o sono, e assim limita sua vida emocional e mental, bem como sua vida física.

Ele só provavelmente será libertado de seu corpo pela morte.

O sofrimento é particularmente grande, porque a consciência do sono é limitada por esse fato.

Quando fora do corpo, suas ações e consciência, bem como a extensão de seus movimentos, são severamente limitadas por sua incapacidade de se afastar do cérebro físico.

O duplo etérico doentio do cérebro age quase como um adesivo, com um efeito correspondente nos níveis emocional e mental.

Nenhuma notícia foi recebida sobre este caso desde o exame acima.

Caso E. Dipsomania.

Masculino, 40 anos.

O diagnóstico por meio da visão clarividente mostra que o corpo físico está saturado de álcool; o corpo emocional está seriamente contaminado por ele e pelos efeitos da indulgência contínua na gratificação sensual.

Além disso, o paciente está cercado de elementais do álcool, que estão associados ao vício da embriaguez.

Estes estão banhando-se e alimentando-se das emanações do álcool e da emoção grosseira, que, embora prejudiciais ao paciente e a outros, são altamente estimulantes para eles. Contudo, o caso ainda não está totalmente sem esperança.

Se o ego pudesse ser despertado para fazer uma luta severa, e a personalidade fosse ajudada durante os períodos de intenso desejo, ele poderia triunfar e tornar-se um cidadão muito útil.

Seu cérebro não está seriamente afetado ainda, embora algum dano tenha sido feito.

Ele é um caráter fino e forte, com um temperamento sereno e ensolarado, e portanto inteiramente merecedor de ajuda.

É provável, contudo, que se for deixado sozinho, ele será incapaz de se reerguer, e um dano irreparável será feito.

Uma fraqueza inerente de caráter tem se revelado, sob uma forma ou outra, através de muitas vidas.

Esta é uma falta de disposição para submeter-se às determinações do destino, aos efeitos disciplinares do karma, ou a qualquer força externa.

Esta característica foi adquirida quando, como governante em uma civilização antiga, ele tinha poder absoluto e desenvolveu um egotismo profundamente enraizado.

Desde então, ele tem superado essa fraqueza em seus aspectos mais gerais e aplicações à vida diária e ao caráter, mas as raízes permanecem.

Ela se manifesta como um desdém petulante, que, embora oculto, afeta profundamente sua atitude em relação à vida e ao destino, embora ele possa estar inconsciente do fato.

Esta falha constitui uma deficiência real no ego.

Em última análise, essa fraqueza se desenvolverá na virtude da autoconfiança e na capacidade de permanecer só diante de todas as dificuldades, mas no estágio atual de sua evolução é uma fraqueza que tem causado mais de um fracasso em vidas recentes.

Embora sua dificuldade pessoal atual seja a dipsomania, o orgulho é o verdadeiro problema, do qual essa doença é apenas uma expressão temporária. A humildade espiritual e mental é a virtude que ele deve se esforçar para desenvolver; e ele deve eliminar o senso de antagonismo em relação a Deus e à Natureza, que é um relicário de sua posição todo-poderosa e dominante como governante antigo.

Ajuda oculta foi dirigida a este caso com bons resultados.

O paciente é relatado como melhorando constantemente.

Caso F. Câncer da bochecha esquerda.

Feminino, 67 anos.

Neste caso, a condição mórbida do tecido pode ser rastreada através do corpo emocional, até o corpo mental.

Neste último, ao redor do lado esquerdo do contraparte mental da cabeça física, há uma mancha de matéria que é de cor marrom-escura, e preta nas bordas.

Este "crescimento" mental, que se assemelha muito a uma mancha de lama sobre a face, consiste em um tipo de essência elemental¹³ bem mais grosseira do que aquela da qual o restante do corpo mental é composto.

Em comparação com o brilho e a rapidez de movimento do corpo mental, ele parece quase inerte.

Quando examinado de perto, percebe-se que possui uma vida independente própria, completamente separada daquela do restante do corpo.

A matéria do "crescimento" vibra a um ritmo inteiramente diferente do do corpo mental como um todo, e encontra-se em um estágio de evolução muito abaixo deste último, como se pertencesse a um reino da natureza vários graus abaixo do humano.

O contato com sua consciência produz uma sensação de repulsa, como algo fétido e hostil. Há uma nítida sensação de entidade, cujo instinto é agarrar matéria inferior, devorá-la, absorvê-la em si mesma, destruí-la, aviltá-la e reduzi-la ao seu próprio nível.

Sente-se como a matéria de uma era evolutiva anterior.

Essa condição se reproduz nos níveis emocional, etérico e físico.

Na superfície inferior do duplo etérico do crescimento, uma série de tentáculos penetra a pele em direção curva, fechando-se sobre ela e agarrando-a firmemente.

Esses tentáculos são projetados em intervalos irregulares ao redor da borda do crescimento, enquanto toda a superfície inferior é vista em movimento, numa espécie de movimento browniano, fazendo-a assemelhar-se à superfície áspera de uma estrela-do-mar.

Há milhões de minúsculas protuberâncias semelhantes a carne, que estão incrustadas na pele dos duplos mental, emocional e etérico, e através delas ocorre um processo de absorção.

Em termos de consciência, tal anormalidade é inteiramente estranha ao estado atual da mente do paciente, e sua presença ali se deve a uma reação cármica do passado.

Nesse passado, o sofredor se entregou a um tipo semelhante de absorção parasitária da vida de outra pessoa por meio de magia negra.

A doença está ligada à forma mais grosseira de vampirismo e magia elemental.

A investigação mostra que o carma do câncer foi gerado durante um dos períodos mais sombrios da história da humanidade.

Tribos inteiras, comunidades e até nações se entregaram a práticas de magia negra do caráter mais obsceno e diabólico.

Isso ocorreu em um estágio da evolução em que formas de vida elemental ligadas às camadas mais profundas da terra, e a ordens muito baixas de evolução, estavam mais próximas da consciência humana do que ocorre hoje.

Estes elementais foram usados com grande liberdade pela humanidade daqueles dias antigos.

Tais flagelos se tornaram essas tribos e comunidades, que exércitos tiveram de ser enviados contra elas, e elas inspiravam pavor nos mais corajosos.

Eram canibais, lobisomens e vampiros conscientes.

Nos dias que antecederam o submersão do continente da Atlântida, 15 milhões de pessoas estavam infectadas com o vírus desses males, e pessoas fisicamente inocentes, uma vez vitimadas, viam-se por fim forçadas a participar das práticas das quais eram vítimas.

Os resultados cármicos hoje seriam piores do que são, não fosse o fato de que numerosos egos se desligaram de suas personalidades e, assim, perderam o poder de continuar suas más práticas.

Isso acontecia mais frequentemente com aqueles inocentes que foram atraídos pela infecção contra sua vontade.

Milhões de egos só conseguiram se libertar na morte, e sofrer de câncer é a sua expiação.

O câncer é, portanto, uma doença elemental.

O tecido forma o corpo de uma entidade elemental real, do tipo empregado nas práticas referidas. Tem sido quase incurável, porque é dever do criador de um elemental maligno tornar-se seu destruidor antes que a dívida cármica possa ser paga e a libertação obtida.

Além disso, um elemental pertencente a um período evolutivo anterior é tão grosseiro que se torna quase imune a quaisquer efeitos de forças pertencentes à era atual.

A cura do câncer reside primeiramente no exorcismo e na destruição do elemental.

Certas substâncias radioativas são valiosas porque projetam um tipo de energia no corpo do elemental, que tem um efeito destrutivo sobre ele. Um bombardeio de elétrons, por exemplo, aliviaria, se não curasse, certos tipos de câncer, mas, exceto nos casos em que o karma está esgotado, métodos devem ser empregados que no presente são considerados ocultos.

Mesmo assim, a causa cármica é tão poderosa e tão concentrada que torna isso muito difícil.

Felizmente, o karma de magia negra da humanidade como um todo está lentamente sendo esgotado; forças espirituais estão sendo liberadas pela humanidade em evolução, que tendem a purificar o submundo do karma humano.

Infelizmente, esse processo está sendo atrasado pela continuação da prática da vivissecção.

Os vivisseccionistas estão continuamente gerando karma de doença por sua crueldade desumana.

"Um instrumento cirúrgico altamente magnetizado seria eficaz onde operações de câncer são realizadas."

Magnetização elétrica, adicionada ao oculto, daria maiores chances de sucesso.

Submeter o câncer às descargas do polo de um poderoso ímã poderia ser eficaz.

A aplicação precisaria ser feita pelo menos duas vezes ao dia, ou não menos que duas horas em cada sessão, com o polo do ímã a cerca de uma polegada da superfície do crescimento.

Em todos os casos, a linha mais proveitosa de tratamento e de pesquisa será a do uso de substâncias radioativas aplicadas interna e externamente, bombardeio por elétrons e a aplicação de forças eletromagnéticas.

Tentativas de descobrir uma cura para o câncer por meio de experimentos em animais e com soro estão fadadas ao fracasso.

Infelizmente, elas constituem uma cadeia cármica que tende a manter vivo o próprio flagelo que empregam para destruir.

Mesmo que o menor benefício fosse jamais obtido pela vivissecção, as reações cármicas adversas superariam em muito tais benefícios.

O exame clarividente de remédios homeopáticos altamente diluídos, como aqueles referidos no Capítulo II, mostra que estes são extremamente ativos no nível etérico.

Correntes de partículas minúsculas, viajando em alta velocidade e carregadas com vários tipos de energia, são continuamente emitidas por eles.

A aplicação interna e externa de energia nesta forma, e de uma natureza que reproduz a taxa vibratória dos átomos celulares do crescimento, já se mostrou bem-sucedida em alguns casos.

CAPÍTULO IV

PSICOMETRIA

NESTE capítulo, o autor se afasta do reino da pesquisa estritamente científica e convida seus leitores a se juntarem a ele em algumas especulações concernentes à mais comum de todas as formas de cognição supernormal.

Uma das mais prolíficas escritoras sobre assuntos ocultos de nossos dias certa vez declarou que não havia conhecido ninguém abaixo do posto de um Adepto que pudesse explicar a Psicometria satisfatoriamente.

Em vista dessa declaração, uma tentativa pode aqui ser utilmente feita para descobrir alguns dos princípios subjacentes a esse tipo de clarividência.

Como é provavelmente bem sabido, o psicometrista é capaz, ao segurar um objeto, de ler a história passada desse objeto e de seus arredores imediatos; se habilidoso, ele também será capaz de fornecer informações precisas sobre suas condições presentes, enquanto até mesmo seu futuro pode ser previsto.

Provavelmente o estudante ocultista explicaria que todo objeto é cercado por, e existe em, um mar de Akasha17 sobre o qual está indelévelmente impresso um registro de sua história completa, e que a psicometria é a arte de contatar e ler esses registros.

Insisti ainda mais por uma explicação do conhecimento do vidente sobre o futuro do objeto e de seus arredores; o estudante deve esforçar-se por explicar a relatividade do tempo e a concepção elusiva do eterno AGORA.

À primeira vista, essas explicações parecem suficientemente satisfatórias e, sem dúvida, fornecem a base para a compreensão do fenômeno em consideração.

Um estudo mais aprofundado mostra, no entanto, que o problema não é, de modo algum, tão facilmente resolvido.

Aparentemente, nem o tempo nem o espaço têm qualquer poder de limitar o alcance dos poderes do psicometrista.

Entregue-lhe um objeto das ruínas do templo de São Columba em Iona, e ele não vê Iona como vista de sua posição presente no tempo e no espaço; ele a vê como ela realmente era em qualquer período de sua história que deseje, como se ele próprio estivesse presente naquele período.

Ele não a observa como através de um telescópio de seu estudo, mas permanece sobre a ilha, e dentro do templo, se assim o desejar.

Ele ouve as ondas batendo nas praias da ilha; ele sente as condições climáticas e pode, de fato, suportar extremos de frio ou calor em seu corpo físico atual.

Quer o objeto tenha dez mil anos ou apenas um ano, sua história é visível ao olho interior do psicometrista.

A única explicação possível para esse fenômeno parece ser a da existência dos chamados registros akáshicos, que se diz formarem a seção de memória da Consciência Divina, e existirem nos planos inferiores, envolvendo cada objeto com o registro completo de sua vida.

Assim, quando o marinheiro crava sua picareta na rocha virgem, fazendo estilhaços voarem ao seu redor, a vibração ou tremor na rocha, produzido pelo impacto da picareta, fica indelével em cada fragmento, bem como na pedreira matriz.

O psicometrista que manuseia qualquer porção da rocha entra em contato com essa vibração e a converte em termos de consciência e, finalmente, em uma imagem completa da cena real.

Deste ato surge a questão: “Por que mecanismo a vibração acumulada se traduz em imagens vívidas dentro do olho da mente ou da consciência interior do vidente?” Em outras palavras, como um poder vibratório, envolvendo e penetrando um objeto, torna-se uma imagem? Além disso, por que mecanismo o vidente é habilitado, não apenas a observar a imagem como espectador, mas a entrar nela e a colocar sua consciência no próprio local do acontecimento? A segunda mudança é, se possível, mais notável que a primeira, pois o vidente passa de observador de uma imagem mais ou menos pequena a participante da cena real; onde então a imagem deixa de ser uma concentração externa de um evento diante de seu olho mental e se torna um ambiente completo.

No caso do fragmento de pedra, ele se veria observando a cena inteira, como se estivesse realmente presente em algum ponto definido dentro ou perto da pedreira; ele poderia, se suficientemente desenvolvido em sua arte, continuar suas observações tanto para trás quanto para frente no tempo, e testemunhar o processo real de formação da própria rocha; ou poderia acompanhar o marinheiro para casa e assimilar suas condições domésticas, estado de consciência, e entrar completamente em uma compreensão plena de sua vida.

Embora toda essa informação detalhada pudesse ser colhida pelo contato com um fragmento da pedra estilhaçada e, presumivelmente, ser lida a partir dele, devemos lembrar que o marinheiro não necessariamente tocou o fragmento, que dificilmente pode, portanto, ser considerado permeado pelas vibrações de sua história pessoal, aparência e ambiente doméstico.

Como, então, é obtida a informação a seu respeito? Um clarividente conhecido do autor sempre pede que lhe digam qual linha de investigação deve seguir para obter a informação requerida; ele afirma que, tendo estabelecido contato com, digamos, a pessoa ou o lugar, pode então ramificar em várias direções, por exemplo, para os parentes, o lar, a saúde, a ocupação, o estado de consciência ou o nível evolutivo de qualquer pessoa contatada.

Uma vez, ao receber um brinco de cristal, começou a descrever nosso globo em estado de tumulto primordial, evidentemente contatando a história da formação da porção cristalina do adorno.

Quando informado de que era a atual proprietária do brinco que constituía o objeto da investigação, ele foi imediatamente capaz de descrevê-la com precisão, seus trejeitos de maneiras, hábitos mentais, e até mesmo o nome.

Um outro aspecto da psicometria digno de estudo é o fato de que o vidente pode realmente reproduzir em sua própria pessoa a condição de pessoas e lugares em um certo período da história do objeto.

O mesmo amigo foi certa vez solicitado a investigar um pedaço de pedra trazido de um chamado Círculo dos Druidas, perto do distrito de Peak, em Derbyshire.

Ele começou com uma descrição da paisagem do lugar, do ponto de vista de uma pessoa em pé no topo da colina onde a pedra foi encontrada; ele então viu uma procissão e uma cerimônia, na qual uma vítima humana viva era sacrificada.

Essa vítima, disse ele, era uma jovem donzela, que jazia amarrada ao lado de uma pedra tosca de altar.

Quando, após algum cerimonial profano, o momento do sacrifício chegou, ele ficou muito agitado e começou a tremer violentamente.

A descrição cessou, e ele estava obviamente fazendo um grande esforço de autocontrole.

Após uma pausa, ele disse, com forte emoção: "Há um elemental vil conectado a toda essa coisa, e eu o contatei. Ele tentou me obsedar. Eu o odeio. Eu o odeio!" e, pegando a pedra, colocou-a no fogo e a empurrou para as chamas com golpes duros do atiçador, ainda demonstrando grande agitação, até que ela ficou escondida da vista no carvão incandescente.

Ele então advertiu o autor sobre o perigo de guardar esse tipo de curiosidade, e os experimentos cessaram naquela noite.

Agora, aquela pedra havia sido trazida da pilha no topo da colina, e havia repousado sobre uma prateleira de lareira ao lado de outro pedaço de pedra trazido de Cader Idris.

Este era um pedaço de quartzo branco de beleza incomum, e algum tempo após o evento descrito acima, outro clarividente o examinava com algum interesse.

"O que você capta com isso?" foi-lhe perguntado, e, após alguns momentos, ele procedeu a descrever precisamente as mesmas cenas daquelas descritas pelo primeiro amigo a partir da pedra druídica destruída no fogo alguns meses antes.

Ele também sentiu as condições desagradáveis e aconselhou a destruição da pedra de Cader Idris.

Este era evidentemente um caso de impregnação.

A pedra branca era provavelmente virgem no que diz respeito a qualquer influência humana poderosa, e havia se carregado com as radiações da outra, que havia sido influenciada pelo contato com cerimonial mágico.

Neste caso, o clarividente estava psicometrizando, não a pedra branca de Cader Idris, mas o magnetismo com o qual ela estava carregada.

Tecnicamente, era visão falsa, e o vidente foi enganado.

Provavelmente um clarividente mais altamente treinado teria percebido as condições e evitado o erro.

Agora nos deparamos com duas questões.

O objeto serve como um meio ou transmissor de vibrações que são conduzidas dele através da mão e do braço do psicometrista até sua consciência; ou o objeto meramente serve como um elo para colocar o vidente em rapport com os registros akáshicos, quando ele então lê sem referência adicional ao próprio objeto? Se a primeira questão for respondida afirmativamente, devemos admitir um processo de fluxo, durante o tempo da leitura, das correntes vibratórias dos registros akáshicos.

Se a última, no entanto, a aura real ou emanação do próprio objeto desempenha pouco ou nenhum papel uma vez que o contato tenha sido obtido.

O incidente da pedra impregnada poderia ser considerado para abalar esta última conclusão, porque foi a aura da pedra, em vez da pedra em si, que foi lida.

Este incidente também nos levaria a concluir que o objeto físico não é o meio de produzir o resultado na psicometria, mas sim que as condições magnéticas, pelas quais ele é cercado e impregnado, estabelecem uma taxa correspondente de vibração na aura do vidente, através da qual a consciência se torna ciente delas, as decodifica e as envia ao cérebro.

Esta conclusão poderia nos satisfazer se fosse aceito que o contato real com um objeto fosse uma condição indispensável na psicometria; de modo que, dada esta conclusão, segue-se que na clarividência, sem contato, uma forma diferente de vidência está sendo empregada.

A descoberta de um artigo perdido, por exemplo, pode ser atribuída à psicometria, enquanto, de fato, pode ser devida a outra forma de psiquismo, e.g., um psíquico pode descobrir o paradeiro de uma luva direita sendo colocado em contato com sua contraparte esquerda, caso em que a luva esquerda serve para colocar o vidente em rapport com o dono, enquanto qualquer conhecimento superfísico adicional da luva direita será obtido pelo exercício de outro tipo de clarividência.

Nossa informação sobre esses assuntos é ainda tão escassa que é difícil formar conclusões; mas pode ser que agora estejamos mais aptos a apreciar a observação referida no primeiro parágrafo.

No que conhecemos como consciência física, o contato vibratório é essencial.

Por exemplo, vemos um objeto, porque vibrações que irradiam dele entram no olho e afetam a retina, de acordo com cor, tamanho e forma.

Essas vibrações viajam pelo nervo óptico até o cérebro, onde chegam meramente como vibrações.

Do cérebro físico, são transmitidas à consciência.

Aqui, são registradas e traduzidas, como resultado de experiências anteriores, em objetos, matizes de cor, etc., e são ligadas à consciência cerebral na forma em que se presume que existam.

Fisicamente, recebemos apenas vibrações.

Podemos especular, portanto, sobre a questão do que um objeto realmente é. Se esse conhecimento nos é vedado, não sabemos do que realmente consiste o aparentemente familiar plano físico; nosso conhecimento dele é limitado pelas vibrações às quais somos capazes de responder através dos sentidos, sendo estes nossos únicos canais de contato com o mundo ao nosso redor. Isso, no entanto, está totalmente fora do âmbito do nosso presente assunto, mas poderia possivelmente encontrar lugar em especulações sobre o elusivo tema de Maya18.

Em certas ocasiões, foram feitas tentativas de seguir em detalhe os processos reais da consciência na psicometria, a fim de obter uma compreensão mais completa de sua lógica.

De acordo com as declarações de um clarividente, o primeiro esforço ao tomar o objeto na mão esquerda é tornar a mente e o corpo completamente quietos; quando uma quietude comparativa é obtida, faz-se um esforço para unificar a mente com o objeto.

Pressionado sobre esse ponto, ele é incapaz de explicar além de que conscientemente se esforça para tornar-se um com o objeto, ou, antes, com a alma e a essência do objeto; durante o processo, ele se torna passivo nos planos inferiores; seu corpo físico está imóvel e em uma postura repousante, com os membros descruzados e a coluna ereta.

Se for bem-sucedido, uma única imagem às vezes aparecerá diante do olho de sua mente, como se flutuasse no ar à altura de sua testa, e cerca de quinze centímetros à frente dela. Se nada aparecer, ele colocará o objeto contra o centro de sua testa e fará um esforço ainda maior para ler sua própria essência.

Sem hesitação, ele descreve a primeira imagem que aparece, sem referência à sua relevância aparente e até mesmo ao senso comum físico; ele se despe de todas as ideias preconcebidas sobre qualquer assunto que seja, esforçando-se para eliminar qualquer interpretação pessoal.

Ele prefere não saber nada sobre o objeto, seu dono ou o propósito do experimento; sua única solicitação é ser informado quando estiver seguindo o aspecto da leitura que é requerido.

Geralmente é facilmente aparente pela descrição da primeira imagem se ele está em rapport com o assunto da investigação.

Se está, como é geralmente o caso, ele pedirá orientação quanto à direção da pesquisa e, ao receber resposta, mergulhará no assunto, tornando-se completamente alheio ao ambiente do plano físico por um tempo, e ainda assim permanecerá suficientemente consciente para narrar suas visões claramente enquanto avança.

Descrevendo o estado de sua consciência, ele diz que, tendo a garantia de que sua primeira imagem é uma visão verdadeira, e sabendo a direção que suas investigações devem tomar, ele retira sua mente do objeto e a concentra na imagem, esforçando-se para entrar e tornar-se um com ela, ao mesmo tempo preservando calma e quietude interior. Quando bem-sucedido nisso, ele se encontra — ou, antes, uma porção de si mesmo, pois está sempre subconscientemente ciente de que está sentado em uma sala, na presença de outros — realmente presente na cena descrita, e a investigação adicional torna-se uma questão de focar sua consciência naquela porção da imagem que contém a informação necessária.

Um bom exemplo desses vários estados de consciência foi dado recentemente quando lhe pediram para psicometrizar uma carta de uma senhora na África do Sul, com o objetivo de verificar, se possível, o estado de sua saúde e felicidade.

A primeira imagem era a do mar aberto, e ele teve a sensação de estar ele próprio sobre o oceano. Perguntou se a carta vinha do exterior e, ao receber resposta afirmativa, descreveu uma grande cidade com muitos edifícios brancos e muita folhagem; em seguida, deu a direção exata da cidade a partir de sua posição atual, indicando o rumo da bússola — esta é uma fase de sua clarividência que é singularmente precisa — e então lhe disseram que ele havia descrito a cidade corretamente e dado a direção verdadeira.

Em seguida, viu uma senhora em um jardim e descreveu ambos em detalhe; a senhora foi reconhecida, embora o jardim não o fosse — posteriormente descobriu-se que a senhora havia mudado de residência.

Ele então descreveu o clima e o estado de saúde dela.

Disse que sentia o grande calor de um país quente.

Após uma pausa, experimentou uma condição febril em seu próprio corpo, observando que a senhora teria um leve ataque de febre, o que alteraria os planos do atual investigador quando ele chegasse lá.

Tudo isso se mostrou bastante verdadeiro, até mesmo a doença posterior.

Terminado o experimento, a condição peculiar cedeu, o sujeito foi completamente dispensado, e a consciência normal sobreveio.

De um estudo cuidadoso da psicometria por meio de centenas de tais experimentos, parece ao autor que o psicometrista é capaz: (1) De sintonizar sua consciência com aquela porção da Mente Divina da qual o objeto psicometrizado é a manifestação física.

Como o toque físico, que é uma sensação, parece ser essencial nesta forma de clarividência, o primeiro contato é provavelmente obtido no plano emocional.

(2) De reproduzir em seus próprios veículos as vibrações akáshicas que cercam e impregnam o objeto.

Isso é automático e ocorre invariavelmente em casos de contato sensorial, de modo que os métodos normais de consciência são suficientes para explicar suas manifestações em um indivíduo.

(3) De transmitir essas vibrações ao seu cérebro, e daí à consciência.

Isso, novamente, é normal e automático, embora certa hipersensibilidade do cérebro seja provavelmente um dos fatores essenciais na psicometria.

(4) De receber de volta no cérebro a resposta da consciência na forma de imagens e ideias.

Isso é automático; "o ego dramatiza". A imagem vista em miniatura, como se diante do rosto, é uma forma-pensamento produzida pelo impacto da resposta da consciência sobre o corpo mental ou emocional.

(5) De expressar o resultado em palavras, enquanto ainda observa os efeitos vibracionais decodificados.

Isso nos leva ao ponto em que a primeira imagem foi vista e descrita, e responde à pergunta: "Como as vibrações que cercam um objeto são traduzidas em imagens e ideias?" A resposta é: "Pelos métodos ordinários de consciência." (6) De mudar o foco da consciência do objeto para a imagem que ele induziu. (7) De adentrar em consciência na imagem, que imediatamente se transforma na aparência do ambiente físico real.

Embora esse poder de adentrar em consciência na imagem pareça envolver grandes dificuldades, é provavelmente apenas uma questão de jeito local.

Essa conclusão é corroborada pelas declarações de um psicometrista, que diz que não é necessário esforço para fazer isso, e que pode até ocorrer antes que ele esteja ciente disso, especialmente se o objeto estiver fortemente impresso ou carregado com as vibrações do lugar. Provavelmente, isso é possibilitado pela presença do objeto físico que está constantemente em rapport com cada cena física de sua história.

(8) Manter ao mesmo tempo total controle e uso dos sentidos físicos, descrever as experiências à medida que ocorrem, e ouvir e responder a perguntas.

Isso exige ou uma rápida mudança de foco mental, ou alguma forma de dupla consciência, de modo que a capacidade de descrever experiências psíquicas à medida que ocorrem, e de ouvir e responder a perguntas físicas, possa ser o resultado de um de dois processos.

(1) O processo de mudar o foco da consciência do físico para aquilo sobre o qual a experiência está ocorrendo e vice-versa.

Os processos da consciência são tão rápidos que não haveria aparência de passagem do tempo físico.

(2) O processo de reflexão no homem, o microcosmo, de um atributo do Logos Macrocosmo, Que é consciente em cada ponto do Seu universo e, ao mesmo tempo, é consciente fora dessa manifestação, onde pode, com reverência, presumir-se que Ele "habita" entre Seus Pares.

C. Bhagavad Gita.

"Tendo permeado este universo com um fragmento de Mim mesmo, Eu permaneço." Foi sugerido ao escritor por estudantes avançados da ciência oculta que, em uma emergência, pode-se ser chamado a prestar assistência superfísica à distância, sem a necessidade de sono ou transe.

Se isso é verdade, então o homem também pode ter um fragmento de si mesmo que "permanece" fora e além de sua vida e atividades físicas, e é capaz de ação sustentada à distância do corpo.

Digno de nota nessa conexão é o fato de que um questionamento demasiado insistente ou uma perturbação física indevida fará o psicometrista perder o fio de suas observações, onde então toda a sua percepção se centra no plano físico e a consciência interior desaparece.

Pareceria, a partir disso, que, durante a psicometria, a consciência não é nem totalmente física nem totalmente psíquica, mas "repousa" em um estado intermediário e em contato ativo com ambos.

Qualquer perturbação desse "repouso" tem o efeito de romper o contato entre os estados psíquico e físico.

(9) Tornar-se fisicamente ciente das condições físicas da cena sob observação, e sentir e reproduzir em sua própria pessoa as condições climáticas de um período ou lugar, e a saúde de um indivíduo.

A reprodução física e a consciência das condições observadas podem ser devidas à imaginação, a uma forma de repercussão, ou à coordenação estreita, enquanto em condição sensitiva, das atividades da mente e do corpo.

Para transcender em consciência as limitações físicas do tempo e do espaço.

Podemos supor que o psicometrista se coloca no centro da linha vibratória do objeto, de onde pode ler qualquer porção dessa linha.

O contato com o objeto o coloca em rapport com toda a sua história, de modo que ele é capaz de focar sua atenção em qualquer período que deseje estudar.

Bem pode ser que, se pudermos descobrir em que região ou estado de consciência¹⁹ ocorre a visão propriamente dita, estaremos sensivelmente mais próximos de uma solução para o problema. Os videntes variam em habilidade; seu poder de ver o passado, o futuro e o distante pode depender, entre outras coisas, de uma constituição física especial, da receptividade do cérebro a vibrações superfísicas e da condição de um ou de todos os veículos mais sutis da consciência.

Podemos, então, supor com segurança que as visões psicométricas ocorrem ou naquele plano onde passado, presente e futuro se fundem em um eterno "agora", ou em um plano inferior no qual esse estado de consciência é, em algum grau, refletido.

Se a primeira hipótese for verdadeira, surge uma dúvida quanto a se muitos dos clarividentes profissionais e outros que não receberam treinamento especial são capazes, em algum grau, de responder a tão elevadas condições exigidas para se elevar acima das limitações do tempo; a segunda é mais aceitável, pois a posse do dom da psicometria não depende, no que concerne a esta vida física em que a habilidade se manifesta, nem de espiritualidade, educação, altruísmo, moralidade, higiene, dieta ou aparente posição evolutiva.

É às vezes, mas nem sempre, hereditária; é provavelmente mais comum no povo celta do que no teutônico, embora este a possua em grande número, como experimentos com amigos provarão para a satisfação do leitor.

Do ponto de vista oculto, deve ser cármica e, presumivelmente, o resultado do desenvolvimento ao longo de linhas psíquicas em vidas passadas.

Qualquer que seja a explicação final — e o autor não pretende tê-la dado — talvez o suficiente tenha sido escrito para mostrar que na psicometria temos um assunto digno de estudo e de maior elucidação.

CAPÍTULO V

EXPLORAÇÕES EXPERIMENTAIS DOS NÍVEIS DE CONSCIÊNCIA

OS relatos que formam este capítulo destinam-se apenas como exemplos do uso experimental da consciência psíquica para explorar os mundos superfísicos e os estados de consciência.

Embora extremamente limitados em seu alcance, podem ainda assim ser úteis para mostrar as possibilidades de exploração e pesquisa que estão abertas a todos que se dispuserem a fazer o esforço necessário para desenvolver as capacidades por meio das quais elas podem ser perseguidas.

Os planos mental e emocional foram explorados e descritos com um poder e um conhecimento muito além da capacidade do autor por aquele grande vidente e ocultista, C. W. Leadbeater, em seus três notáveis livros, "O Plano Devachânico", "O Plano Astral" e "A Mônada",20 e os estudantes são remetidos a essas obras para uma descrição detalhada desses mundos interiores.

Consciência Egoica

O nome "ego" é geralmente aplicado ao espírito do homem revestido de um veículo chamado corpo causal, e construído da matéria do mundo mental superior.

Essa parte da constituição do homem era chamada de "augoeides brilhante" pelos gregos.

Todas as capacidades que são adquiridas durante encarnações sucessivas21 nos mundos mental, astral e físico são armazenadas no corpo causal.22 Esses são o "tesouro no Céu onde nem a traça nem a ferrugem corroem"23 referido por nosso Senhor.

O contato com o ego em seu próprio mundo poderia revelá-lo descrevendo sua condição assim: "Nada me falta.

Todos e tudo o que desejo estão aqui.

Eu abundo em luz, em vida e em poder.

Em nenhum lugar há sequer a mais tênue sugestão de limitação de qualquer espécie.

Tudo está eternamente presente em toda a sua plenitude.

"Dentro de mim há um coração central através do qual luz, vida e poder são continuamente derramados; eu sou o coração e a vida.

O coração é o corpo—o corpo é o coração.

Eu sou uma unidade de consciência sem divisão ou conhecimento de separação.

Meu ser, que é luz, é igualmente radiante em toda a sua existência, variando e mudando apenas em intensidade e em cor.

Memória e antecipação são desconhecidas.

Passado e futuro existem apenas em um presente infinito.

Centro e circunferência, consciência e forma são um.

A observação clarividente do ego em seu corpo causal mostra que dentro do esplendor indescritível do poder que jorra para fora, que é o "augoeides brilhante", há de ser "vista" a ideação de uma forma humana.

Sua aparência é mais claramente definida na cabeça e nos ombros.

O rosto é uma expressão glorificada do rosto físico do homem encarnado, e os olhos estão ardentes com poder concentrado e inteligência.

A consciência está vividamente viva, radiantemente feliz e, ao mesmo tempo, calma e serena.

Mudanças nele aparecem como grandes clarões de luz e cor.

Percepção, expressão e ação são simultâneas.

A cognição é instantânea, completa e ilimitada quanto ao número de "objetos" e ideias apreensíveis ao mesmo tempo; ou [o ego pode "conversar" com qualquer número de pessoas ao mesmo tempo, com igual perfeição de compreensão e concentração.] Há, no entanto, pouco ou nenhum sentido de se dirigir a uma forma externa.

(A vida e a consciência por trás de todas as formas são contatadas, não pela passagem de vibrações, como na cognição pessoal, mas pela realização da unidade de essência.

A companhia atinge seu ápice no nível egoico em completa fusão e identificação mútua.) Filosofias, princípios e verdades abstratas também são compreendidos instantaneamente por um processo de unificação e identificação de todo o ser com a essência do assunto.

(O ego conhece uma verdade, por exemplo, tornando-se essa verdade, transformando-se momentaneamente em uma expressão viva dela.) Quando isso é alcançado, um grande clarão ou explosão de luz e cor ocorre, e o corpo causal é grandemente expandido; pois para sempre carrega a marca dessa verdade e retém o poder de repetir a expansão.

Para auxiliar nossa compreensão, esforcemo-nos por traduzir tudo isso em termos de forma, usando o ego de um estudante avançado de ocultismo como exemplo.

Imagine um foco central de consciência cercado por uma aura resplandecente, consistindo de radiações de luz.

Dentro desse foco está uma figura humana glorificada, sobre cujo rosto há uma expressão de êxtase e exaltação, como a de um gênio que está perpetuamente em candência, e inflamado pelo divino alento.

Dentro da radiação, muitas "formas" aparecem; formas de pessoas, sozinhas e em grupos, de movimentos, da ideação de uma catedral, igreja, mesquita ou templo maçônico, de sistemas de educação, filosofia, arte, ou de uma ordem ou sociedade.

Movendo-se majestosamente entre todas elas, muitos grandes anjos aparecem como companheiros e colaboradores do homem imortal.

No caso de ocultistas avançados, as figuras resplandecentes dos santos Mestres da Grande Fraternidade Branca estão presentes, juntamente com os assistentes angélicos, pelos quais Eles e Seus seguidores são assistidos em seus trabalhos.

Devemos, no entanto, lembrar continuamente a nós mesmos que, no nível da mente abstrata, onde a consciência do ego está assentada, não há formas fixas como as conhecidas nos mundos inferiores.

A descrição acima é verdadeira apenas em termos dos níveis formais de manifestação, e é falsa em termos do sem forma.

A essência somente da forma existe nesses mundos superiores, de modo que o ambiente fenomênico do ego consiste na ideação de princípios, filosofias, movimentos, super-homens, anjos, homens e outros reinos da Natureza.

Além disso, todos esses são muito menos um ambiente externo do que uma parte de si mesmo, e não estão separados dele no tempo, no espaço e na essência; ele vê e conhece todas as coisas em termos de unidade.

Essa qualidade da vida eugóica encontra expressão na personalidade daqueles suficientemente avançados para expressá-la, como um amor abundante por todos os homens, uma benevolência geral, um instinto de cooperação, idealismo, altruísmo, serviço e a tendência de ver os princípios subjacentes aos fenômenos externos.

À medida que a capacidade de resposta à consciência eugóica aumenta, lampejos de intuição iluminam os pensamentos da personalidade e produzem uma realização instantânea da verdade, uma apreensão de concepções metafísicas e uma faculdade crescente para o pensamento abstrato.

Lembrando disso, voltemos a um exame mais aprofundado da condição da consciência eugóica.

A ideação de todas as formas que estão incluídas nela está em contínua sintonia com as próprias formas no mundo inferior.

Segue-se, portanto, que a luz e o poder do ego, que brilham sobre as ideações e as vivificam, estão ao mesmo tempo iluminando e fortalecendo a pessoa, o grupo ou o movimento no mundo abaixo.

( Por esse meio, um ego avançado, como o que estamos considerando, torna-se uma fonte de inspiração e ajuda para um grande número de pessoas e exerce uma influência definitivamente vivificadora sobre a evolução como um todo.

Embora o ego esteja assim continuamente ocupado em manter contato com muitas centenas de pessoas — e, no caso de um adepto, muitos milhares, e de um Instrutor do Mundo, muitos milhões — e as mantenha no jogo direto de sua consciência, não há “aparente diminuição do poder pelo qual ele controla e inspira seus próprios veículos pessoais.

A ausência total de formas limitantes, de fadiga ou de dor deixa-o livre para reconhecer a presença de visitantes, para recolher-se em si mesmo para contemplação e para enviar ondas de poder e luz à sua personalidade em ocasiões em que um trabalho especial que exige inspiração está sendo realizado pelo homem físico, astral ou mental.

Uma palestra, um grupo de estudo, trabalho de pesquisa, esforço literário e artístico e meditações diárias oferecem oportunidades para isso, das quais o ego nunca deixa de aproveitar.

Aqui, novamente, deparamo-nos com uma dificuldade em descrever a consciência egoica, ou, por mais paradoxal que possa parecer, o ego e a personalidade não são dois seres separados, mas são um e o mesmo.

O ego projeta apenas um fragmento de si mesmo na encarnação, e como esse fragmento está revestido em “corpos” de matéria mental, emocional e física, três pseudo-entidades são formadas.

As limitações impostas pela matéria relativamente densa dos planos inferiores são tão grandes que surge uma tendência para os “homens” mental, emocional e físico, que, juntos, compõem a personalidade, escaparem ao controle do ego e expressarem os atributos da matéria, da qual são parcialmente compostos, em vez daqueles do ego, de cuja essência consistem.

O poder, a liberdade e a felicidade descritos aplicam-se apenas ao ego no seu próprio nível, e em níveis superiores que ele seja capaz de contactar.

A cada descida da consciência aos planos inferiores, ocorre uma privação progressiva de poder, liberdade e felicidade.

A natureza da consciência egoica é tal que, embora existam esses limites definidos para o alcance das suas atividades nos mundos inferiores, a capacidade inerente do ego de autoexpressão e o seu senso de poder abundante não são de modo algum diminuídos por eles.

Durante o período em que o ego está fora da encarnação, ele é bastante impotente nos três mundos.

Durante o processo de descida para a encarnação, ele constrói os corpos em cada um deles, que são os seus únicos meios de contacto com, e eventual domínio sobre, esses mundos inferiores.

Em cada um desses corpos, ele permite que uma porção da sua vida flua, que a sua consciência atue e que o seu poder se manifeste.

A medida de si mesmo que ele assim projeta consiste em um certo aspecto definido de si mesmo — não tanto uma divisão, mas um aspecto.

Poderia ser descrito como um grupo de qualidades, um conjunto particular de capacidades reunidas em vidas anteriores, quando ele volta a sua atenção para um plano, ele temporariamente se torna consciente das limitações que esse plano específico lhe impõe.

Enquanto, por um lado, a encarnação é uma limitação, por outro, é uma expansão, porque é uma abertura para um campo de manifestação além daquele que é normal para ele no seu próprio nível.

Os impactos e experiências que o alcançam como resultado enriquecem definitivamente sua consciência. Nos estágios iniciais da evolução, como o do selvagem, por exemplo, o desenvolvimento dos veículos nos mundos inferiores é tão elementar que a quantidade de enriquecimento recebida de uma encarnação é excessivamente pequena.

Segue-se, portanto, que ele desenvolve uma tendência a ignorar as experiências daquele aspecto de si mesmo que está em encarnação, na medida em que pode.

Ele não pode, no entanto, ignorá-las inteiramente, pois está constantemente recebendo vibrações delas, e também está consciente da passagem da força de vida dos planos superiores através dele para seus veículos inferiores.

Este estado de coisas continua através de centenas de encarnações, até que se alcance um ponto na evolução em que os veículos pessoais começam a lhe oferecer um campo de atividade menos limitado e ricas recompensas por qualquer força que ele neles deposite.

Tais recompensas consistem em capacidade acrescida em seu próprio nível, crescente domínio sobre sua personalidade e crescentes poderes de autoexpressão através de cada um de seus veículos.

Ao alcançar esse estágio, a divisão entre a mente abstrata e a concreta começa a desaparecer.

Uma tendência crescente ao pensamento abstrato aparece na consciência pessoal.

Desenvolve-se uma capacidade de elevar-se acima das limitações do pensamento analítico concreto, e gradualmente se atinge uma habilidade de expressar as características da consciência egóica.

À medida que esse fenômeno se torna mais frequente e mais acentuado, o ego e a personalidade voltam sua atenção cada vez mais um para o outro.

O ego obtém um aumento de poder para se expressar nos mundos inferiores, é enriquecido pelas experiências adicionais que disso resultam, e assim alcança uma aceleração de sua evolução.

A personalidade, por sua vez, começa a encontrar dentro de si mesma uma fonte inesgotável de luz, vida, poder e conhecimento.

A partir deste ponto em diante, o progresso evolutivo é marcado por uma fusão gradual do ego e da personalidade, que, como mostra o diagrama 1 do Capítulo VIII, indica um estágio definido na evolução.

Até que esse estágio seja alcançado, o ego deve guardar-se continuamente contra o perigo de uma perda temporária ou permanente de controle, que poderia ser causada pelo domínio de certos hábitos de pensamento, sentimento e ação adquiridos durante as centenas de vidas no passado.

Ele está sempre em conflito com a consciência que evolui através da matéria dos corpos mental, emocional e físico, cuja tendência evolutiva é descendente, em direção a taxas mais grosseiras de vibração e campos de autoexpressão cada vez mais densos.

Se, contudo, essas dificuldades forem superadas com sucesso, a relação íntima entre o ego e a personalidade produz o gênio no mundo da ação.

Paralelamente a esse aumento na extensão de seus poderes nos mundos inferiores, começa uma expansão da consciência para o mundo superior, acima daquele do pensamento abstrato.

O poder e o esplendor do nível intuicional e espiritual o iluminam, e ele começa a repetir nesses mundos os processos pelos quais passou nos inferiores.

Ele constrói veículos através dos quais é capaz de obter contato com esses sublimes níveis e de expressar-se neles.

Como selvagem, seu desenvolvimento é obtido quase inteiramente pelo contato com os mundos inferiores; como homem civilizado, ele aprende a adquirir os poderes adicionais da consciência egoica; como iniciado, ele começa a retirar-se dos mundos inferiores e a focalizar sua consciência nos mundos superiores; como Adepto, seu domínio sobre todos é completo.

Ele aprendeu tudo o que eles poderiam ensinar-lhe, e está livre para deixá-los para trás para sempre, para habitar em reinos de consciência onde suas limitações são desconhecidas.

Não tem tal necessidade de viver como vós chamais vida; O que nele começou quando ele começou Está terminado; ele realizou o propósito Daquilo que o fez Homem.

Nunca mais anseios o atormentarão, nem pecados O macularão, nem a dor das alegrias e tristezas terrenas Invadirá sua segura paz eterna; nem mortes E vidas se repetirão.

Ele vai Para o Nirvana.

Ele é uno com a Vida, Contudo não vive.

Ele é abençoado, cessando de ser. Om, mani padme, Om! a gota de orvalho desliza

Para dentro do Mar resplandecente! Tais são os estágios pelos quais o ego passa em seu progresso evolutivo de eras.

Tal, embora breve e muito imperfeitamente descrita, é a natureza desse "Imortal Regente Interno" que é o verdadeiro eu do homem.

(1) Consciência Mental — A primeira mudança que se nota, à medida que a consciência desce do plano egoico ao mental — do universal ao particular — é o conhecimento da existência da separação, a perda da universalidade pela qual a unidade se expressa no nível acima.

No nível mental, a unidade é limitada àquilo que jaz dentro da periferia do próprio corpo mental.

A "pele", ou borda, é transparente e cristalina em sua translucidez e brilho.

Isso permite que os objetos sejam vistos e contatados, mas introduz a concepção claramente definida de sujeito e objeto.

A experiência da mudança da consciência egóica para a mental pode ser comparada à de descer à água em um sino de mergulho de vidro.

A dureza e a clareza de contorno mostram-se como típicas dos fenômenos do mundo mental.

O confinamento em limites relativamente tão pequenos daquilo que era livre e sem limites, e a concentração da consciência dentro dos limites de uma única forma, dão a sensação de grande força e poder de resistência, e de completo domínio do campo pessoal de ação.

A experiência de felicidade perfeita, característica do nível superior, persiste, embora se assemelhe mais à felicidade de um sonho do que à realidade.

No entanto, nada falta aqui, nada é desejado do ponto de vista da consciência em relação ao seu próprio plano.

Uma forma inteiramente nova de cognição é encontrada em operação quando descemos a este nível: a da passagem de vibração do objeto ao sujeito, e experimenta-se a sensação de estar separado do ambiente, em contraste com a de fazer parte dele, como era o caso no nível causal.

O fenômeno principal dentro do corpo mental é o da contínua passagem através dele de vibrações de baixo e de cima, como se através de um tubo que formasse o eixo do corpo.

A cabeça física parece estar no meio do corpo mental, e a consciência mental está em contato direto com o cérebro.

A interação entre eles aparece como um fenômeno perpétuo, do qual não há escape: toda a vida mental se centra em torno dele.

Uma tentativa de olhar para fora revela a existência de números incalculáveis de seres humanos de ambos os sexos e de todas as idades, bem como de hostes de anjos.

A grande maioria dos homens parece estar adormecida, e seus corpos mentais lembram casulos transparentes.

O exame de um único indivíduo mostra considerável atividade interna, onde ele habita em um mundo povoado por formas de sua própria criação, e permeado por uma atmosfera de feliz satisfação e de completo cumprimento.

Esses invólucros semelhantes a casulos são vistos espalhados por toda a paisagem, que mais se assemelha a uma paisagem celeste.

Aparentemente, são as almas em devachan,26 ou o mundo celestial.

Ocasionalmente, a figura luminosa de um ser humano avançado, bem desperto no nível mental, cruza o campo de visão.

Muitos desses são vistos congregados em certos pontos ao longo do mundo mental.

Suas formas são delineadas por uma luz dourada e branca.

Cada uma parece estar encerrada dentro de um ovoide, como uma bolha transparente de luz.

Vastas distâncias, que corresponderiam a milhares de milhas no nível físico, abrem-se diante dos olhos mentais.

O mundo inteiro parece estender-se aos pés de alguém.

Por toda parte, os dormidores sonham dentro de seus invólucros protetores, imóveis e imperturbados por qualquer fenômeno externo.

Anjos e homens cruzam o céu.

Há um silêncio absoluto, uma quietude total.

Seres atravessam-no, mas tudo o mais permanece imóvel.

Assemelha-se antes a uma paisagem congelada, iluminada por uma lua cheia; o céu é anil, e não se veem estrelas.

Cada objeto brilha com uma luminosidade branca, uma fosforescência própria.

O chão parece bastante sólido aos pés; homens e anjos pousam e "caminham" sobre ele.

Cada objeto possui uma translucidez prismática vítrea, mas é relativamente imóvel.

Ondas de cor varrem toda a paisagem, como as mudanças de um céu ao pôr do sol, embora muito mais luminosas e brilhantes, com matizes de delicadeza etérea.

A primeira impressão de silêncio absoluto é, no entanto, uma ilusão.

Na realidade, todo o mundo mental é permeado por som — poder-se-ia quase dizer que é som.

A audição é um meio de cognição pelo qual todo o plano pode ser observado.

Na Terra, a audição relaciona-se apenas ao som.

A audição mental é um meio geral de cognição, e os fenômenos completos do plano mental podem ser observados em termos de som, bem como de forma e cor.

Mentalmente, os três são um.

Todos os objetos têm uma expressão e fórmula sonoras claramente discerníveis.

Além disso, há uma corrente subjacente de som que permeia o todo.

Ela lembra um tanto o rugido distante do mar ou o sopro de um vento forte através de uma floresta de pinheiros.

Ondas desse fenômeno sonoro fundamental e básico varrem o mundo mental e atravessam a consciência mental de alguém.

Cada onda faz parte de um sistema septenário rítmico de ondas, que varrem continuamente todo o sistema solar.

Sua origem e fonte são tão desconhecidas para o habitante do plano mental quanto a fonte da água o é para o peixe.

Elas não são externas ao plano, mas sim sua forma básica de existência, como são as ondas do mar ou as ondulações do riacho corrente.

Parecem vir de uma distância imensa, passar sobre e através do corpo e da consciência de alguém, e desaparecer no espaço imensurável.

Se pudéssemos imaginar ondas de cor e de som originando-se no sol, e varrendo contínua e ritmicamente em sucessão ininterrupta por todo o espaço, produzindo e mantendo todas as estrelas e planetas, poderíamos perceber um pouco da grandeza e imensidão dessas grandes ondas mentais de poder, de cor e de som.

Variações são observáveis, ou em algum lugar atrás de seu fluxo rítmico há uma onda mestra, uma sétima, que é maior que as demais; uma onda avassaladora que segue, e ainda assim inclui as seis que a precedem e a sucedem.

Por mais estranho que possa parecer, essa divisão setenária e a sétima onda dominante não são discerníveis pela consciência mental comum, e os habitantes normalmente não têm consciência delas.

Mas se alguém se torna absolutamente imóvel, e abre completamente a própria mente à natureza inerente das coisas mentais, as ondas são ouvidas e vistas; a manifestação aparece como um mar sem praias de luz e som.

Um exame mais atento mostra que as ondas são formadas em matéria em movimento.

Partículas minúsculas e brilhantes compõem essa matéria — cada partícula é um ser vivo.

Cada átomo tem sua nota e sua cor, e cada um canta e brilha enquanto avança na grande onda da qual faz parte.

Ao estudar essas ondas, verificou-se necessário mergulhar continuamente, por assim dizer, na consciência física, para agarrar o denso corpo físico, para não ser varrido e perdido nelas.

Sua atração é muito grande, pois parecem ser parte do próprio Deus — a verdadeira força vital do Pai pulsando através do vasto sistema, que é Seu corpo maravilhoso.

Seria de fato uma alegria soltar a própria pegada da manifestação em uma única forma, e ser absorvido no grande mar da vida divina.

Contudo, a pressão e o poder vigilante do ego em seu lar causal não podem ser evitados nem negados.

A escolha não permanece com a personalidade; o ego é a encarnação dessa escolha feita pela mônada há muito tempo, quando as ondas começaram sua longa varredura através do tempo e do espaço.

Um fenômeno adicional que se apresenta ao estudante é que, embora a existência e a percepção mental humana dependam da posse de um corpo mental, há uma consciência mental homogênea da qual toda mentalidade humana é apenas uma expressão e uma parte.

Os níveis inferiores do plano mental, todas as formas são extremamente nítidas e claramente separadas umas das outras, como ocorre na Terra; nos níveis superiores, contudo, todas essas formas separadas são vistas como parte de uma existência maior, que, embora contenha todas as formas, é em si mesma sem forma e onipenetrante.

Essas formas mentais de seres em muitos níveis e em muitos reinos da Natureza são antes como desenhos em uma tapeçaria e, embora seus movimentos e atividades, internos e externos, pareçam à consciência dentro delas ser autoiniciados, são na realidade apenas os movimentos de todo o universo mental, manifestações, por assim dizer, do pensamento de Deus.

Isso pode parecer paradoxal, mas não se pode evitar a conclusão nem expressá-la com mais clareza.

Em uma frase: existe apenas uma mentalidade maior, da qual todas as mentalidades aparentemente separadas são uma expressão e uma parte.

O homem, o pensador, é um participante desse pensamento divino, fora do qual seus pensamentos não têm existência; ou ainda, todos os seres conscientes são expressões de uma unidade de consciência que é a mente maior — o Logos ou Deus.

(2) Consciência Emocional — Para compreender a relação do astral com os outros corpos, devemos lembrar que o próprio ego está em contato direto e contínuo com o cérebro, que ele mantém carregado ou dinamizado por meio do fluxo descendente de sua energia, através de seu veículo mais sutil.

Embora a semelhança do corpo causal com uma esfera colorida seja produzida por forças que se projetam para fora, há um centro dentro dele que atua como o foco de todas as atividades egoicas.

Esse centro está em contato direto com o cérebro.

O espaço geográfico é extremamente difícil de examinar com precisão no nível causal, mas o efeito é como se esse ponto focal egoico estivesse no meio da cabeça física.

Ao descer à consciência mental, o ego e o cérebro parecem se separar.

O cérebro ainda está no centro do corpo mental, "mas o ego está acima dele, estando os dois conectados por um tubo, ou eixo de luz.

Quanto à sua posição real no espaço, a partir deste nível o corpo mental eleva-se pela distância de metade de sua altura acima da cabeça física, enquanto o corpo causal parece estar situado de forma semelhante acima do mental.

Descendo ao nível emocional, os "cérebros" astral, etérico e físico parecem coincidir, enquanto o "tubo" passa pelo topo do corpo emocional para o corpo mental acima, e viaja para cima até não ser mais visível de qualquer nível pessoal.

Os corpos astral e mental servem como invólucros ou meios isolantes para essa haste egoica.

Uma característica marcante do corpo emocional parece ser a existência de dois centros de consciência — como os focos gêmeos de uma elipse — que estão situados na cabeça e no plexo solar.

O centro da cabeça parece ser intensamente positivo em sua polaridade, e capaz tanto de transmitir quanto de receber impulsos, enquanto o plexo solar é negativo, e parece ser relativamente lento, estando amplamente ocupado em receber impulsos diretamente do plano astral.

Olhando para baixo, do emocional para o corpo físico, a medula espinhal é claramente visível como uma linha de luz amarela brilhante, seguindo de perto as curvas naturais da coluna.

As próprias vértebras aparecem claramente no nível astral.

Os chakras são todos visíveis, surgindo como flores com hastes finas a partir da medula espinhal, com exceção do chakra esplênico, que se eleva no ou perto do baço físico.

É evidente que o cérebro é o centro egoico, pois os impulsos do ego não entram no plexo solar, que portanto não está de forma alguma em relação direta com ele. O plexo solar astral não depende da energia egoica para sua atividade, mas é vitalizado pelas forças de vida do plano astral.

Ele funciona como um motor ao qual o impulso primário foi dado, e que continua a funcionar enquanto o suprimento de combustível for mantido.

O combustível, neste caso, é o "prana" astral, que está fluindo para o funil do chakra ao longo de seu eixo até a medula espinhal, de onde é distribuído por todo o corpo.

À medida que a evolução prossegue, a influência direta do corpo emocional sobre o cérebro físico é diminuída.

Sua função como veículo ativo decresce, e finalmente é transformada na de um elo na cadeia de consciência, que conecta o homem egoico e o físico.

A matéria do corpo emocional tem um movimento inerente próprio, de modo que todo o corpo está em movimento contínuo.

Pequenas ondas e redemoinhos passam através dele; ondulações em vagalhões aparecem na superfície como resultado de movimentos internos.

Esses movimentos, que são bem distintos das mudanças produzidas pelo pensamento do indivíduo, tornam muito difícil manter o corpo emocional perfeitamente imóvel.

Do exterior, sua aparência assemelha-se à superfície de um lago, agitada continuamente pelo movimento de algum grande peixe ou réptil abaixo da superfície.

Quando a consciência do observador está unificada com a da matéria do corpo emocional, a primeira impressão é de restrição, confinamento e um vago ressentimento contra a disciplina imposta.

Quando essa disciplina é aplicada continuamente, um estado de consciência remotamente semelhante ao tédio pode ser sentido na matéria do corpo.

A consciência da matéria está continuamente exercendo energia para romper as limitações impostas pela vontade humana, e para induzir excitação, movimento rápido, vibrações mais grosseiras e uma qualidade de abandono em relação à ação.

Quando esse desejo é gratificado, um maior senso de entidade, de existência real, da realidade do ser, é obtido pela inteligência elemental coletiva que habita o corpo astral.

Tudo isso é um instinto inerente que permeia a matéria; não está localizado em nenhuma parte, mas é antes uma tendência geral, como a de alguém que está sempre tentando se esticar num lugar onde não pode ficar de pé.

Não é, de modo algum, autoconsciente, mas resulta dos vagos estímulos da consciência de massa de todo o corpo.

Nesse sentido, todo o corpo emocional poderia ser chamado de elemental.

Se o instinto de liberdade e abandono do controle for satisfeito, o senso de entidade cresce na proporção da medida e frequência da indulgência emocional.

Sob condições de devassidão, essa consciência de massa torna-se cada vez mais capaz de resistir ao controle egoico e de influenciar as ações do corpo físico através do cérebro e do plexo solar.

O elemental então se torna muito poderoso, e o homem parece como se estivesse sendo tentado e impelido continuamente por uma influência externa.

O uso ideal do corpo astral parece ser meramente o de veículo para a expressão dos tipos mais elevados de emoção, e para proporcionar condições nas quais o ego possa se manifestar no nível físico.

Sem um corpo astral saudável, a linha de comunicação egoica, ao deixar o plano mental, seria perturbada, distorcida e, a menos que o ego fosse muito poderoso, dissipada pelas poderosas correntes da atmosfera astral.

O corpo astral atua, assim, como um invólucro protetor para as linhas de força que viajam entre o ego e o cérebro.

Muitos distúrbios nervosos físicos resultam do funcionamento imperfeito do corpo emocional.

Há uma tendência geral de sobrecarregar as emoções na busca incessante de excitação e prazeres estimulantes, o que é uma das características das condições do pós-guerra.

Até certo ponto, isso fortalece o elemento emocional, mas, além desse limite, a tensão rompe tanto os nervos que transmitem os sentimentos quanto o mecanismo do corpo astral no qual eles primeiramente surgem.

Há uma grande necessidade de relaxamento e equilíbrio para superar os resultados do ruído e da busca inquieta por prazer e novos meios de excitação que é comum nos dias de hoje.

Sem eles, sérios danos serão causados à constituição humana, e o desenvolvimento da raça será atrasado.

A geração vindoura sofrerá inevitavelmente pelas condições de vida da geração atual.

Para funcionar perfeitamente, o corpo emocional deve ter sido privado de todo poder de iniciar sentimentos e ações, deve ser capaz de quietude absoluta e ter-se tornado praticamente incolor e translúcido.

Idealmente, somente o ego deveria ter o poder de produzir ação nos três mundos e mudanças nos corpos da personalidade.

A cor só deveria aparecer nos corpos mental e emocional quando o ego os utiliza para expressar sua vontade, sua compaixão e seu amor, e suas atividades intelectuais.

Como afirmado no Capítulo VIII, os veículos pessoais devem, em última instância, tornar-se meros instrumentos do ego, perfeitos em tom e poder de resposta, pois somente assim o templo humano pode tornar-se uma morada adequada para o Deus nele consagrado.

CAPÍTULO VI

O ESTUDO DA VIDA DESENCARNADA E ALGUMAS COMUNICAÇÕES

Investigações sobre as condições da existência desencarnada podem ser feitas por meio da clarividência e da clariaudiência.

A clarividência permite ao estudante ver as pessoas e os lugares, as paisagens e os habitantes não humanos do mundo emocional para o qual o homem passa após a morte.

A clariaudiência permite-lhe receber informações de tais seres desencarnados que, após cuidadoso exame, ele se sente capaz de confiar.

Tais investigações podem ser feitas enquanto se está no corpo, e em plena posse das faculdades físicas; não há necessidade alguma de mediunidade, condições de transe ou sono.

Na verdade, o estudante de ocultismo é seriamente advertido contra quaisquer métodos que exijam a cessação da plena consciência e da percepção intelectual para obter contato com o invisível.

O médium, por outro lado, está inteiramente à mercê de tais inteligências às quais permite fazer uso do seu corpo.

Ele é totalmente incapaz de examinar seus visitantes invisíveis, ou de aplicar a mente racional às comunicações que recebe enquanto está em estado de transe.

O mundo pós-morte contém muitos tipos de seres em todos os estágios de desenvolvimento.

Há vagabundos, ladrões, salteadores e assassinos, tanto desencarnados quanto encarnados.

Multidões de espíritos da natureza vivem ali, e alguns deles são cheios de travessuras.

Eles se deliciam em enganar os incautos representando o papel de humanos desencarnados.

Eles obtêm grande divertimento da aceitação cega que seus esforços de imitação e representação frequentemente obtêm.

Se as armadilhas que cercam aqueles que seguem tais métodos devem ser evitadas, é preciso desenvolver o poder de examinar tanto as condições quanto as pessoas do mundo emocional com o mesmo desapego e imparcialidade com que um explorador examina um novo país ou um cientista examina um espécime botânico ou anatômico.

A compreensão completa de qualquer plano da Natureza não pode ser obtida a partir do nível desse plano.

Nenhum peixe, mesmo que dotado de inteligência suficiente, poderia estudar o elemento água, pela simples razão de que não pode existir e funcionar fora da água.

O plano emocional só pode ser estudado com precisão a partir do nível do plano mental.

O Estudante deve adquirir uma medida de autoconsciência em seu corpo mental e aprender a usar seus meios mentais de cognição.

Então ele poderá investigar os planos inferiores com completa compreensão, sem ser enganado por seus fenômenos em constante mudança, nem confundir uma condição temporária e passageira com uma característica permanente.

O nível ideal para toda investigação oculta e trabalho nos três mundos inferiores de forma é o do corpo causal.

O engano e o erro são impossíveis para o estudante cuja consciência está livre nesse nível.

Uma descrição da consciência causal é tentada no Capítulo V deste volume.

Até agora, a pesquisa nessa direção permaneceu em grande parte nas mãos de membros do movimento espírita, que publicaram um grande número de livros registrando suas descobertas sobre o assunto.

Embora reconhecendo a esplêndida contribuição que foi feita ao conhecimento humano sobre este assunto pelos investigadores, escritores e mestres espíritas, e pelas várias sociedades de pesquisa psíquica, deve-se afirmar que o estudante de ocultismo não se encontra convencido por eles, nem capaz de considerar seus métodos favoravelmente.

A experiência de primeira mão e a observação pessoal direta são as únicas que o satisfazem, e de todos os escritos sobre o assunto, ele tende a considerar a literatura da Sociedade Teosófica como a mais convincente, pois nesse campo muitos autores afirmam escrever a partir de experiência pessoal.

O estudante sério de ocultismo aborda a questão da vida após a morte com uma atitude estritamente científica de mente.

Ele sabe que nenhuma prova demonstrável de comunicação entre os vivos e os assim chamados mortos, que resista a testes aplicados cientificamente, pode ser fornecida.

No entanto, ele acredita na vida após a morte e na possibilidade de comunicação entre seres encarnados e desencarnados.

Seus métodos de investigação são diretamente opostos aos do espiritualista.

Seu conhecimento é o resultado da experiência pessoal, e não de segunda ou mesmo terceira mão, como deve ser o caso quando um médium, guia e inteligências intermediárias são empregados para fins de investigação.

O estudante de ocultismo acredita que tais métodos, mesmo em seu melhor estado, não podem possivelmente produzir evidências que resistam ao teste da investigação científica.

Os enlutados e desamparados podem, e sem dúvida o fazem, obter satisfação, conforto e consolação por esses métodos, e por essa razão muitos milhares devem uma dívida de gratidão ao espiritismo; além disso, deve-se admitir que um dos ataques mais eficazes contra o materialismo do século passado foi feito por métodos espiritualistas.

Por mais valiosos que esses métodos possam ser desses pontos de vista, eles não parecem ser adequados à pesquisa científica.

Examinemos as alegações do espiritualista, feitas em apoio à sua crença na continuidade da vida e da consciência após a morte, e na possibilidade de comunicação entre vivos e mortos.

Ele diz, na melhor das hipóteses, que através do guia de um certo médium — reconhecidamente uma pessoa da mais alta moralidade e de escrupulosa honestidade, que nunca o havia encontrado nem ouvido falar dele antes — recebeu uma comunicação sobre assuntos dos quais apenas uma outra pessoa no mundo tinha conhecimento, e dos quais o médium não poderia possivelmente ter tido ciência.

Além disso, ele afirma que a outra pessoa estava falecida, e que o guia, falando através do médium, deu seu nome ou iniciais, como o verdadeiro comunicador do invisível.

Mais tarde, talvez, esse próprio indivíduo usasse o corpo do médium, exibisse certos trejeitos peculiares de maneirismo e traços de caráter que lhe eram pessoais, e comunicasse material adicional que só era conhecido pelas duas pessoas envolvidas — o falecido e seu amigo vivo.

Ele afirma que tais demonstrações têm-se multiplicado indefinidamente e, de fato, são a experiência comum de praticamente todo espiritualista.

Um evento como o aqui descrito é, sem dúvida, surpreendente, capaz de abalar a confiança do mais endurecido cético e de introduzir uma predisposição favorável à aceitação na mente mais imparcial.

Contudo, é a tese do ocultista que isso não contém evidência sobre a qual uma opinião pudesse ser justamente baseada.

Há muitos fatos que podem ser aduzidos em apoio a essa afirmação algo drástica.

Dois ou três serão suficientes para indicar razões da não confiabilidade dos métodos espiritualistas como guia para a verdade nesta questão.

Primeiramente, uma clarividência ou telepatia levemente desenvolvida, e um razoável dom de imitação, permitiriam facilmente ao médium extrair a informação da memória do consulente e dar uma imitação razoavelmente boa do modo de seu amigo.

Em segundo lugar, supondo que o médium não possua nenhum desses dons, está bem ao alcance de qualquer entidade descarnada que possa estar nas proximidades, ou de alguém que possa ter-se ligado ao médium como "guia", obter a informação e imitar o falecido através do corpo em transe do médium.

O estudo clarividente dos processos reais da mediunidade revela o fato de que isso é muito frequente, embora nem sempre, o caso.

Segue-se, portanto, que por mais conclusiva que tal manifestação pareça ser, ela nunca é confiável, nunca é digna de crédito, a menos que o próprio consulente possa ver o verdadeiro comunicador.

Se ele puder fazer isso, então toda necessidade de um intermediário desaparece, pois a comunicação pode ser feita diretamente, e em plena consciência de vigília.

Se, então, o poder de visão do vidente for de uma ordem suficientemente hábil para impedir que ele seja enganado por um conjunto de circunstâncias semelhante àquelas que descrevi — e isso é bem possível — então ele obteve para si mesmo a prova da vida após a morte.

Este é o ideal do ocultista, para quem nada menos do que tal prova pessoal direta é conclusivo.

Há um grande abismo fixado entre informação de segunda mão e conhecimento de primeira mão.

Apenas este último é capaz de resistir a todas as provas e permanecer inabalável.

Qual é, então, o método do ocultista? Em suma, é o desenvolvimento e o uso de seus próprios poderes inatos de vidência, por métodos como os descritos no último capítulo deste livro.

Assim como o ato da existência tridimensional jamais pode ser demonstrado a um ser bidimensional, a vida descarnada jamais pode ser demonstrada a um ser na carne.

Se, no entanto, postularmos que o ser bidimensional possui uma extensão tridimensional de si mesmo, da qual não tem consciência alguma, e que ele é, na realidade, um ser tridimensional que, no estágio atual de sua evolução, está usando apenas a consciência bidimensional, enquanto seu poder tridimensional jaz adormecido ou latente, então se seguirá que, em seu estado normal, ele não pode de modo algum compreender a existência tridimensional; ele só pode observar suas manifestações bidimensionais, e estas são tão imperfeitas e parciais que nenhuma evidência conclusiva pode surgir de seu estudo.

Haverá sempre o grande desconhecido e incognoscível por trás, por assim dizer.

Ele pode tentar estudar esse desconhecido através do conhecido, pode aprender muito do que é interessante, até mesmo valioso, mas nada de conclusivo pode jamais emergir; os fatos reais jamais podem adentrar sua mente bidimensional.

Suponhamos ainda que seja possível que a porção tridimensional latente desse ser seja despertada prematuramente, e que seu desenvolvimento seja forçado, pela aplicação de leis conhecidas, assim como um horticultor força uma planta.

O ser bidimensional tornar-se-á então capaz de observar fenômenos tridimensionais.

Gradualmente, à medida que aperfeiçoa sua capacidade de funcionar no mundo tridimensional, ele poderá encontrar e estudar seus habitantes em termos de igualdade.

Sob essas condições, torna-se possível para ele obter conhecimento conclusivo por si mesmo.

Mesmo assim, ainda seria totalmente impossível para ele demonstrar seu conhecimento de forma conclusiva a outros que não possuíssem seus poderes de investigação.

É por essa razão que se afirma que nenhuma prova demonstrável da vida após a morte pode jamais ser dada por ou através de uma pessoa a outra.

O testemunho de toda a humanidade, do princípio ao fim, acerca das glórias do pôr do sol jamais pode ser prova para um homem cego de nascença.

Somente quando ele tiver aberto os olhos e tiver visto por si mesmo, poderá saber.

O ocultismo ensina que todo homem possui um veículo de consciência e órgãos apropriados de cognição por meio dos quais pode adentrar e estudar os mundos invisíveis e as inteligências que neles habitam; se ele despertar e os utilizar, poderá então aplicar testes científicos aos problemas da vida após a morte e à suposta comunicação espiritual.

A única prova satisfatória e definitiva de sua existência é aquela aplicada pelo ocultista treinado.

Utilizando conhecimento e experiência seculares, ele desdobra e aprende a usar as faculdades necessárias.

Ele desperta a vidência latente, da qual todo homem é herdeiro, e por seu intermédio é capacitado a explorar as regiões além do portal da morte.

Não é este o lugar para tentar uma exposição completa dos resultados de tais investigações, embora breves registros sejam dados neste volume; pode-se dizer, contudo, que o Conhecimento assim obtido coloca a morte em seu devido lugar como um incidente que marca a transição da consciência humana de um plano de manifestação e crescimento para outro, e que difere do sono apenas por ser a mudança permanente.

Durante o sono, entramos temporariamente no mundo pós-morte e ali encontramos nossos amigos e parentes falecidos sempre que o desejamos.

Na morte, juntamo-nos a eles permanentemente, até que chegue o momento para nós ou para eles de passar ainda mais adiante para o próximo estágio no ciclo de vida e desenvolvimento.

Ao final de cada ciclo de vida, o homem se retira da existência manifesta ativa e passa por um período no qual todas as experiências e faculdades resultantes do ciclo que acaba de se fechar são convertidas em capacidades e caráter.

Quando esse processo se completa, um novo ciclo se abre.

Novamente ele desce aos mundos manifestados e nasce de mulher, para completar mais uma vez uma peregrinação através da matéria, desenvolvendo ainda mais as faculdades que já possui e, ao mesmo tempo, adquirindo novos poderes e novos conhecimentos.

Assim, ele acumula para si aqueles "tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem corroem". (São Mateus, vi, 20.)

No fim, todas as lições são aprendidas, todos os poderes são desdobrados e todo o conhecimento é adquirido.

Então a saída cessa, pois não há mais necessidade de experiência na carne.

Novos campos de evolução se abrem diante do homem aperfeiçoado, picos mais elevados devem então ser escalados, poderes mais amplos devem ser alcançados.

Para esses, nenhuma forma terrena é necessária, pois "ao que vencer, eu o farei coluna no templo do meu Deus, e ele não sairá mais". (Apoc. 12.) [Os itálicos são meus.— Autor.]

Com estas observações explicativas, podemos agora prosseguir ao exame dos registros de tentativas de estudo da vida desencarnada.

A Vida Humana Após a Morte.

Caso C do Capítulo III.

Investigado algumas semanas após a morte.

Um grau muito razoável de autoconsciência no nível emocional havia sido desenvolvido antes da morte.

Como as capacidades emocionais não eram de modo algum prejudicadas por problemas de saúde, seu ego havia dedicado atenção ao desenvolvimento do corpo emocional por alguns anos durante a vida terrena, de modo que o paciente gradualmente se tornou mais consciente no corpo emocional do que no físico.

O ego percebeu que, no processo de pagamento de dívidas cármicas passadas, o corpo físico se tornaria um veículo cada vez mais difícil através do qual trabalhar e crescer.

A consciência emocional era muito vívida durante o sono, e durante as últimas semanas de vida física o ego estava gradualmente transferindo sua consciência do nível físico para o emocional.

Quando a morte efetivamente ocorreu, a personalidade recebeu pouco ou nenhum choque; na verdade, o paciente mal percebeu a mudança.

Um curto período de sono seguiu-se à ruptura do cordão, após o qual o rapaz retomou as ocupações em seu corpo emocional às quais se havia acostumado durante o sono físico.

Ele gravitou naturalmente para aquela região do mundo pós-morte que os espiritualistas chamam de Summerland.

Ele se encontra entre cenas belas de natureza pastoril, com montanhas e vales, e uma profusão de flores silvestres.

O estado de sua consciência varia consideravelmente.

Ele tem estados de depressão e saudade da companhia física de sua família.

Ele os vê, juntamente com o ambiente de seu lar, razoavelmente bem, mas se vê incapaz de impressioná-los com a sensação de sua presença, embora tenha tentado mais de uma vez fazê-lo. Infelizmente, em uma ocasião em que retornou ao lar, testemunhou uma expressão de profunda dor por parte de sua mãe.

Sua tristeza a havia dominado, e ela se entregou às lágrimas.

Essa experiência o afetou profundamente, e lançou uma sombra sobre ele por vários dias, excluindo-o do mundo luminoso no qual ele havia "nascido". Em contraste com sua dolorosa vida física e a dor da separação, sua vida na paisagem anteriormente descrita é brilhante e alegre em extremo.

Há algo quase passarinho na maneira como ele se regozija com as belezas da Natureza, a pureza do ar, e sua recém-descoberta liberdade da prisão da carne.

Aqui, ocasionalmente, os pais vêm até ele à noite, mas vêm vestidos de preto — símbolo do luto e da falta de compreensão do fato de que a morte é, na realidade, um nascimento para um mundo superior e melhor — e levará um tempo considerável até que sua filosofia lhes permita superar o luto.

Eles o encontram, no entanto, assim como também algumas das crianças, sendo estas últimas muito mais brilhantes e, portanto, mais capazes de adentrar a esfera em que ele se encontra.

Em certo sentido, a encarnação física foi um pesadelo para ele; ele pertence por natureza a uma vida pastoril em meio aos pássaros, aos animais, aos peixes e às flores, com todo o senso de liberdade e felicidade idílica que tais associações produzem no verdadeiro amante da Natureza.

Durante a vida terrena, ele viveu no East End de Londres; portanto, a sensação de libertação é muito grande, e parece que, tendo pago a dívida cármica física, um progresso considerável será feito durante a nova vida.

Ele parece ter deixado para trás todo vestígio de sua doença física, embora a consciência ainda tenha o hábito de esperar encontrar um cérebro embotado e uma cabeça pesada.

Estes estão, até certo ponto, presentes por repercussão em algumas ocasiões.

São inteiramente ilusórios e desaparecerão gradualmente à medida que a memória deles se desvanece.

Há uma mancha opaca na cabeça astral, e ao longo da coluna astral, que é o resultado de um prana mal circulante durante a vida terrena; quando ele se esquecer completamente de si mesmo, estas não terão efeito algum sobre sua liberdade de ação ou pensamento, e serão gradualmente substituídas por matéria astral saudável.

O ego parece ser bastante avançado em algumas direções, e alimenta a possibilidade e a esperança de um retorno à encarnação terrena sob circunstâncias muito mais favoráveis num futuro não muito distante.

Enquanto isso, o menino está, na maior parte do tempo, notavelmente bem e feliz, e tem os amigos e companheiros de brincadeiras de que necessita; alguns deles ele já havia encontrado durante o sono, de modo que nunca houve solidão sob esse ponto de vista.

À medida que seus pais aprendem a descartar sua dor pessoal e a se concentrar inteiramente na bendita libertação e na vida feliz que é a dele, assim se aproximarão mais dele, e ele deles; assim também se tornarão o apoio e a ajuda para ele em sua nova vida, o que somente os pais podem ser. Quando essa mudança estiver completa, a vida familiar será retomada, a única diferença sendo que será expressa durante a noite, em vez de durante o dia.

É interessante notar a presença de anjos e espíritos da natureza na região para a qual ele foi, e sua capacidade de vê-los e conversar com eles; de fato, ele fez amizade prontamente com certos membros do reino aéreo.

As orações muito sinceras de seu pai e de sua mãe, também, o cercaram de belas formas-pensamento que se assemelham aos anjos mais ortodoxos da fé cristã.

Ocasionalmente, os espíritos da natureza de ordem superior entrarão em uma dessas formas-pensamento e, ao vivificá-la, acrescentarão à força de oração pela qual ela foi originalmente criada e inspirada.

Apesar da presença de todos esses belos companheiros, ele escolhe passar grande parte de seu tempo sozinho, pois parece ser muito "um por si mesmo". Ele vagueia continuamente pelos pequenos riachos, colhendo as flores, cheirando-as e perscrutando suas profundezas a fim de ver a formação interna das flores; ele emprega esse sentido da natureza, com o qual é consideravelmente dotado, para obter uma compreensão do mecanismo de seu crescimento e formação.

Às vezes, ele se deita em prados ensolarados, escondido na grama orvalhada, cantando para si mesmo e observando as nuvens brancas navegarem lentamente pelo céu azul.

Nessas ocasiões, em seu ambiente verdadeiramente natural, ele é extraordinariamente feliz, e quando, com o passar do tempo, a dor da separação cicatrizar, essa será sua condição normal por muitos anos.

Neste mundo de frescor e beleza, ele continuará a encontrar aqueles de seus parentes que conseguem alcançá-lo à noite, mas a participação e o gozo deles nesse mundo dependerão em grande medida de sua capacidade de entrar no amor pela Natureza e no espírito de adoração impessoal e desinteressada de sua beleza, que é característico do menino.

Deve-se lembrar que, em todos os casos de ambientes pós-morte, o entorno em que uma pessoa se encontra é, em grande medida, uma expressão objetiva da própria natureza do indivíduo.

(1) A Condição Pós-Morte de um Ministro Unitário erudito e espiritualmente inclinado que morreu de tuberculose ainda jovem.

C.M., que morreu muito recentemente, aparece como se ainda estivesse vestido com as roupas escuras que usava na Terra.

Ele parece mais alto do que quando estava na carne.

Toda a sua postura é a de um homem completamente seguro de si, e sua atitude é de certeza e autodomínio.

Sua expressão é destemida, livre, como a de alguém que já é mestre do mundo em que vive.

Seus olhos são grandes e brilhantes, e seu olhar é poderoso.

Ele dá uma impressão muito maior de determinação, força e capacidade suprema do que era o caso na Terra.

É um homem que descobriu que sua filosofia de vida, sob a grande prova, mostrou-se, no essencial, sólida e bem fundamentada.

Ele diz: “Foram dois dias antes que eu percebesse o que havia acontecido, e só então me dei conta do brilho da grande luz, como se eu tivesse despertado subitamente sob uma luz solar excepcionalmente intensa; ainda assim, nem mesmo então percebi o que ocorrera.

Várias pessoas desconhecidas estavam ao meu redor, e o ambiente era estranho.

Após pouco tempo, disseram-me a verdade, e quando a compreensão veio, meu primeiro sentimento foi de intensa decepção; havia tanta coisa que eu esperava realizar. Esse sentimento desapareceu desde então, pois ainda sou um pastor, com uma paróquia mais ampla e um rebanho maior do que jamais sonhei, e um ministério de nova ordem se abriu para mim. Estou me preparando para um trabalho ainda maior, pleno de grandes promessas.

“A diferença entre os dois mundos não é tão grande quanto eu esperava.

Na verdade, levando-se em conta a perda do corpo, o ambiente não é dissimilar, mas a mudança é mais marcante na mente, que é poderosamente afetada pela sensação de liberdade e capacidade, pelo poder de concretizar ideias e ideais na prática, pelo amplo alcance, pela maravilhosa extensão e pelo vasto acervo de conhecimento aqui disponível.

Os resultados de uma semana de estudo na Terra podem agora ser alcançados em uma hora.

A oração e a meditação tornam-se processos científicos, cujos resultados são objetivamente visíveis à medida que são produzidos.

“O reconhecimento de velhos amigos é instantâneo e inequívoco.

Geralmente, a primeira pessoa que se vê é um ente querido que partiu antes e que, vendo a dissolução iminente, aguarda em prontidão para saudar e acolher o recém-chegado.

A alegria desses encontros é muito grande e serve para desligar a mente da dor da libertação.

Em seguida, geralmente levam-nos para longe da cena, a um lugar de quietude onde o reajuste pode ocorrer.

Fui recebido por várias pessoas assim que despertei, o que se deu cerca de catorze horas depois de eu ter me desprendido inesperadamente do corpo; uma das principais pessoas era meu pai, e descubro que não é necessário que aqueles que saúdam o recém-chegado estejam mortos, pois frequentemente ainda vivem na Terra.

Muitas das pessoas que frequentam o colégio em que agora trabalho possuem corpos físicos e vêm até nós durante o sono, quando se faz um esforço para lhes transmitir ideias para seu trabalho na Terra.”

“Pessoalmente, trabalho mais entre os vivos do que entre os mortos, embora alguns dos grupos estejam permanentemente libertos.

É uma grande obra, cheia de imensas possibilidades, mas os trabalhadores experimentados são demasiado poucos. Ensinamos por palestras, demonstrações e também por visualização objetiva do pensamento.

Frequentemente, os locais reais em estudo são visitados.

Um dos principais objetivos é permitir que os estudantes compreendam o fato de que a história antiga e os eventos modernos fazem parte de um único todo, e que todos os eventos na vida das raças passadas desempenharam um papel na produção das condições presentes, que, por sua vez, só podem ser claramente compreendidas desse ponto de vista.

A tendência na Terra é tornar os estudos do passado e da vida de outras nações demasiado isolados; para serem compreendidos, devem ser vistos como um todo.

Assim, essa ideia da unidade da vida é aplicada à lei dos ciclos, a fim de que os eventos de hoje possam ser vistos como repetições em escala superior do passado, e tratados a partir desse ângulo.

História e sociologia são meus dois principais assuntos neste momento, e abrangem praticamente todo o campo dos meus estudos anteriores, mas são tratados de maneira muito mais ampla e inclusiva do que é habitual na Terra.

Eu palestro e demonstro; conduzo grupos e treino indivíduos.

“A natureza e o método de nossos estudos são muito diferentes dos usados na Terra.

Em botânica, por exemplo, somos capazes de observar os processos da Natureza, a ascensão da força vital na raiz ou na semente, e rastrear suas atividades ao longo da vida da planta; de assistir à formação real da célula e do tecido.

Se você aplicar esse princípio a objetos como biologia e antropologia, compreenderá algo da diferença de método.

“O reconhecimento das pessoas não depende do conhecimento de sua aparência física.

Existe outro modo que nos permite conhecê-las instantaneamente, qualquer que seja a forma particular. É um tipo de reconhecimento da alma por meio do qual é quase impossível ser enganado.

Encontrei todos os velhos amigos que partiram e os vejo ocasionalmente.

Torno-me, no entanto, muito absorto em meu trabalho, e isso ocupa quase todo o meu tempo.

“Meditação e oração são muito mais fáceis aqui, e completo isolamento e perfeito silêncio podem ser sempre obtidos se a mente estiver em repouso.

No início, passei a maior parte do meu tempo em meditação e não estava muito ciente do meu entorno.”

Interiormente fui iluminado por uma grande realização que só posso descrever como união com Deus, uma comunicação interior com Ele que parecia satisfazer e responder a todos os anseios espirituais da minha vida.

Ainda posso recordar esse estado, e de fato estou consciente dele o tempo todo.

Essa é uma das razões pelas quais me foi dado meu trabalho atual, que comecei cerca de dois meses após ter chegado.

É como um sonho maravilhoso que se torna realidade, muito mais maravilhoso do que jamais ousei esperar, e o sofrimento na Terra fez parte do treinamento.

"Quando estou trabalhando, fico preenchido por uma alegria vívida e uma acuidade espiritual; como se eu sempre tivesse um fio afiado em minha alma, um estado que raramente alcançava no corpo.

Posso chegar mais perto daqueles que amo na Terra em momentos de oração e meditação.

Pode ter certeza de que qualquer suposta comunicação vinda de mim é espúria.

O mundo em que vivemos está muito distante da sala de sessões espíritas e dos produtores de fenômenos.

Mesmo os estudos que têm uma base material são espiritualizados em grande medida, enquanto o motivo é totalmente purificado pela ausência de todo desejo de ganho.

A partir disso, você pode vislumbrar algo da atmosfera esplendidamente ideal em que trabalhamos.

"O local de ensino (não crie pensamentos rígidos de colégio ou universidade, pois eles não representariam com precisão os fatos) é muito mais uma atitude, um estado de espírito, do que um edifício, embora muitos que estudam aqui possam sentir a mesma separação das distrações externas que se obtém pelo uso de edifícios na Terra.

É claro que a escola tem uma posição geográfica definida para a qual os estudantes vêm receber instrução.

Quanto mais a mente de alguém está afastada de condições materiais e grosseiras, mais espiritual a pessoa é e mais ela gravita para longe das influências terrenas.

O pior tipo de pessoas ocupa um espaço num nível igual e um pouco abaixo da superfície da Terra, enquanto a pessoa comum se move numa atmosfera a alguma distância acima da superfície da Terra, assim livre do contato imediato das relações terrenas.

"Nosso trabalho é feito e a maior parte de nossas vidas é vivida na atmosfera pura dos níveis superiores, de modo que não somos perturbados pelas vibrações grosseiras e inarmônicas do mundo material, com sua necessidade sempre premente de prover os meios de subsistência.

Completamente livres dessa fonte potentíssima de dificuldade, somos capazes de prosseguir nossos estudos com uma paz que é impossível ao homem comum.

O trabalho, no entanto, nos coloca em contato muito próximo com as condições terrenas... A partir daqui, a comunicação assumiu um caráter mais pessoal e, portanto, não está incluída neste registro.

(2) Uma Alma Nobre.

Extrato da carta de Wie.

"J.S., que faleceu de paralisia aos cinquenta e três anos, era organista e regente de coro, usando seus dons apenas para a glorificação do Divino, sentindo-se nada além de um canal, um instrumento.

"Desde a mais tenra infância, foi ardente em sua fé e amor por Cristo.

Protestante, era, no entanto, aberto a todos os ensinamentos, interessado na Teosofia porque ela se tornou o interesse de minha vida e porque ele via a grande influência unificadora que possuía.

A Lei da Unidade fazia parte de seu credo.

"Ele abriu o coração de centenas por meio de seu entusiasmo, gentileza e altruísmo.

Cantar sob sua direção era participar de um serviço religioso.

"Ele era um excelente pedagogo, amante das crianças e dos anjos, sendo ele próprio uma criança feliz, um ser de alegria e luminosidade..." A investigação clarividente mostra que J.S. tinha plena medida de autoconsciência fora do corpo antes de morrer e estava bastante acostumado às condições do plano emocional.

Ele gravitou para os níveis superiores desse plano e já está livre de quase todas as dificuldades que os primeiros anos de vida ali geralmente apresentam.

Sua natureza é singularmente pura e idealista.

Ele entrou em um nível de consciência onde está em contato com a alma da música.

Poder-se-ia dizer que ele entrou no reino da música e nele habita.

Ele está cercado pelas ideações da música, mais do que pelo som, e, como resultado, está construindo um grande conhecimento musical para vidas futuras.

Sua consciência está atualmente saturada de música; ele vive na e com a própria essência da música, cercado por harmônicos divinos e coros de anjos cantando e tocando instrumentos celestiais.

Ele está no centro de um mundo de música no qual suas aspirações como compositor, regente e artista são plenamente satisfeitas.

Ocasionalmente, ele deixa esse mundo para desfrutar das belezas da Natureza, tal como se manifestam nos níveis superiores do plano emocional.

Aqui, ele encontra sua esposa durante o sono dela, e juntos desfrutam do mundo no qual ele entrou.

Ele tenta atraí-la para o mesmo contato íntimo com a alma da música que ele próprio alcançou.

Provavelmente, ele está no limiar do Devachan,27 e ocasionalmente nele adentra, mas ainda não se retirou permanentemente da consciência objetiva.

O vínculo entre marido e esposa é muito estreito; ele frequentemente a acompanha à igreja e está ao seu lado no lar.

Ele possui uma personalidade distintamente dupla.

Em uma, ele é o compositor e idealista musical, vivendo no reino da música; na outra, é um marido muito bondoso e caseiro, com intenso amor pela esposa e pelas coisas belas da vida.

Ele tende a viver cada vez mais na consciência da primeira dessas personalidades.

É um ego bastante avançado, com vínculos distintos com os líderes da raça humana, embora, como artista, tenda a seguir o caminho místico em vez do oculto para a união.

A morte lhe causou pouco ou nenhum sofrimento, e ele de modo algum perdeu a companhia de sua esposa.

Ele a vê à vontade durante o dia, e compartilham as vidas um do outro à noite.

Tudo está de fato bem com ele.

(3) Um Quaker.

Uma comunicação recebida de um devoto Quaker algumas semanas após sua morte por insuficiência cardíaca; alguém que também era um estudante avançado e trabalhador da Teosofia.—14 de maio de 1922. "Durante os últimos dias antes de deixar o corpo e desde então, tenho estado envolto em uma grande luz como uma nuvem de fogo.

Ela me impediu de sentir quaisquer sensações corporais tanto antes quanto durante minha passagem, e me manteve em um estado de exaltação e alegria por três dias depois.

C. (sua esposa, que ainda está viva) e as crianças subiam até mim na nuvem todas as noites quando seus corpos dormiam, e entrávamos em um estado de glória inefável.

'O Mestre estava presente, e Ele brilhava em meio à glória com uma luz ainda maior.

Ele me sustentou e apoiou. Ainda resplandeço por dentro e por fora, com o poder do Fogo divino no qual fui banhado.

Ele parecia alcançar até os céus acima e descer à terra abaixo.

Se eu me movia, ele se movia comigo. Não podia ver o exterior dele, mas via muitas pessoas dentro dele. Esta nuvem era como a coluna de fogo que guiou os israelitas pelo deserto, e era o símbolo de uma grande realidade.

A vida aqui é alegria, alegria inexprimível para mim.

'Ainda não me estabeleci devidamente.

Não me acostumei com a maravilha disso e com o esplendor da minha passagem, que foi completamente livre de toda dor ou medo.

Estou pleno de vida, como se um suprimento inesgotável estivesse jorrando em mim. O mundo físico é um lugar pobre na melhor das hipóteses, e é difícil não desejar que todos vocês estivessem aqui.

De onde estou, posso ver claramente que a vida de todos é guiada e que todas as nossas ansiedades são desnecessárias.

As coisas não podem realmente dar errado com as boas pessoas, pois elas apenas farão o trabalho que está diante delas e deixarão o futuro nas mãos de Deus.

Você não vê Deus aqui, mas sabe que Ele está incessantemente em ação.

Você vê e sente os efeitos e conhece a Causa.

"A influência dos grandes Mestres28 está presente em toda parte.

Você os encontra por trás de todo bom movimento, não tanto como Pessoas ou como Indivíduos, mas como Oficiais.

Há muito mais Mestres aqui do que no plano físico, e eu já me juntei a uma banda que contém mais de Um.

Diga à minha esposa que o Uno que adoramos juntos é o Uno a Quem ambos pertencemos.

"Estou tão elevado que a contenção é insuportável quando toco a vossa terra através de vós.

Ninguém na terra sabe o que é a vida; tal realização é impossível no corpo físico.

Sente-se como uma bolha que sempre sobe à superfície da água e só é mantida submersa pela pura força de vontade.

C. [a esposa] também sobe à superfície da água, à noite, e a verdadeira C. vive lá eternamente.

Por fim, encontrei-a, a verdadeira C. com o verdadeiro eu, e aqui estamos continuamente juntos.

"As crianças verão a vinda do Senhor muito em breve; este lugar está todo em alvoroço com os preparativos para a Sua vinda29, como uma grande cidade sendo purificada e preparada para a passagem do Rei.

A beleza e a maravilha dos Mestres e do Mestre dos Mestres são maiores do que podeis sonhar, e como a Paz Deles, excede todo o entendimento.

Todos os Mestres agirão juntos como um todo na Sua Vinda, que será maior do que tudo o que já aconteceu antes.

Ele criará um novo Céu e uma nova terra para milhares de pessoas.

"Uma das coisas que mais me impressiona aqui é o reino angélico.

Seus números são como as estrelas, e eles conversam por meio de suas auras.

A presença de um grande anjo oblitera tudo o mais, como se ele preenchesse o céu de horizonte a horizonte." Comunicação adicional um mês depois, na presença de sua esposa.

Por ocasião de sua visita anterior, F.R. ainda estava fortemente sob a influência da exaltação de consciência que lhe veio no momento de sua passagem.

Ele parecia estar tão cheio de energia espiritual e tão elevado que apresentava uma aparência totalmente anormal.

Desta vez, ele tem suas forças interiores sob controle, e a gentileza e a quietude de maneiras que o distinguiram na terra agora se expressam em grau marcante.

Sua presença nos foi dada a conhecer primeiramente por uma vibração suave e um espírito de quietude e afeição que pervadiu o aposento em que estávamos sentados.

Parece que ele gravitou para uma condição incomumente interior, e está inteiramente livre das limitações da terra, bem como dos níveis inferiores do mundo pós-morte.

Em aparência, ele é exatamente como era conhecido na terra, até mesmo na semelhança das vestes de um tecido azul-escuro.

Seu rosto resplandece com uma felicidade, uma serenidade, uma ausência de preocupação e um senso de certeza além de qualquer coisa possível na carne, mesmo durante os dias de sua maior felicidade na terra.

Sua aura apresenta três colorações principais dispostas aproximadamente em camadas; rosa-rosado junto à forma, depois o verde-pálido de um céu vespertino que se esbate em um amarelo brilhante e radiante, além do qual radiações semelhantes a faíscas fluem por uma distância considerável.

Ele é um homem notável onde quer que vá.

Seu contato com a terra é mantido principalmente por causa de sua família; mas mesmo com eles é apenas o toque mais leve, o contato real sendo no plano da consciência eugóica, e não no da forma ou do sentimento.

Ele diz: "Estou com as crianças na maioria das noites, mas não todas as noites. C. geralmente vem junto, mas nem sempre, pois ela também tem muito trabalho a fazer. Ela é uma pessoa bem diferente aqui, e dificilmente se reconheceria.

O corpo faz muito mais diferença do que eu jamais imaginei.

O cérebro, por condições hereditárias, altera a personalidade, e quase todas as limitações se devem a ele. C. realiza a maior parte de seu trabalho espiritual e oculto à noite.

Grupos de meditação e estudo são realizados aqui, e ela pertence a um deles.

Os membros se reúnem antes de começarem seu trabalho noturno; as crianças apenas brincam e se divertem...

[Aqui se segue muita informação pessoal concernente ao caráter e ao futuro das duas crianças.] ...Não é apenas a forma que se modifica ao passar da terra, mas, muito mais, a mente.

É como estar livre após o confinamento em uma cela de prisão.

Pode-se facilmente estar ciente em vários lugares ao mesmo tempo, e não há tanto deslocamento quanto se poderia supor, pelo menos deste nível.

"A atenção do Mestre é como um amplo feixe de luz, e nesse feixe Seus servos vivem, vendo as coisas com Sua luz e fazendo Sua vontade.

Embora experimentem limitações externas, têm uma ampla gama de expansão interior aberta para eles.

Enquanto nossa vontade estiver entregue a Ele, estamos dentro de Sua luz.

Quando pensamos em nós mesmos, é como se saíssemos do feixe."

Embora a atenção do Mestre esteja distribuída por uma área enormemente vasta, Sua concentração em qualquer porção dela é muito mais intensa e vívida do que qualquer coisa que possamos alcançar, e isto é em parte o segredo do poder dos Mestres.

Parte dessa vividez de consciência, que é uma característica proeminente Deles, é compartilhada por todos aqueles que trabalham para Eles.

"Eu não percebia anteriormente até que ponto a consciência Deles está concentrada sobre nós. Creia-me, Eles conhecem intimamente cada um de nós que tenta servi-Los.

Eles cuidam de nós, tanto na carne quanto fora dela, com um amor que é ao mesmo tempo paternal e maternal e que de fato excede o entendimento.

Eu sempre pensei que estava sendo guiado, mas agora sei que estava, mais do que jamais percebi.

Ninguém que Os ama precisa ter o menor medo em sua vida terrena; Eles conhecem todos os Seus seguidores, mesmo que estes somem muitos milhares que foram reunidos ao longo de muitos séculos.

Um Deles tem uma escola nos planos internos onde Ele e Seus pupilos ensinam.

A esta escola pertencem muitas pessoas, que dela obtêm a inspiração para seu trabalho.

Todo o trabalho feito pela causa é conhecido e registrado.

"ALEGRIA é a nota-chave de toda vida, assim como o amor.

A afinidade entre as almas é tão estreita que penso que deve haver uma unidade em algum lugar muito elevado. Algumas almas são tão próximas que parecem brotar da mesma unidade espiritual." A comunicação encerrou-se com referências pessoais, que são omitidas.

COMUNICAÇÕES ANGÉLICAS

(1) Uma Experiência de Guerra de ajuda angélica em tempo de necessidade — O que se segue é um relato de contato durante a Guerra com um anjo ligado a uma igreja de aldeia na França.

A igreja era dedicada a São Martinho de Tours, e uma forte forma-pensamento daquele Santo foi usada pelo anjo da igreja como veículo através do qual trabalhar.

Esta forma foi construída na consagração da igreja, e foi sem dúvida usada pelo Santo para manter contato com a igreja que lhe foi dedicada.

O Santo em si não estava presente continuamente em própria pessoa, mas a existência da forma-pensamento permitia-lhe continuamente derramar sua benéfica influência sobre sua igreja e congregação.

Um anjo também estava ligado à igreja, e evidentemente usava a forma de São Martinho como algo familiar ao povo e como especialmente apropriada à ajuda que ele deu ao autor quando soldado; pois São Martinho era ele próprio um soldado e amigo dos soldados.

Provavelmente foi uma combinação de sua própria influência com a do anjo que ajudou tanto em um momento de grande necessidade.

O relato é apresentado na forma em que foi escrito, pouco tempo após a ocorrência que descreve.

Os tanques, como muitos outros instrumentos de guerra, expressam-se em grande parte por ruído e movimento.

Dentro do tanque, a primeira característica é predominante; fora dele, a segunda.

Para aqueles que aprenderam a amar o silêncio, eles não são os companheiros mais desejáveis do trabalho diário; viver com eles, dormir dentro ou sob eles, e lutar neles por um período de dezoito meses não é a ocupação mais feliz para um amante da paz.

Quando o treinamento, a marcha ou o combate do dia termina, é costume estacionar os tanques em fila e cobri-los com lonas e redes; nessa vestimenta, eles se assemelham muito a monstros pré-históricos.

Aqueles que são ao mesmo tempo seus senhores e seus escravos lhes desejam uma "boa noite" em que o alívio se mistura — tão estranho é o coração humano — com algo de afeição.

Olhe, por exemplo, para o Dinossauro no fim da fila! Aquele é o nosso tanque, e vivemos e lutamos nele por muitos meses.

Através de suas pequenas frestas, vimos a Morte sombria espreitar ao nosso lado.

Ouvimos suas balas choverem como granizo sobre seus flancos; nós a conduzimos sobre mortais emaranhados de arame farpado, trincheiras e buracos de granada.

Canhões pesados, atolados profundamente na lama e dados como perdidos por suas tripulações, ela puxou para terra firme.

Ela trouxe de volta os feridos após muitos combates — e não a trocaríamos de bom grado por outra.

Compreendemos todos os seus pequenos hábitos e sabemos que, apesar de todo o seu peso e tamanho, ela é muito sensível e precisa de mimos e cuidados constantes; seu poder físico irresistível nos move à admiração e — sim — devemos admitir, ela tem um lugar em nossas afeições.

Ainda assim, ela chacoalha, range e retine, produzindo um inferno de ruído.

À noite, na maioria das igrejas de vilarejos na França, encontram-se silêncio, beleza e paz.

Sente-se, através das portas destrancadas, uma sensação de boas-vindas silenciosas.

Assim é com a pequena Igreja de São Martinho, no vale do Ternoise.

Entro reverentemente... parece haver aqui uma paz e uma acolhida especiais; o dia foi difícil, cansativo e muito ruidoso.

Completamente relaxado, deixo-me cair num assento.

O familiar toque de incenso ainda permeia o ar — um símbolo exterior de harmonia e pureza, e de bênção recentemente derramada.

Deve ter havido Bênção do Santíssimo esta noite; a atmosfera está tão cheia de vida, o éter tão vibrante de poder.

Quão bela é a paz desta pequena igreja de aldeia, construída na colina acima do rio e abrigada por altas árvores.

A escuridão desce rapidamente, e a pequena lâmpada diante do altar brilha apenas débilmente através da penumbra.

Os pilares elevam-se até um teto que se desvanece na invisibilidade.

Que paz abençoada! Como ficam acalmados e descansados corpo e alma nesta atmosfera graciosa de oração e louvor diários! Será que existe um Anjo especial deste lugar, será que posso alcançar sua consciência e agradecer-lhe pelas boas-vindas de sua igreja? Talvez o santo padroeiro zele por seu povo aqui? Posso alcançá-lo... ou talvez a Bem-aventurada Virgem... Santa Teresinha... ou Maria Madalena...? Gradualmente, há uma mudança.

O altar aparece delineado com luz branca, o santuário vibrante de poder.

Meus olhos estão fechados, mas a visão interior—deliberadamente inibida por muitos anos de vida de guerra—está despertada e atenta.

Atrás e acima do altar, uma forma aparece—alta e impassível—um homem.

Todo vermelho, da cabeça aos pés, como se vestido em armadura carmesim.

Ele se aproxima e permanece atrás e um pouco acima de mim. Todo medo gradualmente desaparece, e uma grande alegria brota de dentro de mim. Sinto também um senso de camaradagem com ele—como se fosse meu amigo que me acolhe de bom grado em sua igreja.

O pavor do futuro próximo tem estado comigo. Em breve avançaremos novamente, e estamos realizando treinamento especial para uma nova investida na guerra de tanques.

Mas agora todo medo me deixa; sinto-me amparado, como se sua armadura estivesse sobre mim e me tornasse seguro.

Uma firme convicção me sobrevém de que tudo ficará bem, de que não estarei sozinho no Inferno que em breve terei de enfrentar... de que sairei ileso.

Não vi seu rosto claramente.

Houve uma impressão de uma fisionomia nítida, bem barbeada—de um sorriso—e senti que ele compreendia plenamente o estado de minha mente e minhas necessidades, e dava de seu poder sem reservas.

Fui interiormente fortalecido por uma força que ele evocou das profundezas de mim mesmo. Ele me deu um senso de companheirismo abençoado.

Eu o conheci, e ainda o conheço.

Em muitas noites seguintes, após o treinamento do dia terminar, voltei à sua igreja e a ele.

Muitas vezes depois usei o pensamento dele quando mais precisei, e ele nunca falhou.

Algum dia espero revisitar o vale do Ternoise e a pequena igreja na colina dedicada a São Martinho.

Espero não estar sozinho, e que nós

dois darão graças juntos, ou uma grande Luz que brilhou nas trevas—ou uma cura que veio a nervos destroçados, ou uma história que ajudou alguém que esperava ansiosamente em casa.

E pediremos uma bênção sobre aqueles que construíram a pequena igreja, e sobre o gracioso Guardião do lugar santo, que deu as boas-vindas e estendeu a mão a um Irmão mais jovem que estava encontrando seu dharma um pouco além de suas forças.

O CAMINHO DO CONHECIMENTO               (2) Um exemplo de ensinamento recebido de um anjo   "Queremos ensinar ao homem o caminho do conhecimento, para que ele aprenda a extrair das fontes ocultas de energia latentes dentro de si e, liberando as forças de sua própria divindade, torne-se um Deus.

"A humanidade esqueceu sua divindade e, esquecendo, busca fora aquilo que está dentro.

Não há possibilidade de sucesso na busca por poder e conhecimento, até que sua direção seja invertida.

O cientista, o filósofo, o explorador e o investigador devem cessar suas atividades físicas; aquilo que buscam não obedece a leis terrenas, não responde a vibrações físicas.

De natureza espiritual, sua presença só pode ser registrada no cérebro do buscador, depois que sua mente, seus sentimentos e seu corpo forem mergulhados em um profundo silêncio, uma quietude tão completa que as elevadas vibrações dos mundos espirituais possam alcançar o ouvido interno.

Os órgãos mais sutis do cérebro—adormecidos por longas eras, exceto por suas secreções glandulares—são os únicos instrumentos físicos por meio dos quais a busca pode ser continuada; somente com seu auxílio o homem pode ouvir, ver e medir as forças ocultas que formam o núcleo central, o coração secreto, de todos os fenômenos materiais.

"O conhecimento dessa força vital interior é o próximo passo que o buscador deve dar, seja ele cientista ou filósofo.

O meio está dentro dele; portanto, ele deve abandonar seus instrumentos externos e aprender a usar esses órgãos de cognição dentro de si mesmo, pelos quais somente pode descobrir aquela fonte de poder no coração da Natureza, que é o objeto de sua busca.

Assim, o primeiro passo deve ser uma inversão de seus métodos atuais de investigação.

Ele deve passar da observação externa para o contato a partir de dentro.

Novos órgãos de cognição devem ser postos em funcionamento; quando despertados e sob controle, nenhum segredo será ocultado, todo conhecimento será revelado.

O homem, em virtude de sua divindade, possui a capacidade das mais profundas de todas as investigações, aquela do divino por trás do material; assim como pelo material o material é conhecido, assim, pelo divino deve o divino ser descoberto.

O homem deve aprender a ver o Deus na Natureza, através do Deus dentro de si mesmo.

“Primeiro ele deve encontrar esse Deus; essa tarefa não deveria ser difícil para a mente determinada, pois esse Deus interior é seu verdadeiro eu, seu próprio eu, o ego que inspira sua vida.

A fusão do material e do espiritual, do secular e do sagrado, é a nota-chave da pesquisa do futuro.

Quando isso for alcançado, as limitações do homem material serão transcendidas e os poderes do homem espiritual serão liberados.

Com seu auxílio, sua visão pode ser telescópica ou microscópica, pode ir além do alcance de qualquer instrumento externo, por mais poderoso, por mais delicado.

Ele pode ampliar o átomo, ou examinar o menor detalhe dos planetas irmãos da Terra.

Ele pode estudar todas as coisas, passando da visão externa para uma fusão de sua mente com a Mente que o criou, a ele e a elas, e portanto conhecê-las de dentro.

A distância deixará de limitá-lo, e ele destruirá a ilusão do tamanho.

Do silêncio de seu próprio estudo, ele pode explorar tanto a superfície quanto o interior do globo, pode percorrer os espaços aéreos, visitar sol, lua e estrelas.

Com essa visão interior, os processos ocultos da Natureza podem ser observados em todos os Seus reinos; por ela, o véu que separa os vivos dos mortos pode ser afastado, e as regiões do submundo, as moradas dos bem-aventurados, e o lar eugóico do homem podem ser explorados.

“Este é o próximo passo, o futuro imediato na evolução da consciência humana e de seus órgãos de cognição.

A vontade e a mente do homem devem ser unidas, a fim de efetuar o desdobramento das mais recentes faculdades e o despertar dos órgãos no cérebro, através dos quais elas serão expressas.

Nessa direção, os esforços de cientista, filósofo, professor, estadista e sacerdote devem ser voltados.

Com seus poderes interiores despertos, cada um, em seu próprio campo, pode buscar o conhecimento e obter sabedoria, para que seus trabalhos sejam espiritualmente inspirados, e um dia mais justo amanheça no horizonte da raça humana.

“Uma nova era nascerá, na qual as faculdades da mente interior do homem serão despertadas e expressas através dos poderes recentemente desenvolvidos de seu cérebro.

Essa mente interior é o núcleo de seu ser — o coração, do qual fluem as correntes de vida que vivificam o homem externo.

A mente exterior é apenas uma casca, ou invólucro, encerrando preciosa semente; a casca deve ser quebrada, o invólucro posto de lado, antes que a semente possa crescer e tornar-se planta.

“Dentro deste centro de ilusão estão mesclados o humano e o divino; é o homem real, o princípio imortal, que persiste através das eras, o inspirador imorredouro de suas muitas vidas, a luz única que projeta mil sombras nos mundos impermanentes do pensamento, do sentimento e da ação.

Cada sombra é uma veste terrena, segue uma vida terrena e desaparece.

Com o passar dos séculos, as sombras tornam-se menos densas, à medida que a mente que forma e governa sua forma e densidade se torna cada vez mais iluminada pela luz que está por trás.

“A aceitação desta hipótese é o primeiro e essencial passo para o desenvolvimento da próxima fase da consciência humana; sua verdade e valor serão rapidamente revelados àqueles que procederem à sua aplicação prática na pesquisa científica e filosófica.

“A técnica deste novo método não é difícil de adquirir, porque é a expressão natural da fase da consciência humana na qual o homem está agora adentrando.

A faculdade da observação externa foi aperfeiçoada; o próximo passo é o desenvolvimento da capacidade de cognição interior até que um padrão similar de perfeição tenha sido alcançado.

“A cognição interior é o aspecto externo da meditação.

Portanto, o cientista deve passar da observação externa à meditação e, no estado de meditação, empregar meios interiores de cognição.

A meditação que ele empregará será a do conhecimento.

“A meditação do conhecimento revelará todo segredo àquele que aprender a arte de seu uso como instrumento de pesquisa; seu propósito é conduzir o estudante à comunhão com a mente divina, dentro da qual todo conhecimento está contido.

A consciência do Logos é representada no homem por sua mente interior, que é o núcleo de seu eu mental; sua presença assegura o futuro desenvolvimento de seu intelecto até aquele ponto em que será fundido com a inteligência universal.

Essa consumação — preordenada desde o início — será alcançada por todo homem ao término do ciclo evolutivo; um reflexo dela pode ser obtido antecipadamente por meio da meditação do conhecimento.”

“Assim como o governante dos homens descobre o significado da onipotência ao unir-se com a vontade de Deus e então é capaz de liberar o poder da Vontade Una, e o amante dos homens descobre o significado da onipresença ao unir-se com o amor de Deus e, liberando Sua sabedoria e Seu amor, é preenchido com uma compaixão divina, assim o conhecedor deve unir-se com a Mente Una se deseja descobrir o significado da onisciência e adquirir conhecimento universal.

“Vontade, amor, conhecimento, estes três são os atributos divinos no homem e constituem a promessa de sua tríplice união com Deus.

Como Adepto, ele os empregará todos; como cientista, ele começa por concentrar-se em um.

Primeiro, ele deve descobrir o ponto divino dentro de si mesmo—o centro do círculo de seu ser; então deve aprender a mover o ponto até que uma linha seja formada, e da linha um quadrado, e do quadrado um cubo, pois o cubo é o símbolo do conhecimento divino empregado para dar perfeita compreensão do universo material.

“O centro do ser do homem ocupa uma região de sua consciência um estágio além de seu princípio mental.

Para alcançá-lo, portanto, ele deve transcender as limitações do aspecto dedutivo e analítico para o aspecto indutivo e sintético de seu intelecto.

Quando esse nível superior tiver sido alcançado, ele deve, pela prática, aprender a habitar nele habitualmente, pois esta é sua verdadeira morada; no princípio em que ele habita ali, ele é imortal; nem o tempo nem o espaço podem aprisioná-lo; nem força externa de qualquer espécie pode perturbar o isolamento no qual, trilhando o caminho do conhecimento, suas pesquisas e experimentos serão conduzidos.

Em seu corpo terreno, ele é humano e governado pelas leis da vida humana e terrestre; no Augoeides, ele é divino e incapaz de erro, como de pecado; sendo divino, ele estudará do ponto de vista do criador e designer do universo, em vez do de uma porção separada do grande desígnio.

“O primeiro passo, portanto, é encontrar o caminho do humano ao divino, do mortal ao imortal, do eu separado ao Eu Uno, da tela da vida ao coração e à mente do grande Artista, ali para ver Sua visão do quadro que Ele pinta.

Pela meditação, o aspirante deve obter acesso ao aspecto sintético de sua mente, tornar-se familiarizado com essa região interior e aprender a funcionar ali com certeza e facilidade.

"A base a partir da qual ele iniciará a viagem de descoberta é a mente inferior, que deve ser treinada para a obediência instantânea à vontade; deve ser despojada de toda iniciativa, ser reconhecida como um instrumento, e empregada pela consciência como uma peça externa de aparelhagem; sem vida, salvo quando ele lhe dá vida; impotente à parte de sua vontade.

Ele deve aprender a apontá-la com precisão e concentração inabalável em qualquer direção desejada, seja para baixo, em direção aos mundos materiais, ou para cima, no espiritual; treiná-la para se tornar quieta, de modo que, como um espelho, possa registrar com perfeita precisão aquilo que incide sobre ela e refleti-lo nos órgãos especiais do cérebro, pelos quais somente o conhecimento dos mundos invisíveis pode alcançar o homem terreno.

"Antes que o olho dentro do cérebro possa ver, ou o ouvido interno possa ouvir, suas taxas vibratórias devem ser elevadas pela pureza de vida, de alimento, de ação e de pensamento.

O cientista da era vindoura não pode negligenciar o antigo ensinamento da religião concernente à cultura do corpo e da alma.

Ele deve aprender a fazer da mente, do sentimento e do cérebro um único instrumento de tom perfeito.

Os devotos que desejam adorar no santuário do conhecimento devem deixar de lado todos os prazeres terrenos que poderiam macular a beleza, a perfeição e a precisão minuciosa do instrumento.

Toda paixão deve ser abandonada, pois a paixão é uma tempestade de sentimento que destruiria a delicadeza sutil da percepção tão essencial para a pesquisa.

O alimento deve ser puro, leve, vital e livre da mancha de sangue e crueldade; a bebida, livre dos vapores do álcool; no prazer, ele deve sempre buscar a forma mais elevada de recreação.

A mais refinada música, a maior beleza e a forma mais pura de intelecto e espírito devem ser deliberadamente selecionadas, evitando tudo o que possa manchar, mesmo por um momento, os corpos que são os templos nos quais o conhecimento divino deve ser invocado.

"Ele deve meditar diariamente, buscando penetrar os muitos véus que pendem diante do santo dos santos, no qual o conhecimento divino está resguardado; com a mente concentrada, ele deve pensar seu caminho através da irrealidade e ilusão dos mundos inferiores, passando pelos fenômenos e formas que até então lhe serviram como o real, até a Fonte primordial de toda existência Que está por trás.

Todo objeto que tem vida pode servir como ponto de partida; ele pode tomar a árvore, o galho, o tronco, a folha, o inseto, o animal, a ave ou o homem, e buscar unificar a vida dentro de si mesmo com a vida que os inspira."

Gradualmente, ele aprenderá a usar os vários níveis de sua consciência livremente e à vontade; a concentrar a percepção nos planos do sentimento ou do pensamento exclusivamente, a focar seus poderes intelectuais no veículo apropriado ao conhecimento que busca.

Quando essa técnica tiver sido adquirida, ele começará a afastar o véu do templo e a se aproximar do altar do conhecimento e da verdade.

Esse véu simboliza a região do mundo do pensamento, que se situa entre a mente superior e a inferior, o homem mortal e o imortal.

O altar é o seu grande Augoiedes, o seu Eu resplandecente e eterno, onde a verdade e o conhecimento reinam para sempre.

Sentado em calma e imperturbável paz, com a vida e os corpos purificados, com a alma em repouso, que ele reúna a força de cada faculdade do corpo e da mente e as eleve para dentro de si, apontando-as como uma flecha através do centro de sua cabeça, para cima, em direção aos mundos sem forma, concentrando todo o poder do seu ser na Vontade de Saber. À medida que a prática trouxer sucesso, ele formará seus veículos inferiores como um cálice, que oferecerá sobre o altar do seu eu superior, para que seja preenchido com o vinho da sabedoria e da verdade.

À medida que o precioso líquido flui para o copo, sua mente será iluminada e sua alma revigorada.

Uma nova vida descerá e vivificará cada pensamento, palavra e ação.

Seu cérebro será acelerado, suas glândulas duais de sabedoria e conhecimento serão despertadas e, agindo em uníssono, lhe proporcionarão um olho que, perfurando todo obstáculo de tempo e espaço, dissipará a ilusão de distância, tamanho e forma.

A Natureza começará a reconhecer o direito soberano ao conhecimento que sua alma aspirante conquistou.

Ela se revelará e exporá seus segredos.

O próximo estágio no desenvolvimento da consciência humana terá começado.

"O caminho do conhecimento é o caminho da luz, e antes que a iluminação final seja concedida, o cavaleiro da sabedoria deve realizar sua investidura; quando por fim tiver afastado o véu, deve ajoelhar-se diante do altar do Deus dentro de si mesmo e fazer o voto que jamais poderá ser quebrado.

Ele deve comprometer-se a que todo o conhecimento que adquirir e todo poder que sua vontade evocar serão dedicados total e irrevogavelmente ao serviço do grande ideal do progresso e da perfeição da vida em todas as formas.

Ele deve tornar-se um construtor a serviço do Grande Arquiteto do Universo, destruindo apenas quando a forma tiver sido superada, e então com compaixão divina e desejo altruísta de servir.

Com seu novo poder, ele deve tornar-se um protetor, preservador e regenerador, usando o conhecimento apenas para esses fins.

Então, e somente então, poderá crescer em sabedoria e ser consagrado como cavaleiro a serviço do Rei e mordomo da sabedoria do Grande Cientista do Universo.

"Ele se erguerá do ajoelhar com a humildade daquele que, tendo visto a grande luz dentro do santuário, sabe-se apenas uma partícula minúscula, iluminada por seus raios.

Seus novos poderes crescerão à medida que ele aprender a usá-los.

Ele desenvolverá uma nova técnica de pesquisa, adentrará campos virgens de conhecimento, cujos frutos empregará para a elevação e o refinamento da vida humana.

Somente no campo da iluminação interior encontram-se os remédios soberanos para todo mal humano, e quando os homens aprenderem a viver de acordo com a lei que, por seu novo conhecimento, ele ensinará, a doença será banida das mentes e dos corpos daqueles que viverem em obediência aos seus preceitos.

A terra será tornada mais fecunda; os poderes do ar serão descobertos e voltados para o uso humano.

Fontes inesgotáveis de poder serão liberadas.

Luz, calor e energia serão descobertos no ar.

As forças vitais do corpo humano poderão ser estudadas, e o segredo da vida, da maturidade e da longevidade poderá ser conhecido.

A pedra do filósofo e seu elixir vital são o pão e o vinho servidos sobre o altar da verdade, erguido naquele santo dos santos, que é o eu mais profundo e verdadeiro do homem.

Aquele que quiser participar desse sacramento preciosíssimo deve trilhar o caminho do serviço.

"O cavaleiro recém-consagrado trará em seu escudo o emblema de um cálice e as palavras 'poder para o serviço'. Assim ele exibirá sua meta e sua recompensa.

"Tal é o caminho do conhecimento — que aquele que ousar o trilhe, e ele conquistará a liberdade dos laços da ilusão e do sofrimento, romperá as algemas do desejo e entrará na paz eterna."

CAPÍTULO VII

CLARIVIDÊNCIA NO TEMPO

(1) A HISTÓRIA DE SIMÃO, O ESSENIANO — UM RELATO DE UMA VISÃO CLARIVIDENTE DA PALESTINA NA ÉPOCA DA VINDA DO SENHOR CRISTO

SIMÃO, o Esseniano, nasceu uns vinte e cinco ou trinta anos antes da última vinda de nosso Senhor; era filho de pais abastados, sendo seu pai um xeique ou nobre, que era, em muitos aspectos, um homem notável.

Ele possuía considerável conhecimento oculto e sabia da existência da Grande Fraternidade Branca, com a qual estava conectado.

Ele era um homem alto e belo, de cabelos e barba escuros, olhos grandes e profundos, nariz forte e proeminente, e maçãs do rosto salientes.

Na época em que é visto, usa um toucado oriental de cores muito vivas e um longo manto.

Parece ser mais judeu do que árabe, embora passe parte de sua vida no deserto.

Ele conhece a Vinda esperada e tem, de fato, a atitude de espírito daqueles que hoje O esperam.

Está em estreito contato com certos membros da Irmandade e é um homem notável, tanto no mundo interior quanto no exterior.

Possui tanto uma casa em uma das maiores cidades quanto um centro ou acampamento na borda do deserto, onde parece que ocorrem algumas de suas atividades ocultas.

Sua esposa é uma mulher piedosa e bela, e parecem haver vários filhos, além de servos e um bom número de animais.

Quando menino, Simão tinha dois lados distintos em seu caráter.

Por um lado, era um tanto intratável, amante de aventuras e independente, e sob essa influência cavalgava muito e dedicava-se aos exercícios viris da época.

Estava sujeito a acessos de temperamento, seguidos, às vezes, por ações impulsivas que geralmente lamentava logo após serem cometidas.

Em certa ocasião, partiu a cavalo com um grupo de amigos para o deserto, causando grande pesar e não pouca angústia em casa.

O outro lado de seu caráter era sonhador, místico e cheio de anseios estranhos; nesses estados de espírito, uma tradição passada revivia nele, quando interrogava seu pai sobre as questões mais profundas da vida.

Foi a esse lado de seu caráter que seu pai dedicou mais atenção, embora sem parecer ter feito mais do que responder às perguntas do menino.

Ao crescer, o lado mais profundo de sua natureza tornou-se mais evidente, e parece ter sido intensificado por um caso de amor que terminou com a morte precoce de sua amada.

A seu próprio pedido, foi colocado em um mosteiro, que era um edifício de pedra de um só andar e de caráter bastante irregular.

Ele já conhecia vários dos irmãos, a alguns dos quais era muito apegado.

A atmosfera do mosteiro era muito arejada e saudável, a vida comunitária e de modo algum austera demais, sendo concedida considerável liberdade aos irmãos leigos.

Havia, no entanto, um grupo interno, composto pelos discípulos do Superior, que viviam a vida ascética, possuíam grande conhecimento oculto e raramente deixavam o mosteiro.

Este monastério era um centro onde a Sabedoria Antiga era conhecida, praticada e ensinada, e seus irmãos eram graduados em ordens segundo o grau de seu desenvolvimento espiritual.

Um visitante comum teria visto apenas a feliz e saudável liberdade dos irmãos leigos, que faziam o trabalho da comunidade, particularmente a jardinagem.

Parecia não haver animais, e tudo indicava que a comunidade fosse vegetariana; o grupo interno certamente o era. Os irmãos leigos visitavam os enfermos e cuidavam da hospitalidade pela qual o monastério era famoso, pois estava situado perto de uma rota comercial.

Mesmo os irmãos leigos sabiam muito pouco sobre a vida do grupo interno. O monastério era visitado de tempos em tempos por augustos membros da Grande Loja Branca, aos quais sempre se prestava grande honra.

Simão tornou-se irmão leigo e definitivamente abjurou o mundo quando tinha cerca de vinte e cinco anos de idade.

Sua mãe chorou, mas seu coração estava alegre, e o pai viu na decisão do filho a realização de suas esperanças.

Durante o primeiro ano ou mais, foi permitido a Simão fazer muito do que lhe agradava.

Ele estudava manuscritos antigos, copiando muitos com diligência.

Desde o início sentiu a atração do grupo interno, e não demorou muito para que começasse a ser admitido em certas de suas reuniões.

Eles possuíam considerável conhecimento astrológico e mágico e realizavam certas cerimônias de caráter oculto.

Após estar presente em uma dessas cerimônias, Simão tornou-se um homem transformado, e pouco depois foi admitido como membro do grupo interno.

Sua postura então mudou e, gradualmente, sua aparência se alterou; ele tornou-se um jovem profundamente pensativo e, por um tempo, altamente introspectivo.

Possuía, no entanto, um aguçado e amplo senso de humor, que se mostrou de extremo valor em sua nova vida.

Gradualmente, foram-lhe confiadas missões importantes, nas quais ele levava cartas, manuscritos e objetos mágicos a outros centros na vizinhança.

Por essa época, a descida do Espírito sobre Jesus estava começando e, consequentemente, havia grande atividade nas várias fraternidades ocultas dentro e perto da Palestina.

Grande cuidado era dispensado ao discípulo Jesus, que era guardado por anjos nos planos internos e por membros de uma fraternidade oculta no físico.

Simão encontrou Jesus pela primeira vez quando a manifestação da presença de nosso Senhor estava apenas começando.

Ele viajava com vários de seus irmãos do monastério quando, em uma clareira isolada, ocorreu o encontro propriamente dito.

A cena foi verdadeiramente notável.

Uns cinquenta ou sessenta adultos, tanto homens quanto mulheres, bem como vários jovens de ambos os sexos, estavam reunidos.

Jesus estava singularmente imperturbável, franco, natural, e muito semelhante ao quadro de Hofmann do menino Jesus no Templo.

Nessa época, Ele tinha cerca de vinte e oito anos, embora aparentasse ser mais jovem.

Ele era mais pálido do que a maioria das outras pessoas, sua pele sendo clara para aquela região.

Ele usava um bigode leve e um tanto felpudo, cabelos de cor média usados um tanto longos, e vestes folgadas.

Seu temperamento era singularmente alegre, e uma luz maravilhosa irradiava ao Seu redor.

Ele evidenciava ter levado uma vida um tanto resguardada, e parecia preferir a companhia dos jovens, entre os quais tinha certos amigos especiais.

Ele era reverente para com os anciãos do grupo, e quase infantil em Sua obediência a eles.

Havia um número de pessoas muito importantes em Sua comitiva, que quase pareciam ter alcançado a Mestria.

Algumas das mulheres também eram notáveis por sua sabedoria, bem como por sua beleza e gentileza.

O grupo monástico se aproximou, e seus membros foram saudados por seus amigos.

Alguns foram diretamente até os líderes, com quem travaram conversa séria sob as árvores, enquanto outros se juntaram ao grupo mais jovem.

Simão foi apresentado a Jesus, que o recebeu de maneira graciosa e imperturbável.

Eles conversaram natural e livremente, e ao entardecer foi realizada uma reunião na qual Jesus falou, precedido por alguns dos líderes.

Enquanto Ele falava.

Ele se transformou, e uma atmosfera mágica envolveu todo o grupo.

O mundo exterior foi esquecido por um tempo, enquanto Ele os atraía para perto de Si e os ensinava com palavras que eram doces, cativantes e convincentes.

Todo o lugar se tornou como um templo, pois todos foram envolvidos na aura do Abençoado Senhor que havia descido entre eles.

É evidente que se tinha muito cuidado com o discípulo, e que todos os arranjos e detalhes da missão eram muito cuidadosamente planejados.

Este era o trabalho dos Grandes Seres e de Seus seguidores, e Jesus foi deixado inteiramente livre de toda a organização dos arranjos do plano físico.

Havia com Ele aqueles que claramente tinham laços familiares, e Ele se retirou para a noite com um grupo de Seu próprio povo.

Havia um encanto maravilhoso de maneiras e beleza de pessoa acerca Dele; Suas palavras mais leves eram guardadas como tesouro, pois sabedoria caía constantemente de Seus lábios.

Os anciãos estavam graves e sérios nesse momento, como se não estivessem satisfeitos com o progresso dos acontecimentos; evidentemente, estavam cientes de uma hostilidade crescente entre certas seções da comunidade circunvizinha.

Os poucos dias passados com esse grupo tiveram um efeito profundíssimo sobre Simão, aprofundando toda a sua natureza; e, por mais estranho que possa parecer, apesar de seu grande anseio de estar perto de Jesus, ele voltou de boa vontade ao mosteiro, pois sentia a necessidade de solidão e de uma oportunidade para meditação e autoajuste.

Durante o tempo que se seguiu, enquanto o ministério prosseguia, ele permaneceu no mosteiro, estudando, orando e recebendo instrução.

A ordem à qual pertencia era em parte uma comunidade de cura, e foi nessa direção que seus estudos foram orientados.

De tempos em tempos chegavam notícias, muitas vezes de natureza grave, e percebe-se que naqueles tempos fanáticos o ministério era levado a cabo com grande dificuldade.

Enquanto o povo comum O aceitava, as classes mais abastadas recusavam-se a fazê-lo; Ele estava cercado por todos os lados por uma tradição de ferro e uma muralha intransponível de preconceito.

Uma cena da missão de nosso Senhor pode aqui ser descrita.

Jesus havia pregado num grande espaço aberto no centro de alguma cidade.

É uma visão extraordinária ver os rostos das pessoas simples, muitas das quais são completamente arrebatadas de si mesmas pela magia de Suas palavras e de Sua Presença.

Embora Ele tenha terminado de falar e esteja conversando com Seus amigos, a multidão permanece imóvel e silenciosa.

Os olhos de muitos estão vagos; para eles, as paredes da carne desapareceram e não têm consciência de que Ele cessou de falar.

Muitas crianças brincam a Seus pés, descuidadas e inconscientes de tudo o que se passa, e, por enquanto, esquecidas pelas mães que as trouxeram até ali. Há mais mulheres do que homens na multidão, e a maioria dos homens permanece de pé nas margens.

Alguns vieram para zombar, mas nenhum, nem mesmo o coração mais endurecido, conseguiu resistir à Sua Presença irresistível.

Há um vislumbre, um tênue vislumbre, da maravilhosa intimidade com Ele mesmo para a qual Ele atraía Seus ouvintes.

Ele agora está sendo rapidamente conduzido para longe, e logo desaparece através da multidão, e não um momento cedo demais, pois um ataque concertado e planejado está sendo feito.

Logo a pequena praça é uma cena de confusão, pois, uivando e gritando, um grande grupo de homens, instigados por líderes que ocupam alguma posição oficial, investe contra a audiência e rapidamente a dispersa, proferindo palavras escandalosas de abuso contra o Mestre.

Mesmo então o encanto do Seu poder não está quebrado; muitos se deixam maltratar e abusar sem resistência.

Finalmente, todos se dispersam para suas casas em um estado de êxtase interior, que é aparente em seus rostos.

Este estado de coisas não pode durar por muito tempo, um fato claramente percebido por Seus associados, que sabem que só pode haver um fim.

Ele também sabe, mas está inteiramente sem medo, e permanece radiante e sorridente enquanto Se submete ao progresso destinado dos eventos.

Simão é visto novamente, muitos anos depois.

Seu cabelo agora está ficando grisalho, mas ele é maravilhosamente forte, exteriormente alegre e cordial, embora no fundo de sua mente ainda esteja a memória da grande tragédia.

Um corpo muito forte e numeroso de seguidores do Senhor está levando adiante Sua obra de pregação e de cura, embora pareça não haver ideia de formar uma religião particular.

Simão, como muitos outros, faz longas viagens, principalmente a pé, e tem como companheiro alguém que pertencia ao círculo imediato dos amigos de Jesus.

Esses dois estão estreitamente unidos em laços de afeição, e o Espírito do Senhor está manifestamente sobre ambos.

Disso eles estão frequentemente conscientes enquanto pregam e curam em Seu nome e por Seu poder.

Simão carrega uma bolsa que contém um frasco de água, um tipo de pão de aparência bem rústica, algumas frutas secas e gafanhotos.

Uma peça de roupa e um estojo ou bolsa menor, contendo frascos de líquidos consagrados, também são carregados.

Com estes ele unge os casos mais graves, e resultados maravilhosos são alcançados.

É evidente que algum tipo de consagração especial ocorreu, e um poder maior foi colocado à sua disposição quando escolhem invocá-lo. Seu companheiro é um pouco mais jovem, e embora seja um notável vidente, não é tão hereditariamente curador quanto Simão.

Ele possui, no entanto, considerável eloquência, e às vezes o Espírito do Mestre o inspira.

Eles são um par notável, fazendo grande trabalho, e na alegria de sua vocação e de sua amizade mútua vivem uma vida extremamente feliz.

Muitas cenas aparecem nas quais esses dois são vistos caminhando lado a lado sob o sol quente e em muitos tipos variados de paisagem, falando do Mestre, da Sabedoria Antiga e de seu trabalho.

Embora tenham, aparentemente, um itinerário fixo, são muito despreocupados com relação ao tempo; não têm pressa, e parte do seu melhor trabalho é feita à beira do caminho, entre os viajantes ocasionais que encontram.

É evidente que alguma forma de irmandade se desenvolveu entre aqueles que conheceram o Mestre, e que eles possuem sinais pelos quais são reconhecidos nas cidades e vilas que visitam.

Aqui os deixaremos, antes que a fraqueza da idade comece a obscurecer sua visão e enfraquecer seus membros, notando especialmente seu maravilhoso privilégio e o notável desenvolvimento pelo qual passaram como resultado das grandes experiências que vivenciaram.

(2) RAÇAS BRITÂNICAS PRIMITIVAS EM UM TÚMULO NOS COTSWOLDS  
Esta vizinhança parece ter sido um assentamento dos primeiros habitantes desta terra.

Eles eram de um tipo muito primitivo, ligeiramente prognatas, a testa inclinando-se para trás a partir de uma espessa dobra de carne acima dos olhos.

Quando totalmente eretos, os machos provavelmente teriam mais de seis pés de altura; no entanto, a postura não era perfeitamente ereta, o corpo curvado para a frente nos quadris, os ombros arqueados e a cabeça levemente inclinada para a frente.

Os ombros e braços eram enormemente desenvolvidos, o peito profundo e largo, e todo o corpo praticamente coberto de pelos, através dos quais brilhava uma pele clara bronzeada a um marrom escuro pela exposição ao tempo.

O nariz era curto, o lábio superior longo, a boca larga, os dentes fortes e poderosos, o queixo recuado e a maçã do rosto proeminente através da pele.

A fêmea era menor em estatura e muito menos peluda, embora ainda maior e mais forte do que qualquer homem civilizado médio de hoje.

O campo em que estamos parece ter sido uma pastagem aberta naqueles dias; todo o país era densamente arborizado, com poderosas florestas se estendendo até onde a vista alcançava.

O assentamento específico sob observação cobre uma área de cerca de uma milha quadrada, sobre a qual famílias ou clãs estão espalhados, cada um com seu grupo separado de "casas" de terra e madeira.

A maioria delas está abaixo do nível do solo, com entradas construídas acima dele, formando uma espécie de porta em arco.

Em alguns casos, as paredes desses arcos têm apenas cerca de um pé de espessura e consistem em terra umedecida e revestida em ambos os lados de uma estrutura cônica de galhos trançados; em outros casos, os espaços laterais entre o topo dos arcos e o nível do solo são preenchidos com terra, formando grandes montes de cerca de seis ou oito pés de altura.

Às vezes, dois desses se enfrentam a uma distância de oito ou dez pés; outros, novamente, são dispostos aproximadamente em forma circular com todas as entradas voltadas para dentro.

O efeito deste último arranjo, visto de longe, é o de uma elevação arredondada; mas de perto, se alguém sobe ao topo do monte, olha para baixo dentro do círculo, onde o terreno é mais baixo.

Em um círculo particular, há duas entradas em lados opostos do círculo.

Não há casas nesses pontos, mas o solo foi amontoado para completar o círculo.

Olhando ao redor do campo, muitas dessas vilas circulares podem ser vistas, todas muito semelhantes na construção, mas variando consideravelmente em tamanho e altura.

Algumas delas são terraceadas no exterior.

Embora essas pessoas sejam rudes, há um ar distinto de domesticidade em suas vilas, e por mais grosseiro que seja seu comportamento com estranhos, são muito amigáveis entre si.

No início, pareciam ser exatamente iguais, mas com um estudo mais próximo, diferenças são detectadas em suas aparências, particularmente no caso das mulheres, cuja cor do cabelo e da tez varia consideravelmente.

O círculo pode ser composto pelos membros de uma família, e há um homem gigantesco, um pouco além da meia-idade, mas ainda em plena posse de suas faculdades e de sua grande força física, que parece ser o chefe.

Há um grande número de crianças correndo nuas, e uma mulher está sentada, de frente para o sol, na entrada de sua "casa", com um bebê no seio.

Embora as crianças sejam tratadas com grande tolerância pelos homens e tenham muitas liberdades, como subir por suas grandes pernas peludas, parecem ser manuseadas de forma muito rude.

Um homem pega uma criança por um dos braços e a balança para cima, colocando-a no ombro de maneira muito brusca; outro homem joga uma criança do joelho a uma distância de alguns metros, mas em nenhum dos casos as crianças parecem se ferir gravemente.

Quando esta última criança caiu, mostrou uma formação peculiar na base da espinha, que chamou a atenção.

Em vez de correr reta, ou com uma leve curva no sacro, a coluna vertebral faz uma curva quase em ângulo reto para a pelve, com uma ligeira protuberância no lado externo do ângulo.

Isso parece suspeitamente o começo ou o fim de uma cauda.

Levando em conta isso e os ombros pesados e curvados e a forma curiosa da cabeça descrita anteriormente, as crianças são muito parecidas com as de hoje.

A largura do círculo é provavelmente de cerca de oitenta jardas, e as crianças brincam no recinto, seguindo as diversões características de sua idade.

Um grupo de meninos, com cerca de dez anos, está envolvido em uma luta simulada de natureza um tanto incomum.

Cinco ou seis deles estão armados com arcos e flechas, com os quais atiram em alguém que se encontra a cerca de vinte jardas de distância, cobrindo-se com um grande escudo.

Este é feito de couro, com o pelo ainda nele, e tem, aproximadamente, uma forma circular: é esticado sobre uma estrutura de quatro peças de madeira curvada, unidas no centro, onde os quatro braços se cruzam, com tiras de couro.

O conjunto, sendo curvo, forma um escudo oco, e é reforçado por uma peça transversal reta no diâmetro, que também serve para segurá-lo. Os arcos das crianças consistem em varas de salgueiro ou freixo, das quais a casca foi raspada, encordoadas com finas tiras de couro, e as flechas são varas finas raspadas até a ponta.

Esses brinquedos são bem lisos e bem-acabados.

O menino com o escudo protege-se habilmente até que, por fim, uma flecha o atinge no tornozelo, onde então há um grito excitado e seu lugar é ocupado pelo menino que disparou o tiro.

Além desses gritos, o jogo é realizado em silêncio, no qual se ouve distintamente o tamborilar das pontas de flecha sobre o couro resistente e seco do escudo.

Todo o grupo está brincando com grande seriedade e concentração, enquanto os mais velhos observam com interesse divertido, notando a pontaria ou a agilidade deste ou daquele menino, e comentando entre si.

A visão de meia dúzia de homens adultos é bastante aterradora; eles parecem tão enormes e peludos e tão semelhantes a grandes macacos; mas, por mais terríveis que possam ser quando lutam ou caçam, parecem ser muito dóceis quando no seio de sua família.

Em outro lugar, um homem trabalha com madeira.

Ele está raspando um poste grosso de cerca de oito pés de comprimento; em sua mão, segura uma lasca de pedra com cerca de quatro polegadas de comprimento e três de largura, em forma de oval pontiagudo.

O fio é muito afiado, e as marcas do lascamento pelo qual foi feito são claramente visíveis.

O dorso dela, pelo qual é segurada, é arredondado e liso; com ela, ele consegue raspar longas tiras do poste, que segura entre os joelhos e que mantém apalpando com as mãos e examinando para testar sua lisura.

Ao seu redor há aparas, e a seus pés há várias outras lascas de pedra de diferentes formatos, semelhantes à descrita, todas muito afiadas, mas de muitos tamanhos diferentes.

Ele agora usa o fio de uma que é curvada para dentro.

Essa curva é a mesma da superfície do poste, e ele usa essa lasca para obter um acabamento mais fino.

Esses postes parecem ser usados para sustentar a área sobre a entrada das casas; a maioria desses postes está coberta de sujeira, devido ao fato de que todos, ao entrar e sair, parecem ou enganchar um braço ao redor dele ou agarrá-lo com a mão.

Esse poste parece ser encarado de uma maneira bastante peculiar, como se marcasse a fronteira entre a vida privada e a comunitária, uma barreira além da qual ninguém passa sem ser convidado.

Um incidente divertido acaba de ocorrer.

Uma das crianças menores estava tentando subir no poste.

Ela sabia, ao que parece, que tal exercício não era permitido, pois mantinha um olhar atento sobre todos aqueles ao alcance de sua visão.

Uma mulher, provavelmente sua mãe, apareceu de dentro e, sendo pega em flagrante delito, ela sofreu a punição natural e apropriada, que a fez sair guinchando para o centro do círculo!

Esse incidente causou muita graça entre alguns dos homens que observavam.

Há um ar de atividade considerável no local — muito ir e vir de mulheres e crianças, e vários homens podem ser vistos ocupados em trabalhos específicos, que serão descritos mais adiante; mas há também quinze ou vinte homens que têm estado sentados em aparente ociosidade.

Se estes são os caçadores, soldados ou agricultores que estão descansando de suas labutas, não está claro, mas essa é a impressão que transmitem.

Há uma parte do círculo que é reservada como matadouro e açougue; aqui, em mesas rústicas, animais estão sendo esfolados e cortados com facas de sílex.

Novamente, o fio afiado obtido é notável.

As peles saem com bastante facilidade e a carne é cortada com muito pouca dificuldade.

Os ossos maiores são separados pela ação conjunta de dois homens.

Um segura uma faca de sílex, fixada e amarrada na extremidade fendida de um bastão que serve de cabo; o outro homem segura entre as mãos uma pedra pesada, que ele faz descer sobre o dorso da "faca", e a operação é completada com muito poucos golpes.

O animal específico que está sendo cortado no momento é um veado; evidentemente, ele é partilhado entre a tribo, pois as mulheres continuam vindo ao banco e recebendo pedaços de carne e osso, ora nas mãos, ora em tigelas de barro.

Esse processo de racionamento da comida é bastante ordenado e prossegue sem discussão ou debate.

Uma mulher se aproxima da mesa e fala com o açougueiro, em alguns casos indicando com as mãos o tamanho do pedaço que deseja; em outros, aponta para um pedaço de carne ou traça com o dedo sobre a carcaça.

A indicação de suas necessidades parece ser aceita sem questionamento.

Não muito longe, dois homens estão ocupados fazendo tigelas.

Entre eles há um monte de argila úmida; um homem está fazendo uma tigela aberta como uma bacia, o outro uma espécie de jarro, vários dos quais estão sendo usados para segurar água com a qual umedecer a argila.

O processo lembra muito fazer um pudim; o homem pega um pedaço do monte com as mãos e o coloca à sua frente no chão; ele então o achata—novamente com as mãos—faz uma leve cavidade e despeja água.

Quando ele o enrola e amassa até que fique com consistência e rigidez uniformes, ele o achata até a espessura desejada e começa a virar as bordas para cima; como ele o trabalhou até a rigidez de massa de vidraceiro, ele permanece em qualquer forma que lhe der. É interessante observá-lo transformar a argila em uma tigela.

Ele trava as duas mãos e as passa sob a placa plana de argila; então, usando o corpo e os braços para pressionar e segurar em forma circular, ele começa a levantar a borda lentamente com os dedos.

Tendo levantado um lado, ele vira a peça e repete o processo; então ele a trabalha com as mãos nuas, que mantém mergulhando em água, moldando a tigela em uma forma mais ou menos simétrica.

A julgar pelos espécimes de seu trabalho ao seu redor, ele não consegue repetição exata de forma, embora haja uma similaridade geral.

Não parece haver borda ou base engrossada em seu trabalho, mas ele passa a mão ao redor da borda e dá o acabamento mais liso que pode.

O homem que faz jarros trabalha de maneira quase exatamente similar.

As peças ficam todas ao sol e parecem secar e endurecer rapidamente; elas são então aquecidas sendo colocadas ao redor—não dentro—de um fogo pequeno mas intenso.

Este fogo é feito de tocos curtos de madeira bem juntos, que emitem um calor muito grande.

A operação de virar as tigelas e colocá-las diante do fogo tem que ser realizada rapidamente; isso é feito pelos mesmos homens que as moldaram.

O cozimento parece ser feito ao ar livre e consistir inteiramente em assar.

Quatro pedras grandes são colocadas em forma de quadrado logo dentro ou na borda do fogo.

Uma tigela é colocada dentro da cavidade assim formada para pegar o suco da carne, que é colocada sobre o topo das pedras.

Outra forma de cozinhar é construindo o fogo ao redor do "forno". Este parece ser o procedimento para os cortes maiores.

Carne, no entanto, também é comida crua.

Observando o campo à noite, a cena é notável; o país ao redor, por várias milhas, está pontilhado de acampamentos semelhantes ao descrito; o brilho de suas fogueiras pode ser visto delineando as bordas dos círculos, e a fumaça sobe alta ao céu.

A cena é pacífica; primitiva, mas bastante feliz.

Nenhum sinal pode ser visto de quaisquer defesas permanentes ou preparativos para guerra, exceto a forma circular e voltada para dentro do assentamento.

Homens são notados caminhando entre as aldeias, suas formas delineadas contra o brilho do fogo.

Alguns parecem viver nas clareiras das florestas, com as quais o país é densamente coberto, o brilho de suas fogueiras sendo visível entre os troncos das árvores.

O chão entre as cabanas está pisoteado e achatado pela passagem de muitos pés, certas rotas principais sendo perceptíveis.

Em alguns casos, há grupos de círculos bem próximos uns dos outros; outros são isolados, e entre eles há grandes áreas do que parecem ser campos cultivados.

Não se distingue muito sobre sua agricultura; parecem haver algumas culturas de raízes; algo não muito diferente de um nabo, que se parece com rábano, e uma espécie grosseira de semente de um tipo desconhecido.

Aqui, também, os implementos consistem em sílex de diferentes tamanhos fixados em cabos de formas variadas, de acordo com o uso a que se destinam.

Toda a agricultura parece ser realizada manualmente.

Os únicos animais a serem vistos são os selvagens que foram mortos pelos caçadores na aldeia específica descrita, que existiu há tanto tempo no exato local onde estas investigações foram iniciadas.

Em outros túmulos, distantes cerca de duas milhas a sudoeste daquele usado como ponto de partida para o experimento, foi obtido contato com a mesma tribo, bem como com um povo de outra raça, superior a eles em desenvolvimento.

Em todos os aspectos.

Estes últimos, no entanto, parecem ter sido apenas um ramo decadente de sua própria linhagem original.

Eles são de estatura e porte imponentes; suas peles eram de uma cor marrom-avermelhada, e não cobertas de pelos, e usavam longas vestes.

Membros específicos, que parecem estar ligados a este lugar, atuavam como sacerdotes, e em um período mantiveram o povo em sujeição por suas artes sacerdotais.

Eles tinham controle sobre certos elementais e forças elementais, e possuíam um conhecimento considerável de magia, de um tipo que talvez possamos descrever como "cinzenta", e também eram hábeis no uso de ervas para fins medicinais e outros.

Essas pessoas tinham um grande assentamento ou cidade a cerca de quarenta ou cinquenta milhas de distância, na direção de Stonehenge, que parece ter sido uma espécie de templo central, de onde vinham sacerdotes para oficiar nos distritos circunvizinhos.

É evidente que houve um tempo em que os governantes e sacerdotes desse assentamento eram benevolentes e sábios, e sua religião de adoração ao sol e à Natureza era poderosa e edificante.

No período com o qual estamos preocupados, no entanto, pequenas comunidades de sacerdotes nesses distritos afastados recorriam a práticas condenáveis para intimidar e subjugar os povos mais primitivos descritos anteriormente.

Há aqui hoje uma grande laje plana de rocha que OUTRORA FEZ PARTE DE UM TEMPLO ABERTO RÚSTICO, NO QUAL sacrifícios de sangue eram realizados; essa rocha ainda carrega consigo a influência profana daqueles ritos.

Os sacrifícios parecem ter sido principalmente de fêmeas, sendo geralmente selecionadas mulheres jovens entre vinte e trinta anos de idade.

Vê-se uma que foi atordoada por um golpe de clava, arrastada pelos cabelos até o pé do altar, onde jaz inconsciente, enquanto os sacerdotes, em número de sete, proferem invocações à sua Divindade.

O sumo sacerdote está diante do altar; os outros seis sacerdotes estão em pé, três de cada lado, atrás dele, todos os sete voltados para o povo, que se reuniu em um semicírculo rude na encosta da colina.

Há provavelmente cerca de 300 deles, de ambos os sexos.

Eles estão obviamente em grande temor do sacerdote, que mantém aqueles mais próximos a ele sob uma espécie de controle magnético ou hipnótico.

Seus olhos estão vidrados e fixos, e seu poder sobre a multidão aumenta à medida que ele se dirige a ela.

Ele move os braços lentamente de um lado para o outro e está conscientemente usando seu próprio magnetismo animal sobre eles; os outros seis sacerdotes mantêm seu olhar concentrado firmemente fixo no povo, até que gradualmente toda a audiência fica enfeitiçada, completamente presa no domínio do poder sacerdotal.

Esse controle é obviamente necessário, pois há murmúrios nos corações do povo, e particularmente dos membros da família, que vive a cerca de meia milha de distância, da qual a vítima foi tirada.

Estes estão se unindo a outros que sofreram para formar uma conspiração para derrubar o poder dos sacerdotes.

Os sacerdotes, no entanto, mantêm sob seu poder certo número de homens da tribo, que são seus sábios, guarda-costas e emissários, e que são mantidos em um estado de glamour semi-hipnótico no qual são completamente incapazes de resistir a qualquer comando de seus senhores.

São esses emissários que se insinuam entre o povo e capturam as vítimas.

Mesmo que sejam descobertos no ato, contudo, o povo está em tal temor dos sacerdotes que não ousa resistir.

Um poderoso narcótico é então administrado — pelo menos no caso da vítima na cerimônia que está sendo observada — pois ela respira pesadamente e, felizmente, não recupera a consciência.

Por trás desse sacerdócio há uma horrenda divindade das regiões infernais, em cujo poder eles se colocaram, e de quem têm tanto medo quanto o povo tem deles.

É dessa fonte que eles extraem grande parte de seu poder mágico, e é para alimentá-la e propiciá-la que os sacrifícios são feitos.

Abstenho-me de descrever em detalhe a cerimônia que se seguiu, pois é demasiado horrível; basta dizer que a veia jugular é aberta no lado esquerdo, e que o deus, vestido em matéria etérica, torna-se visível numa grotesca paródia de forma humana, colocando-se de modo que todo o altar fique dentro de seu duplo etérico, e assim absorve a oferenda que lhe é feita.

O povo está aterrorizado, e ainda assim fascinado.

O sacerdote não rompe o rapport hipnótico após a cerimônia, mas permite que encontrem o caminho de casa com olhos fixos e vazios, carregando consigo a atmosfera do horror que testemunharam, e levando terror aos seus assentamentos e lares.

Gradualmente, a influência desse sacrifício particular se desgasta; mas os sacerdotes mantêm o povo sob seu poder e o utilizam para convocá-los a assistir cerimônia após cerimônia, até que por fim sua razão e vontade individuais se fundem completamente na dos sacerdotes, que, por esses meios, gradualmente estendem sua influência e minam a virilidade do povo imediatamente ao seu redor.

Há, contudo, nos distritos mais remotos, grande número daqueles que não estão sob seu domínio, e que vivem uma vida normal e saudável de caça e agricultura primitiva.

(3) ACAMPAMENTO.

PAINSWICK BEACON, GLOUCESTERSHIRE.

Este lugar parece ter sido usado como assentamento militar pelos primeiros habitantes desta ilha, e a marca de mais de uma batalha sangrenta permanece.

Os nativos eram de um tipo semelhante aos descritos anteriormente.

Este terreno elevado foi usado como fortaleza.

Parece que eles esperavam que seus inimigos se aproximassem pelo Rio Severn, pois a colina possui uma magnífica vista daquele rio, até poucos quilômetros do estuário.

Um elaborado sistema de fortificações foi construído aqui, que consiste, principalmente, em cristas e valas alternadas, terraceando a colina até o cume.

A colina era crivada de habitações escavadas, e provavelmente cerca de mil guerreiros guarneciam o forte naqueles dias.

Fez-se uso extensivo de cavalos de frisa fortemente construídos, feitos cravando-se firmemente no solo estacas de pontas afiadas e preenchendo os interstícios com vegetação espinhosa e galhos pontiagudos.

Três desses cavalos de frisa circundavam a colina em níveis diferentes e, como estavam colocados em valas, seriam invisíveis para uma força atacante até que esta tivesse escalado a crista anterior.

Há um sistema de passagens através dessas proteções, que podiam ser fechadas se necessário.

Os soldados, muito escassamente vestidos com peles de animais, estão armados com arcos e flechas, fundas e lanças de madeira; também acumularam grandes quantidades de pedras pesadas, que são colocadas em pilhas em vários pontos das defesas, de onde podem ser roladas ou lançadas sobre o inimigo.

Um sistema de sinalização por fogos de vigia é empregado, e à noite esses sinais são visíveis em muitos topos de colinas, particularmente a leste e ao sul.

Um grande fogo arde no ponto mais alto do forte, e outros menores em colinas isoladas nas proximidades.

O número desses fogos isolados é significativo, e notícias são transmitidas acendendo-os e apagando-os.

Evidentemente, um inimigo é esperado, ou uma vigilância atenta está sendo mantida ao longo do Vale do Severn.

Um fluxo constante de homens passa para frente e para trás na direção de Birdlip e da linha de colinas ao sul daquele lugar.

Alguns trazem comida, e um grupo carrega veados suspensos de varas apoiadas nos ombros de dois homens; outros carregam pedras ou materiais para fazer flechas, enquanto outros ainda trabalham nas trincheiras.

Embora sua língua, que é muito grosseira e gutural, não possa ser compreendida, a ideia predominante é que notícias foram recebidas sobre a aproximação de invasores, que navegaram pelo Severn em navios.

Muitos dos homens têm memória de encontros anteriores com esses invasores e de vitórias sobre eles, mas as notícias mostram que desta vez eles vêm em número muito maior.

A batalha que se seguiu foi longa e sangrenta, e terminou com a captura da colina pelos invasores.

Os saqueadores estrangeiros são um povo muito primitivo, mas ligeiramente menos que os nativos.

Eles são auxiliados pelo fato de terem começado a descobrir o uso do ferro.

Eles têm escudos, capacetes e machados desse material, e suas flechas são pontiagudas com ele. Seus pés e pernas são cobertos com couro, amarrados por tiras enroladas ao redor da perna.

São de constituição menor que a dos nativos, menos peludos, e sua pele é muito mais clara.

São mais ferozes e mais beligerantes que os defensores, que parecem ser um povo tranquilo e amante da paz.

Após a batalha, os feridos são despachados com extrema brutalidade, e muitos dos prisioneiros não feridos são amarrados e enviados aos navios para serem levados como escravos.

Tentativas esporádicas de resgate são feitas no caminho, e em alguns casos são bem-sucedidas, mas a dejeição dos cativos é extremamente lastimável, e é mais patético ver seus parentes, reunidos em diferentes pontos do percurso, observando seus homens sendo levados. Nesta invasão em particular, uma área muito extensa do país foi capturada.

Os habitantes mais antigos estavam sendo massacrados ou empurrados para o interior, e parece ter havido um êxodo considerável para o norte, em direção ao País de Gales, onde as montanhas ofereciam maior segurança contra ataques.

Os invasores, no entanto, não permaneceram por muito tempo, contentando-se com a pilhagem e o transporte de tanta caça, comida e cativos quanto seus navios pudessem comportar.

Os navios são galés pesadas e desajeitadas, impulsionadas por uma única fileira de cerca de doze remos de cada lado, e por uma única vela.

Os remadores sentam-se em bancos, dois por remo.

Não há nada em forma de convés, exceto na proa e na popa, onde porções do casco são cobertas. Os navios são feitos muito resistentemente de madeira de pinho, e a vela, que é quase quadrada, é de algum tecido de lã tecido.

Os donos do navio usam os abrigos cobertos quando necessário, mas não há cobertura para os remadores, que, na viagem de volta, são os defensores capturados da fortaleza.

Quando carregados, os navios são virados para descer o Severn, e navegam para o oeste, em uma rota que pareceria levá-los pela costa sul da Irlanda.

CAPÍTULO VIII

PODERES PSÍQUICOS, SEU DESENVOLVIMENTO E USO

EVIDÊNCIAS da existência e exemplos do uso da faculdade da clarividência foram apresentados ao leitor nas páginas anteriores.

Nestes capítulos conclusivos, será dada consideração à lógica de tais faculdades.

Embora o assunto da vidência esteja, infelizmente, envolto em uma densa massa de superstição, charlatanismo e ridículo, um estudo da história mostra que sempre existiu um corpo de pessoas possuindo conhecimento sobre a constituição interior e as faculdades supranormais do homem.

Esse conhecimento foi apropriadamente denominado "Sabedoria Antiga", ou existiu através de todas as eras e é, de fato, o corpo básico de verdade por trás de todas as grandes filosofias e religiões do mundo.

De acordo com essa "Sabedoria Antiga", estudantes e investigadores voltaram sua atenção para a pesquisa superfísica desde os primeiros dias da história humana neste planeta.

Os resultados de suas investigações foram preservados e estão disponíveis para aqueles que sinceramente buscam uma compreensão da verdade mais profunda da vida e dos poderes latentes no homem.

Do estudo dessa vasta fonte de aprendizado, uma explicação racional da faculdade da clarividência pode ser obtida.

As chamadas faculdades psíquicas do homem são demonstradas como tendo um lugar natural em sua constituição, e suas atividades, e até mesmo sua aparição esporádica nos indivíduos, são governadas por lei exata.

A palavra "psíquico" é derivada da palavra grega "psyche", que significa "alma". Faculdades psíquicas, portanto, são faculdades pertencentes à alma, e "alma" pode ser tomada, amplamente, para significar tudo o que não é corpo — o homem que sente, pensa e quer, distinto do homem que age ou do homem físico.

Uma vez que essas faculdades psíquicas são os poderes e capacidades da alma, é necessário fazer uma distinção clara entre os corpos sutil e físico, que são instrumentos, e a alma, que os utiliza.

As faculdades psíquicas existem em embrião em todo homem — como também em todo animal — e um dia serão desdobradas em sua expressão plena e completa.

Elas podem ser divididas em duas ordens.

Faculdades positivas são aquelas que são controladas da mesma maneira que as faculdades corporais normais de visão, audição, tato, paladar e olfato.

As negativas são o resultado daqueles surtos subconscientes e instintivos de psiquismo, que não são incomuns hoje em dia. As faculdades positivas são empregadas à vontade, enquanto as negativas apenas surgem espontaneamente da mente subconsciente, na qual foram construídas durante a passagem da vida e da consciência através do reino animal.

Quase todos os animais têm capacidade psíquica negativa que não está, de forma alguma, sob seu controle.

A ordem de psicismo com a qual estamos preocupados é o tipo positivo e controlado de vidência ao qual todo homem é herdeiro.

Ao estudar o assunto do desdobramento psíquico, o estudante naturalmente fixa os olhos no futuro, e apenas vislumbra o passado a fim de poder correlacionar o presente e o futuro.

De que natureza são essas faculdades psíquicas do homem? Primeiro, há a clarividência, por meio da qual as limitações impostas à consciência pela matéria física podem, em graus variados, ser transcendidas.

As ilusões de tamanho e separação no espaço podem ser superadas por seu emprego, bem como as limitações do tempo, tanto para trás quanto para frente, de modo que o vidente é habilitado a ver o infinitamente pequeno, o distante, o passado e o futuro, e a empregar poderes de magnificação e de televisão.

A clarividência inclui a visão de raios X, ou o poder de ver através de objetos sólidos, um poder que pode ser utilmente empregado para diagnosticar doenças.

Combinada com a clariaudiência, ela dá o poder de ver e conversar com os assim chamados — e mal chamados — mortos, e com outras entidades desencarnadas, com os espíritos da natureza e a grande companhia dos anjos.

Depois, há a clariaudiência, que é intimamente aliada à clarividência, e que dá o poder de ouvir sons cujas vibrações estão além do alcance normal de percepção do homem.

Tomando a definição de faculdades psíquicas que adotamos, devemos incluir com aquelas de ordem positiva o poder de elevar a consciência ao nível das ideias abstratas, de traçar os princípios e arquétipos por trás de todos os fenômenos externos, e trazer de volta à consciência cerebral o resultado de tais iluminações.

Essa faculdade é da mais extrema importância se o vidente deve compreender o que vê.

Por exemplo, a visão clarividente de forma e cor, por mais bela e interessante que seja, é inútil a menos que o vidente também tenha o poder de interpretar sua visão e traduzi-la em termos de consciência física e desperta.

De fato, o ver real de forma e cor, e o ouvir de sons, é a parte menos importante da vidência.

Poderes especiais de compreensão e interpretação são muito mais valiosos, e deve-se admitir que a maioria dos clarividentes naturais, carecendo dessa faculdade, não é de modo algum iluminada pelas coisas que veem.

Ao buscar compreender a lógica das faculdades psíquicas, devemos lembrar que elas são meramente extensões do alcance dos meios normais de cognição.

Se colocarmos um grupo de pessoas diante de um espectro — que é a série de sete faixas de cor nas quais a luz branca pode ser dividida ao passar por um prisma, um arco-íris artificial "reto", por assim dizer — e pedirmos que marquem com um lápis os pontos onde os raios vermelho e violeta terminam, descobriremos que os limites de sua visão em ambas as extremidades variam consideravelmente.

Um clarividente é aquele que possui uma gama de resposta vibratória consideravelmente mais ampla do que a normal no atual estágio da evolução humana.

Existem órgãos no cérebro por meio dos quais essa visão ampliada se torna possível.

São eles a glândula pituitária e a glândula pineal.

Esta última é considerada pela ciência médica como o resquício atrofiado de um órgão que era ativo nos primórdios da evolução humana.

Essa visão é aceita pela ciência oculta, que acrescenta que ambos os órgãos têm também uma função a cumprir no futuro, quando serão empregados como meios de cognição superfísica, e que seu desenvolvimento pode ser acelerado pela aplicação de métodos especiais.

Quando desenvolvidos e ativos psiquicamente, eles conferem o poder, primeiro, de responder a comprimentos de onda físicos adicionais e, depois, a vibrações superfísicas.

A analogia do rádio pode ajudar a uma compreensão mais clara do assunto, pois a clarividência é simplesmente uma questão de sintonizar comprimentos de onda aos quais os órgãos dos sentidos e o cérebro normalmente não podem responder.

A glândula pituitária e a glândula pineal são partes essenciais do mecanismo receptor, e devem ser "carregadas" com um tipo especial de energia apropriado à função que desempenham.

O vidente é então capaz de "sintonizar" e ver e ouvir em comprimentos de onda superfísicos, transcendendo assim as limitações físicas.

Há dois requisitos essenciais para o sucesso em acelerar o desdobramento das faculdades psíquicas.

Um é a expansão da consciência, e o outro é o refinamento dos veículos, para que possam captar e transformar com precisão "sinais" de comprimentos de onda superfísicos para físicos.

Os processos pelos quais essas duas condições essenciais são produzidas são plenamente explicados pela ciência do Ioga.

A aplicação dos princípios sobre os quais essa ciência se baseia produzirá inevitavelmente tanto a expansão da consciência quanto o refinamento dos veículos.

As leis que regem o desenvolvimento e o uso das faculdades de vidência são tão exatas e invioláveis quanto as leis que regem a ação química, a mecânica ou qualquer outro ramo da ciência física.

Se forem aplicados corretamente, o resultado é definido e certo.

Consideremos agora o modo de obter essa expansão da consciência.

O método, que tem sido ensinado através dos tempos, é o da meditação sobre assuntos que estão normalmente além do alcance do pensamento.

Assim como os músculos do corpo se desenvolvem ao receberem tarefas progressivamente mais pesadas, também a mente e a consciência crescerão e se expandirão se forem forçadas a empreender uma progressão semelhante.

A mente pode ser deliberadamente treinada e desenvolvida ao longo de certas linhas, forçando-a a se deter em assuntos que estão normalmente além do seu alcance de compreensão.

Há muitos sistemas de meditação, e muitos livros foram escritos sobre o assunto.

O estudante da "ciência régia"37 seleciona deliberadamente uma série de grandes ideias e ideais, de caráter abstrato e metafísico, e neles se detém com pensamento concentrado, até que sua capacidade mental seja gradualmente ampliada para incluí-los em sua compreensão normal, e para admitir uma realização cada vez mais completa de sua verdade inerente.

Um exemplo de tal ideia é: "Onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, ali estou eu no meio deles."38 A meditação sobre esse texto revelará o fato de que não se trata tanto de uma promessa feita por um grande Mestre, mas de uma declaração de uma verdade eterna e de uma lei inviolável.

Sempre que duas ou três pessoas estiverem reunidas em Seu nome — isto é, em nome do Amor e da Unidade — então o Cristo, que é a personificação do Amor e da Unidade, está de fato manifesto no meio delas.

Dessa concepção relativamente intelectual, o estudante pode gradualmente alcançar uma plena realização da imanência divina e da unidade da vida.

A Oração do Senhor é outro assunto adequado para meditação.

No Ocidente, pensamos nas orações como algo a ser recitado, mas se, além de "rezar nossas orações", meditarmos sobre elas, profundezas de significado serão reveladas que, de outra forma, deixamos de apreciar.

A Oração do Senhor é uma invocação ao Deus interno para enviar Seu poder e manifestar Seus triplos atributos através da personalidade, que está incondicionalmente entregue a Ele para todo o sempre.

Ao meditar sobre essa oração, uma descida real de poder será experimentada, e toda a natureza será revigorada e fortalecida para o esforço da vida diária, e inspiração e iluminação inundarão toda a consciência.

"A Prática da Presença de Deus" é outro meio de obter uma expansão da consciência.

Aqueles que seguem esse caminho se esforçam continuamente para realizar a imanência divina, para saber que Deus está presente em toda parte e para alcançar a união com Ele.

Um certo monge medieval, Irmão Lourenço, que serviu por trinta anos como ajudante de cozinha em um dos mosteiros do continente, havia praticado esse método de forma tão consistente e tão regular que pôde dizer que vivera por trinta anos na consciência ininterrupta da Presença de Deus; mesmo nas horas das refeições, quando a comida precisava ser entregue rapidamente da cozinha aos monges no refeitório, e havia grande agitação, ele nunca, no calor do trabalho, perdeu o senso da companhia divina.

Ele disse, em efeito: "Vou à capela em horários determinados, porque é a vontade do Abade; mas não me sinto mais próximo d'Ele lá do que quando estou lavando os pratos, porque estou sempre em Sua Presença." A meditação sobre certas frases produzirá uma expansão da consciência.

Um desses exemplos é: "Santo, Santo, Santo, Senhor Deus Todo-Poderoso, o Céu e a Terra estão cheios da Tua Glória.

Glória a Ti, ó Senhor Altíssimo." Esta é uma das frases mais fecundas já escritas.

À medida que sua verdade é realizada, e toda a alma é derramada em adoração, uma grande expansão da consciência ocorre.

No Bhagavad Gita40, o Logos proclama: "Tendo permeado todo este universo com um fragmento de Mim Mesmo, Eu permaneço." E novamente Ele diz: "Aquele que Me vê em tudo e tudo em Mim, dele Eu jamais perderei o contato, e ele jamais perderá o contato Comigo." A meditação sobre tais ideias sublimes eleva o estudante da consciência pessoal para a consciência egoica, e ele toca por um momento aquela parte de si mesmo que é divina.

Esse contato, repetido com frequência, é o meio mais seguro de alcançar a expansão da consciência.

Antes de deixar esta parte do nosso assunto, mais um exemplo de oração adequada para meditação pode ser dado: "Deus Universal, Uma Vida, Uma Luz, Um Poder, Tu tudo em todos, além da expressão, além da compreensão.

Ó Natureza! Tu Algo do Nada.

Tu símbolo da Sabedoria.

Em mim mesmo, eu sou nada.

Em Ti, eu sou Eu. Eu vivo em Ti; vive Tu em mim; E traze-me para fora da região do eu para a Luz Eterna." Amém.

A meditação e o estudo dessas concepções profundamente espirituais e metafísicas produzem uma maravilhosa expansão e crescimento da alma.

Anos de esforço incansável nessa direção, mantidos com determinação inabalável, sem dúvida apressarão o desdobramento dos poderes reais da vidência até um grau que, embora anormal no tempo presente, será bastante natural para as raças posteriores da humanidade.

Combinada com essa vida de meditação, deve haver uma absoluta autoconsagração ao ideal de serviço.

Isso é essencialíssimo para que sejam evitados os muitos perigos que assediam o caminho do psiquismo.

Um voto solene deve ser feito no íntimo da alma: nunca usar os poderes supranormais para ganho pessoal; nunca usar os dons espirituais para a consecução de fins puramente egoístas e “materiais”.

Somente assim podem ser alcançadas a perfeita acuidade e confiabilidade da visão, e os mais elevados níveis de consciência podem ser adentrados.

Antes de passarmos à consideração do segundo processo essencial, podemos repetir que uma expansão de consciência é obtida pensando-se em grandes verdades espirituais e engajando-se em pensamento concentrado sobre assuntos elevados.

O estudante progride passivamente do pensamento concentrado à meditação, e da meditação à profunda contemplação, na qual tudo dentro dele parece permanecer imóvel.

Ele então habita em silêncio absoluto sobre a própria essência da ideia que foi escolhida.

Eventualmente, até mesmo essa essência se desvanece, e a alma é deixada na escuridão e na solidão.

Nesse silêncio, a voz do divino é ouvida, e na escuridão, a luz eterna brilha.

Tal experiência, continuamente repetida, gradualmente traz iluminação à alma, e a iluminação espiritual é a base, a única base, da verdadeira vidência.

Qualquer expansão de consciência é inútil a menos que os veículos pessoais de pensamento, sentimento e ação sejam suficientemente refinados para receber e expressar seus resultados.

A fim de alcançar o refinamento dos veículos, um modo de vida estritamente ético e estético deve ser adotado; tudo o que é contrário aos mais elevados ideais éticos e culturais deve ser evitado.

Toda tendência à grosseria e à autocomplacência deve ser gradualmente eliminada.

A mente deve ser purificada pelo pensamento puro, e os sentimentos, limpos pela resistência a toda emoção impura.

O corpo, por sua vez, deve ser tornado tão saudável, responsivo e puro quanto possível por meio de higiene pessoal escrupulosa, dieta pura e obediência completa às leis da saúde.

Aqueles que fazem essa tentativa quase sempre adotarão uma dieta sem carne, porque, à medida que encontram o sentido da unidade de toda a vida crescendo dentro de si, tornar-se-lhes-á impossível comer os corpos mortos de seus irmãos animais. Além disso, se matéria que vibra em ritmo mais baixo que o do corpo humano é ingerida como alimento, o poder de resposta corporal diminui; uma dieta de carne, portanto, interfere seriamente com o desenvolvimento da clarividência.

Além das vibrações mais grosseiras da matéria dos corpos animais, estão também presentes as terríveis vibrações de crueldade, horror, dor e medo agonizante, que são inseparáveis do uso da carne como alimento.

Ao colocar carne em nossos corpos, estamos realmente profanando o templo do Altíssimo.

A lei da vida é a lei do amor, não da morte.

Se escolhemos o caminho da vida, suas leis devem ser obedecidas, pois o desastre seguirá rapidamente à desobediência.

Essas leis podem ser resumidas como purificação do pensamento, refinamento do sentimento e controle da conduta corporal.

O neófito deve assentar-se em firme autodisciplina, nunca esquecendo o objetivo em vista, que é o desenvolvimento ao mais alto grau possível de força de vontade, sabedoria e conhecimento, e a conquista da gloriosa meta de campos de serviço cada vez mais amplos.

À medida que esse caminho é seguido, vislumbres de luz e poder gradualmente começarão a ser alcançados.

Os poderes da alma se desdobrarão, e o estudante se verá possuidor de conhecimento e capacidades com que pouco sonhara.

Seus poderes de percepção e de compreensão aumentarão gradualmente.

Ele se verá cada vez mais capaz de compreender assuntos anteriormente além de seu alcance mental.

Em seu relacionamento com os outros, ele atravessará o véu da personalidade até o homem real que está além, e será capaz de entender seus motivos e ideais como se fossem seus próprios.

Clarões de perfeita compreensão começarão a iluminar sua consciência cerebral, e novos meios de adquirir conhecimento se desenvolverão gradualmente.

Este é um estágio muito crítico no desdobramento da consciência psíquica, e o estudante deve usar a mais sábia discriminação se quiser tirar o máximo proveito de seus novos poderes e evitar os muitos perigos que cercam seu caminho.

A essa altura, ele já deve ter decidido sobre a natureza do serviço à humanidade que as circunstâncias de seu desenvolvimento e posição na vida lhe permitirão oferecer.

É aconselhado a não buscar o aspecto puramente psíquico do desdobramento espiritual, a menos que possua capacidades naturais especiais nessa direção e determine-se a engajar-se em pesquisa oculta.

As principais qualificações para esse ramo de serviço são:
1. Uma faculdade clarividente inata.
2. Uma mentalidade equilibrada, sã e estável, porém flexível.
3. Uma natureza emocional bem controlada.
4. Um corpo físico muito saudável, forte e refinado.
5. Um cérebro sensível e responsivo.
6. Um senso de humor inabalável.
7. A capacidade de relaxar mente e corpo à vontade.

Além disso, seu ambiente deve proporcionar oportunidade de retiro completo e reclusão sempre que necessário.

Ele deve viver no campo, ou perto dele, onde o ar é puro e a atmosfera harmoniosa e livre de ruídos.

Ele precisará de um companheiro, preferencialmente não clarividente, que compreenda perfeitamente sua missão, mantenha perfeito equilíbrio em todas as circunstâncias e o proteja de tensões indevidas, especialmente durante os períodos de desenvolvimento, quando estará anormalmente sensível.

Se essas qualificações e condições puderem ser providas, o estudante poderá então prosseguir para desenvolver suas faculdades crescentes.

A melhor maneira de desenvolvê-las é usá-las com frequência e testar os resultados por métodos científicos.

Erros e imprecisões devem ser especialmente examinados e, por fim, eliminados.

A própria Natureza lhe proporciona um campo frutífero de pesquisa, e seu próprio jardim será um laboratório e estudo dos mais adequados.

Ele pode se esforçar para penetrar o véu físico que oculta da visão física normal as forças fluentes de magnetismo, eletricidade, som, calor, luz e vitalidade que animam o reino vegetal.

Ele deve obter a ajuda daqueles com treinamento e realizações científicas, se possível, pois estão acostumados aos métodos de pesquisa científica pelos quais, somente, suas observações podem ser verificadas, e a precisão e confiabilidade alcançadas.

À medida que seus poderes se desdobram, ele pode ampliar o alcance de seus estudos para incluir o lado oculto dos fenômenos atômicos, químicos e elétricos, as contrapartes superfísicas dos objetos, tais como os corpos sutis das plantas, animais e homens, o reino elemental da Natureza, os espíritos da natureza e os anjos.

Os reinos superfísicos da existência e as entidades desencarnadas que os habitam podem então ser estudados, e tentativas podem ser feitas para desenvolver e usar a faculdade da clarividência no tempo e no espaço.

"Investigações como estas têm sido continuamente realizadas por uma sucessão ininterrupta de estudantes por milhões de anos."

Os resultados de seus esforços formam um vasto acervo de conhecimento que é chamado de Sabedoria Antiga, e que agora está sendo disponibilizado gradualmente através das publicações da Sociedade Teosófica. O estudante poderá, portanto, verificar suas próprias descobertas com as de seus predecessores na pesquisa oculta e, por sua vez, acrescentar às suas descobertas, enriquecendo assim a soma total do conhecimento humano.

Deve-se compreender claramente, no entanto, que a pesquisa clarividente não é de modo algum o único, nem mesmo o mais importante, método de adquirir conhecimento; tampouco o desenvolvimento desse poder é uma necessidade para o progresso espiritual ou para o estudo do ocultismo.

Existe um método mais seguro, e uma faculdade muito mais valiosa está disponível ao homem.

Essa faculdade é a intuição espiritual.

Por seu intermédio, o conhecimento pode ser obtido sobre qualquer assunto, sem o laborioso processo de desenvolver e usar poderes clarividentes.

Embora as duas faculdades possam ser utilmente empregadas como métodos complementares, a intuitiva é muito mais importante e valiosa do que a psíquica.

A menos, portanto, que o estudante possa preencher as qualificações e condições acima mencionadas, será melhor aconselhado a dedicar todas as suas energias ao desenvolvimento de suas faculdades intuitivas.

Ele então alcançará finalmente o estágio que está diante de todos nós, quando esse novo sentido, o poder da intuição, estará desenvolvido, e o método supermental de cognição será desdobrado.

Por seu intermédio, o homem obterá conhecimento sobre qualquer assunto, sem necessitar dos processos de raciocínio dedutivo e indutivo, e sem o emprego de quaisquer sentidos externos, físicos ou psíquicos.

Essa nova faculdade já se manifesta agora.

Seu desenvolvimento e uso procedem de maneira bastante natural naquele estágio da evolução humana que, em linguagem cristã, é referido como o nascimento do Cristo interno na alma humana.

Essa Criança está agora nascendo na alma da humanidade.

Seu crescimento pode ser apressado pelos dois meios que foram explicados.

Um dia, o Cristo interno crescerá até a "medida da estatura da plenitude de Cristo". Então, todos os poderes da alma e todas as faculdades da consciência terão sido desdobrados, e seremos "perfeitos como nosso Pai no Céu é perfeito".

CAPÍTULO IX

A EVOLUÇÃO DA CONSCIÊNCIA

Uma melhor compreensão do assunto do desdobramento das faculdades psíquicas pode ser obtida se fizermos um breve levantamento da evolução da consciência normal, do selvagem ao super-homem.

Os diagramas anexos destinam-se a auxiliar nesse propósito, e este capítulo consistirá inteiramente em comentários explicativos sobre eles.

O Diagrama (i) mostra a extensão da consciência humana durante a encarnação física, em diferentes níveis de evolução.

As linhas horizontais representam os planos da Natureza, segundo a filosofia oculta.

As figuras representam a consciência pessoal por meio de sua forma, posição e tamanho.

No selvagem, o físico e o emocional predominam; a figura alarga-se em direção à sua base, que repousa no mundo subfísico, para ilustrar o contato com forças elementais que algumas raças primitivas possuem.

A figura estreita-se ao passar pelos mundos etérico e emocional, é nitidamente limitada na mente concreta, enquanto apenas sua ponta toca os níveis inferiores da mente abstrata, mostrando que o contato com o ego é muito tênue.

O centro de consciência, denotado pelo oval branco, situa-se entre os planos emocional e físico.

A consciência pessoal do homem civilizado é menos dominada por seu corpo físico do que a do selvagem, embora a maior porção da figura esteja nos mundos emocional e físico.

Considerável crescimento mental é indicado, bem como maior contato com a mente abstrata e, portanto, com a consciência egóica, que se situa nesse plano.

O centro de consciência elevou-se a uma posição entre os planos da mente concreta e das emoções.

O crescente controle dos corpos emocional e físico, alcançado por um homem avançado, é indicado pelo fato de a terceira figura começar a se estreitar em direção à sua base no plano físico.

À medida que ascende, ela se alarga, até atingir o plano da mente abstrata.

Considerável consciência egóica foi alcançada, bem como um contato distinto estabelecido com os mundos intuicionais.

O iniciado45 está adquirindo controle ainda maior sobre seus veículos pessoais, e a porção mais larga da figura agora se encontra no plano mental.

O mundo intuicional foi penetrado, e o contato estabelecido com a vontade espiritual.

O centro de consciência agora se situa entre os planos da intuição e do pensamento abstrato.

O adepto — como retratado pela quinta figura — ainda possui um corpo físico, mas a maior porção de sua consciência está nos mundos egóico e mônadico,46 enquanto o centro está no intuitivo, com uma extensão possível dos planos logoicos aos subfísicos.

O Diagrama (ii) mostra a relação entre mônada, ego e personalidade em diferentes estágios da evolução.

As linhas horizontais mostram os planos da Natureza, como no diagrama (i). A linha branca no reino da consciência logoica indica parte dos lados e da base de um triângulo que representa o Logos.

Os triângulos brancos no campo negro representam as mônadas, os triângulos intermediários abaixo deles os egos, e as figuras inferiores as personalidades, como no diagrama (i). A marca branca redonda na figura pessoal mostra a posição do foco normal da consciência, que, como vimos acima, no selvagem, está entre os planos emocional e físico, e no iniciado está entre os planos da intuição e do pensamento abstrato.

Começando pela figura à esquerda, a forma do diagrama pessoal do selvagem mostra que há uma preponderância da consciência nos mundos emocional e físico, e uma quantidade relativamente pequena na mente concreta.

O ponto ou ápice da figura apenas toca a mente abstrata, mostrando o vínculo com o ego recém-formado,47 que, por sua vez, é representado como derramando uma pequena medida de seu esplendor na mente concreta, mas não produzindo qualquer efeito abaixo disso.

O ego, por sua vez, tem seu ponto apenas na vontade espiritual, e está ligado à mônada por apenas um tênue fio.

Passando ao homem civilizado, a mudança de forma na figura pessoal mostra que a consciência é menos dominada pelo físico, mas ainda está oscilando entre esse plano e o emocional, enquanto o ápice da figura alcança a mente abstrata, tendo a conexão com o ego sido melhorada.

O resultado dessa melhoria é um fluxo descendente da vida egoica através da mente concreta e das emoções até o cérebro etérico,48 e um crescente esplendor na mente abstrata.

O centro ou ponto focal da consciência moveu-se para cima, e agora está situado entre a mente concreta e as emoções.

O ego aumentou de tamanho e alcança o plano monádico, de modo que a conexão com a mônada é consequentemente mais claramente definida.

No homem avançado, isto é, aquele que se aproxima do, ou está no, caminho probacionário, a forma da figura pessoal mostra que o plano físico está perdendo seu domínio sobre a consciência, que agora está assentada entre a mente concreta e a abstrata, com um poderoso desenvolvimento da primeira e das emoções.

O contato com o plano intuicional foi agora alcançado, e a radiância do ego está atuando sobre e através do homem mental e emocional, enquanto um fluxo distinto de poder através do ego para o físico denso está ocorrendo.

O ego está agora em contato direto com a mônada, e aumentou em tamanho e capacidade, de modo que a influência da mônada começará a ser sentida na personalidade.

O iniciado49 fundiu ego e personalidade, como é mostrado pela ausência de uma divisão entre eles no diagrama.

O centro de consciência está no reino da mente abstrata e da intuição, e toda a personalidade é permeada pela consciência egoica.

O contato com a mônada é muito próximo, e todo o ser brilha com a radiância que agora desce dos reinos mônadicos.

O adepto completou o processo que começou na iniciação, e uniu mônada, ego e personalidade, transcendeu todas as limitações pessoais de consciência, e privou a personalidade de todo poder de iniciar ação ou pensamento a partir de baixo.

A gama de consciência agora está sem qualquer limite que a mente humana possa conceber.

Deste diagrama vemos que a evolução é realizada por uma elevação gradual do foco central de consciência, plano por plano, e um uso, primeiro da personalidade com o ego, e depois do ego com a mônada.

Será notado que o diagrama representando o adepto chega a um ponto no nível físico, mostrando que um corpo ainda é mantido para fins de trabalho.

O selvagem, o iniciado e o adepto também têm um ponto de contato com o mundo subfísico.

No selvagem isso se manifesta em magia primitiva e feitiçaria; no iniciado e no adepto no emprego consciente de forças que têm suas fontes abaixo do nível físico denso.

O Diagrama (iii)50 mostra a relação entre o ego e a personalidade em diferentes estados de saúde e doença, e também indica a natureza dos fatores superfísicos que determinam esses estados.

Os dois triângulos em cada um dos quatro quadrados no topo do diagrama (iii) representam o ego e a personalidade.

Será visto que no selvagem, exceto pelo fato de que um triângulo é um reflexo do outro—ou seja, a mesma forma—não há conexão aparente entre eles.

No caso do homem desenvolvido, uma conexão é mostrada unindo as duas bases do triângulo representando o ego e a personalidade.

No caso do iniciado, as bases estão elas mesmas unidas, mostrando perfeita coordenação, enquanto no adepto as vemos entrelaçadas.

Em cada um desses diagramas, a relação retratada seria produtora de perfeita saúde, porque é a condição natural para o nível de evolução em que os indivíduos se encontram.

Na porção inferior do diagrama, as divisões horizontais representam os três planos inferiores da Natureza; o triângulo no topo representa o ego; a faixa vertical representa o jogo da vida eugóica através dos vários planos, descendo até o corpo físico.

No Nº I, a largura da faixa mostra que o ego está completa e perfeitamente expresso através de todos os planos, como poderia ser o caso após a primeira iniciação ter sido tomada.

O Nº 2 mostra um estado similar de coisas no nível do homem desenvolvido, onde, embora o fluxo seja igual através de todos os planos, seu volume é necessariamente menor.

Devido à perfeição do fluxo indicada pela largura igual das faixas, um estado de perfeita saúde resultaria em ambos os casos.

O Nº 3 mostra uma protuberância no nível mental e um estreitamento da faixa nos níveis emocional, etérico e físico denso.

Este último representa uma vitalidade emocional e física rebaixada, devido à atividade mental excessiva, como mostrado pela protuberância.

Este seria o caso em que um homem se dedicasse inteiramente a atividades intelectuais ou estudos científicos e negligenciasse o desenvolvimento e a expressão de suas emoções e de seus poderes físicos.

O Nº 6 mostra uma condição similar causada por alguma inibição no nível mental, onde a faixa descendente é vista tornar-se mais estreita.

Neste caso, uma falha em desenvolver e usar a mente resultou em uma deficiência nos níveis emocional e físico.

O Nº 4 mostra uma falta de perfeita saúde física causada por excesso emocional, tal como a indulgência deliberada das emoções inferiores, ou por permitir que a expressão do sentimento domine toda a vida.

O Nº 7 mostra o oposto e retrata a repressão emocional, tal como a inanição da natureza amorosa, por exemplo, com um correspondente rebaixamento da vitalidade física.

O nº 8 está incluído para completar o catálogo de possíveis causas superfísicas de má saúde, e ver-se-á que, embora o fluxo do ego seja bom até ao nível emocional, ele é inibido no etérico, e aponta para uma interferência deliberada ou abuso das funções vitais, tais como o ascetismo excessivo, ou, no caso do nº 5, pelo atletismo excessivo, ou formas semelhantes de excesso físico.

Este diagrama mostra claramente a importância do justo meio em todas as coisas, e mais particularmente na saúde, e a necessidade de uma expressão plena e perfeita de todas as faculdades humanas através dos corpos mental, emocional, etérico e físico.

Se isto for alcançado, o homem atingirá uma saúde física tão perfeita quanto o seu carma o permitir; ele passará pelas etapas sucessivas da sua evolução com um mínimo de sofrimento e atraso, e assim ficará livre para voltar a sua atenção para o desdobramento dos seus poderes superiores e mais espirituais de consciência.

CAPÍTULO X

OS ÓRGÃOS DOS SENTIDOS PSÍQUICOS

Estamos agora prontos para passar a uma consideração mais detalhada do que a dada no Capítulo III sobre os órgãos especiais nos três veículos51 da personalidade que são essenciais para o desenvolvimento e uso das faculdades psíquicas.

Esses órgãos são chamados centros de força ou chakras.

Para um estudo detalhado deles e das forças pelas quais são postos a funcionar, o leitor é remetido à monografia ilustrada sobre o assunto por C. W. Leadbeater.

Chakra é uma palavra sânscrita que significa roda, e é aplicada aos centros de força nos corpos humanos, porque, à visão clarividente, eles têm a aparência de vórtices giratórios.

Eles são em número de sete, têm nomes orientais, e estão situados como se segue:     1. Muladhara (sacro).     2. Svadhisthana (baço).     3. Manipura (umbigo).     4. Anahata (coração).     5. Vishuddha (garganta).     6. Ajna (corpo pituitário e glândula pineal).     7. Brahmarandra (fontanela anterior).  Ao estudar os diagramas que acompanham este capítulo, deve ser claramente entendido que eles são representações esquemáticas e não exatas imagens pictóricas dos órgãos sensoriais superfísicos que retratam.

O Diagrama (iv) representa a cabeça de um homem normal como vista pela visão etérica.

O Prana,52 que pode ser visto clarividentemente como uma corrente amarelo-dourada, sobe pela medula espinhal até à cabeça, onde se espalha como uma chuva dourada, e vivifica todo o conteúdo do crânio, o próprio crânio, o couro cabeludo e os cabelos, como indicado pelos pequenos pontos.

Os centros etéricos, que correspondem às glândulas pituitária e pineal, aparecem como pequenas chamas, ou assim se mostram à visão etérica.

Um fluxo de prana circula em torno desses centros e sai pelo topo da cabeça através de um chakram Brahmarandra etérico embrionário.

O chakram Ajna, ainda não vitalizado, é vagamente visível como um tubo etérico preenchido com matéria etérica semelhante a medula.

O prana flui ao redor e através dele, sendo descarregado através do chakram subdesenvolvido.

O mesmo se aplica ao centro da garganta.

Antes que esses chakrams possam ser conscientemente empregados como órgãos dos sentidos, o "Fogo Serpentino" ou Kundalini deve ser despertado e, fluindo através dos canais apropriados, acompanhado por seus "ares vitais" correspondentes, Ida e Pingala, deve vitalizar todos os sete chakrams à medida que passa da base da espinha, onde normalmente é armazenado, até o topo da cabeça.

Ao alcançar os centros pituitário e pineal, polariza-os em condições positiva e negativa e os vitaliza em um estado hiperativo, no qual interagem tão intimamente que se tornam um único centro que forma o coração ou núcleo do chakram Brahmarandra, que é assim evoluído como resultado.

O Diagrama (v) ilustra o estado de coisas após Kundalini ter sido despertada. O prana ainda é visto fluindo como antes, acompanhado pelo poder ígneo de Kundalini.

Os centros etéricos pituitário e pineal agora brilham com luz e poder, e uma interação contínua ou "centelhamento" ocorre entre eles.

A corrente principal de Kundalini passa ao redor e através deles, saindo pelo agora aberto Brahmarandra — diagrama, ou "Lótus de Mil Pétalas", como é chamado no Oriente.

O diagrama Ajna agora é mais claramente visível, juntamente com o tubo etérico, que é usado para fins de magnificação e televisão.

Kundalini também atua através dos chakrams da garganta e Ajna, sendo descarregada, juntamente com uma quantidade de prana, no ar.

No Diagrama (vi), temos uma tentativa de retratar os sete chakrams principais como aparecem após Kundalini ter sido despertada.

Na base da espinha, o chakram Muladhara é mostrado projetando-se para frente em direção ao sistema generativo, do qual é parte de sua função suprir com prana.

No coração deste chakram reside o "Fogo Serpentino", Kundalini, e ali ele dorme através dos tempos até que o momento seja propício para ser despertado.

À medida que sobe pela espinha, vivifica por sua vez cada chakram, fazendo com que os centros etéricos sejam abertos e que canais sejam formados dos mundos superfísicos aos físicos, proporcionando assim condutores para vibrações superfísicas.

Quando assim despertado, todos os poderes psíquicos são plenamente desdobrados e se tornam disponíveis para uso enquanto o homem está desperto no corpo físico.

O perigo de despertar Kundalini prematuramente é tornado óbvio por este diagrama, pois, a menos que a natureza do desejo tenha sido purificada e refinada, e o neófito tenha se tornado "à prova de paixão", o poder ígneo pode atuar para baixo e intensificar tanto a natureza do desejo quanto a atividade dos órgãos físicos através dos quais essa natureza encontra expressão.

O Plexo Solar é mostrado como apareceria à visão astral, alcançando a periferia do corpo astral; é a estação receptora de todas as vibrações emocionais subconscientes, que são por ele transmitidas ao gânglio nervoso físico de mesmo nome.

O despertar prematuro do plexo solar etérico e astral é produtivo tanto de distúrbios físicos quanto emocionais.

Fisicamente, a digestão é prejudicada, e emocionalmente o sofredor tende a ser indevidamente afetado pelos sentimentos dos outros, a reproduzi-los dentro de si, sem o poder de autoproteção, e a sofrer com a incursão de entidades e forças astrais, que por sua vez produzem pesadelos, pânicos súbitos e, entre outros distúrbios, a doença conhecida como claustrofobia.

No estágio atual da evolução, é este chakram o mais propenso a produzir má saúde através da distorção de sua forma ou interferência em sua função adequada.

Os estudantes são advertidos contra todos os sistemas de desenvolvimento psíquico que aconselham meditação sobre ou neste centro.

Ligeiramente acima do plexo solar vemos o centro esplênico, com sua abertura nas costas e ligeiramente ao lado esquerdo do corpo.

Antes da vivificação, sua única função é a absorção, "digestão", assimilação e distribuição de prana.

É a estação vital receptora e transmissora do corpo.

Vitalidade diminuída e debilidade nervosa podem frequentemente ser atribuídas a uma falha no funcionamento deste chakram. Quando vivificado, este centro confere o poder de viagem astral livre e autoconsciente.

O próximo acima deste é o chakram cardíaco, que, no neófito espiritual — o homem avançado dos diagramas do Capítulo IX — é um dos principais canais através dos quais flui o poder dos mundos intuicionais.

Esta é a Rosa Mística da literatura oculta, cujas pétalas só se abrem após o Cristo-Criança ter nascido no coração — ou apenas após os poderes de intuição, compaixão e amor terem sido desenvolvidos até certo grau e estarem encontrando expressão através da vida física.

A meditação sobre este centro é bastante segura e é, de fato, um valioso meio de desenvolver e expressar as qualidades acima mencionadas.

O chakram da garganta, quando vivificado, confere a faculdade da clariaudiência; está em estreita relação magnética com o diagrama Muladhara, e não é incomum descobrir que perturbações dos órgãos e funções criativos produzem distúrbios correspondentes na garganta, que é o centro criativo superior.

No centro da cabeça, encontramos os equivalentes etéricos das glândulas pituitária e pineal combinados em um único centro resplandecente.

A força de Kundalini flui através e ao redor deste centro e passa para fora através do chakram Brahmarandra, que se situa na região da fontanela anterior física.

Elevando-se a partir do corpo pituitário, o chakram Ajna pode ser visto com sua abertura entre e ligeiramente acima dos olhos.

A vivificação do chakram Ajna nos níveis etérico e astral confere o poder da clarividência.

Quando o Brahmarandra está plenamente formado, o ego possui o poder de retirar-se do corpo físico e a ele retornar à vontade, sem que ocorra uma interrupção na consciência.

O homem é provavelmente agora um iniciado da Grande Fraternidade Branca de adeptos, e viaja rapidamente rumo ao adeptado, estágio no qual terá se tornado "perfeito como seu Pai no Céu é perfeito". Assim, terá alcançado a expressão completa e perfeita de todos os poderes e atributos de sua divindade em todos os planos da natureza através dos quais evoluiu.

Ao longo do período posterior de seu desenvolvimento, ele terá sido guiado e inspirado por um superior na vida oculta.

O despertar efetivo da tremenda força de Kundalini só pode ser "tentado com segurança sob a orientação experiente de um Mestre da ciência oculta".

Mesmo que fosse capaz, o autor não sente, portanto, que possa publicar utilmente informações sobre esse assunto.

O estudante sincero não precisa temer, contudo, que qualquer conhecimento do qual possa realmente beneficiar-se lhe seja sonegado.

O caminho que conduz à senda oculta está aberto a todos aqueles que possuem a percepção para descobri-la e a coragem para trilhá-la. Em “A Voz do Silêncio” — uma obra padrão de instrução no ocultismo — lemos: “A luz do único Mestre, a única luz dourada e unificadora do espírito, projeta seus raios fulgentes sobre o discípulo desde o próprio início.” Também existe um axioma oculto que diz que quando o pupilo está pronto, o Mestre aparece.

As condições sob as quais o Mestre pode ser encontrado foram claramente enunciadas da seguinte forma: “Eis a Verdade diante de vós: uma vida limpa, uma mente aberta, um coração puro, um intelecto ávido, uma percepção espiritual desvelada, uma fraternidade para com o co-discípulo, uma prontidão para dar e receber conselhos e instrução, um senso leal de dever para com o Instrutor, uma obediência voluntária aos ditames da Verdade, uma vez que tenhamos depositado nossa confiança naquele Instrutor e acreditemos que ele esteja de posse dela; uma corajosa resistência à injustiça pessoal, uma brava declaração de princípios, uma defesa valente daqueles que são injustamente atacados, e um olhar constante para o ideal de progresso e perfeição humanos, que a ciência secreta (Gupta Vidya) descreve; estes são os degraus dourados pelos quais o estudioso pode subir ao Templo da Sabedoria Divina.” — H. P. Blavatsky.

L’ENVOI — A SENHORA DA VISÃO

Onde está a terra de Luthany,
Onde está a região de Elenore?
Para lá eu anseio.

“Transpassa teu coração para encontrar a chave;
Contigo leva
Somente o que nenhum outro guardaria;
Aprende a sonhar quando despertas;
Aprende a despertar quando dormes;
Aprende a regar a alegria com lágrimas,
Aprende dos ouvidos a vencer os ouvidos;
Espera, pois não ousas desesperar,
Exulta, pois não ousas sofrer;
Ara a rocha até que ela produza;
Sabe, pois de outro modo não poderias crer;
Perde, para que o perdido possas receber;
Morre, pois de nenhuma outra maneira podes viver.

Quando a terra e o Céu depuserem seu véu,
E esse apocalipse te empalidecer;
Quando tua visão te cegar
Para o que teus semelhantes mortais veem;
A vida deles, morte; sua luz, ausência total de luz;
Não busques mais —
Atravessa os portões de Luthany, trilha a região de Elenore.”

Onde está a terra de Luthany,
E onde a região de Elenore?
Para lá eu desfaleço.

L’ENVOI

“Quando aos novos olhos de ti
Todas as coisas, por poder imortal,
Perto ou longe,
Ocultamente
Umas às outras ligadas estão,
Que não podes mover uma flor
Sem perturbar uma estrela;
Quando teu canto é escudo e espelho
Para a dor que se enrosca como serpente no ar,
Onde ousas enfrentar seu terror
Para que sobre ela possas alcançar
Conquista persa; não busques mais,
Ó não busques mais!
Passa os portões de Luthany, pisa a região Elenore.”
—Francis Thompson.

Notas

[←1] Ver Capítulo VIII.

[←2] Os exemplos neste capítulo são extraídos de três fontes: “O Estudo Oculto do Elétron”, de E. W. Preston, M.Sc., um panfleto publicado pelo Grupo Científico da Sociedade Teosófica na Inglaterra; “Experimentos Recentes do Grupo Científico”, do autor e E. W. Preston, M.Sc., um artigo publicado na “Revista Teosófica”; e “Observações sobre a Corrente Elétrica”, do autor e E. W. Preston, M.Sc., um artigo publicado na “Revista Teosófica”.

[←3] O primeiro subplano etérico.

[←4] Reimpresso da “Revista Teosófica”, “Experimentos Recentes do Grupo Científico da S.T.”, por Geoffrey Hodson e E.W. Preston, M.Sc.

[←5] Op. cit.
por A. Besant e C. W. Leadbeater.

[←6] Reimpresso da “Revista Teosófica”, “Observações sobre a Corrente Elétrica”, por Geoffrey Hodson e E. W. Preston, M.Sc.

[←7] Ver “O Duplo Etérico”, de A. E. Powell.

[←8] Ver “Uma Visão Oculta da Saúde e da Doença”, do autor.

[←9] Os Chakras, de C.W. Leadbeater.

[←10] O ponto de fixação ao pedúnculo.

[←11] Uma palavra sânscrita que denota a operação da lei de causa e efeito. A doutrina da reencarnação ou evolução rumo à perfeição por meio de existências físicas sucessivas é aceita pelo autor e assumida como verdadeira ao longo desta obra.

[←12] Vitalidade ou o princípio vital do qual o duplo etérico é o meio conservador e transmissor.

[←13] O mestre do mundo superfísico.

[←14] Ver meu livro! “Uma Visão Oculta da Saúde e da Doença”, p.

[←15] Ver “Atlântida e Lemúria”, de Scott Elliott, e “O Homem: De Onde, Como, Para Onde”, de A. Besant e C. W. Leadbeater.

[←16] Reimpresso de “O Arauto da Estrela”.

[←17] De acordo com algumas autoridades, Akasha é uma substância superfísica universalmente difundida sobre a qual o registro de todos os eventos é impresso indelevelmente.

[←18] “Ilusão”. Toda existência fenomenal é considerada uma ilusão por alguns sistemas de filosofia.

[←19] Ver Capítulo V.

[←20] Loc. cit. Publicado pela Theosophical Publishing House.

[←21] Ver segunda nota de rodapé da p.62.

[←22] A referência aos diagramas no Capítulo VIII ajudará o leitor a compreender essa concepção.

[←23] Mateus VI, 20.

[←24] Ver “A Irmandade dos Anjos e dos Homens” e “As Hostes Angélicas”, do autor.

[←25] “A Luz da Ásia”, de Sir F. Arnold.

[←26] Ver “A Vida do Homem nos Três Mundos”, de A. Besant.

[←27] Ver O Plano Devachânico, “Manual Teosófico No. 6”, de C.W. Leadbeater.

[←28] Os Adeptos da Hierarquia Oculta que formam o governo interno do mundo. Ver “O Mestre”, de A. Besant.

[←29] Ver a literatura da Ordem da Estrela, da qual o comunicador era membro.

[←30] Ver “Auxiliares Invisíveis”, de C.W. Leadbeater.

[←31] Ver “O Reino de Faerie” e “As Hostes Angélicas”, do autor.

[←32] Reimpresso de “O Teosofista”.

[←33] Reimpresso de “O Arauto da Estrela”.

[←34] Esta visão parecia apoiar a concepção da ocupação do discípulo Jesus pela consciência do Cristo, sustentada por certos gnósticos e primeiros Padres da Igreja.

[←35] Essa energia é conhecida como Kundalini ou Fogo da Serpente. Ver “Os Chakras”, de C.W. Leadbeater, e “O Fogo da Serpente”, de Arthur Avalon.

[←36] Ver “Introdução ao Yoga”, de A. Besant; “Raja Yoga”, de E. Woods; e “Clarividência”, de C.W. Leadbeater.

[←37] Chamado no Oriente de “Raja Yoga”.

[←38] São Mateus, xviii, 20.

[←39] Ver “A Prática da Presença de Deus” e “Máximas Espirituais”, do Irmão Lourenço; e “Um Método Curto e Fácil de Oração”, de Madame Guyon.

[←40] Uma das Escrituras Hindus.

[←41] O assunto da meditação é tratado mais completamente nos livros do autor, “Primeiro Passo no Caminho” e “Assim Eu Ouvi”.

[←42] Ver meu livro, “Saúde e Vida Espiritual”.

[←43] O Rt. Rev. C.W. Leadbeater é a maior autoridade viva sobre este assunto, e todos os seus escritos devem ser estudados pelo aspirante a poderes clarividentes.

[←44] O Professor J. E. Marcault é uma autoridade neste assunto específico, e todos os seus escritos serão úteis ao estudante dos aspectos mais profundos da ciência da psicologia.

[←45] Para uma explicação deste termo, veja "Iniciação, o Aperfeiçoamento do Homem", da Dra. A. Besant, e "O Mestre e o Caminho", de C. W. Leadbeater.

[←46] Veja "A Mônada", de C. W. Leadbeater.

[←47] Para uma explicação do processo de formação do ego, veja "Um Estudo da Consciência", da Dra. A. Besant.

[←48] Veja "O Duplo Etérico", de A. E. Powell.

[←49] Veja a nota de rodapé na p. 202.

[←50] Este diagrama é reproduzido do meu livro, "Uma Visão Oculta da Saúde e da Doença", por cortesia dos editores.

[←51] Veja "O Duplo Etérico", "O Corpo Astral", "O Corpo Mental", de A. E. Powell.

[←52] Prana significa vitalidade.

Veja "O Duplo Etérico", de A. E. Powell.